A Senhora de Wildfell Hall, Anne Brontë.

  • Capa comum: 504 páginas
  • Editora: Record (8 de maio de 2017)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8501080691
  • ISBN-13: 978-8501080691
  • Dimensões do produto: 22,6 x 15,2 x 2,8 cm
  • Peso do produto: 640 g

Filha mais nova da família Brontë, Anne era irmã de Emily Brontë, autora de O morro dos ventos uivantes, e de Charlotte Brontë, autora de Jane Eyre — livros clássicos e reeditados até hoje. Anne Brontë (1820-1849) desafia as convenções sociais do século XIX neste romance, A senhora de Wildfell Hall. A protagonista da obra quebra os paradigmas de seu tempo como uma mulher forte e independente, que passa a comandar a própria vida. Ao chegar à propriedade de Wildfell Hall, a Sra. Helen Graham gera especulação e comentários por parte dos vizinhos. O jovem fazendeiro Gilbert Markham, por sua vez, desperta um grande interesse pela moça e, aos poucos, vai criando uma amizade com ela e com seu filho. Porém, os segredos do passado da suposta viúva e seu comportamento arredio impedem que o sentimento nutrido pelos dois se concretize, fazendo com que Gilbert tenha dúvidas sobre a conduta da moça. Quando a Sra. Graham permite que ele leia seu diário a fim de esclarecer os fantasmas do passado, o rapaz compreende os tormentos enfrentados por aquela mulher e as razões de suas atitudes. Ela narra sua história até então, desde a relação com um marido alcoólatra e de conduta abominável até a decisão de abandonar tudo em nome da proteção do filho.

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A senhora de Wildfell Hall é um romance epistolar escrito por Anne Brontë sob o pseudônimo de Acton Bell, publicado em 1848. O romance recebeu duras críticas por conta da descrição de suas personagens femininas, sempre mulheres com opiniões fortes e atitudes muito progressistas para a época. É considerado o primeiro romance feminista.

“Meu propósito ao escrever as páginas seguintes não foi apenas divertir o leitor; tampouco satisfazer meu próprio gosto ou ganhar as boas graças da imprensa ou do público: meu desejo era relatar a verdade, pois a verdade sempre comunica sua própria moral para quem é capaz de absorvê-la. Mas, como esse tesouro precioso com frequência se esconde no fundo de um poço, é preciso coragem para mergulhar em busca dele, principalmente porque é provável que quem o fizer vá despertar mais desdém e desaprovação pela lama e água onde ousou se misturar do que gratidão pela joia que obteve; pe possível comparar isso com a situação de uma mulher que se prontifica a limpar os aposentos de um homem solteiro e descuidado, ouvindo mais reclamações pela poeira que levantou do que elogios pela limpeza que fez.”.

Houve bastante especulação, na época, sobre a autoria do romance, ao que respondeu Anne:

“Irei interpretar essa dedução como um elogio à boa delineação de meus personagens femininos; e, embora não possa deixar de atribuir boa parte da severidade de meus censores a essa suspeita, não farei esforços para refutá-la, pois, para mim, se o livro é bom, o sexo de seu autor não é significativo.”

Mas vamos à história.

Gilbert Markham é um jovem apaixonado que escreve cartas ao amigo Halford, contando a história de Helen Graham, uma mulher misteriosa que se muda para a mansão abandonada Wildfell Hall com seu filho Arthur e sua criada Rachel, vivendo reclusa e despertando curiosidade na vizinhança por conta de suas fortes opiniões e todo mistério que a cerca. Todos acreditam que Helen é uma viúva solitária, mas sua forte amizade com Lawrence causa um falatório na comunidade, que a julga vulgar para os padrões da época. Gilbert insiste em cortejar a jovem, que se esquiva de suas intenções e resolve lhe contar sua história, entregando-lhe seu diário que contém relatos sobre o relacionamento abusivo que sofreu por seu marido, o odiável Arthur Huntingdon .

Desta forma, temos duas vozes no romance: a de Gilbert, que escreve cartas a Halford confessando seus sentimentos e contando a história de Helen sob seu ponto de vista, e a voz de Helen por meio de seu diário que começou a ser escrito cinco anos antes.

Gostei muito da forma como as personagens femininas são retratadas, mas confesso que não consegui sentir empatia por Helen. Não estou dizendo que ela mereceu os abusos que sofreu, longe disto, mas a personagem é irritantemente enfadonha, uma fanática religiosa rabugenta que não causa grande empatia no leitor. Gilbert, por sua vez, é inocente e muito bondoso, mas seu orgulho e covardia chegam a irritar. Contudo, são dois personagens perfeitamente verossímeis, e aí está a perspicácia da autora, em trazer um retrato tão fiel da sociedade da época que se comunica facilmente com nossos dias atuais.

O que mais mexeu comigo, sem dúvida, foi o relato minucioso sobre a personalidade de Arthur Huntingdon, um narcisista perverso que, após conquistar o coração de Helen e levá-la ao altar, passa a maltratá-la, desprezá-la e torturá-la com seus vícios e sua crueldade, levando-a à depressão e ao desespero, ao ponto de fugir com seu filho para protegê-lo dos abusos do pai. É, sem dúvida, uma figura detestável que merecia um destino muito pior ao que Anne lhe deu.

A história é muito interessante sob o ponto de vista dos relatos sobre a vida cotidiana, das relações íntimas e familiares, o que nos prende facilmente, mas aconselho a não ler com pressa porque é riquíssima em detalhes e merece um verdadeiro mergulho e toda a atenção do leitor.

Pegue um chá, sente-se confortavelmente e aprecia a vista. Boa viagem!

Laranja Mecânica, Anthony Burgess

  • Formato: eBook Kindle
  • Tamanho do arquivo: 1639 KB
  • Número de páginas: 226 páginas
  • Editora: Editora Aleph (16 de setembro de 2015)
  • Vendido por: Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda
  • Idioma: Português
  • ASIN: B015EE5D6M

Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge grandes proporções e provoca uma resposta igualmente agressiva de um governo totalitário. Ao lado de 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, Laranja Mecânica é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século 20. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, o livro é uma obra marcante que atravessou décadas e se mantém atual.

Alex, Pete, Georgie e Tosko são quatro nadsats druguis ociosos que compõem uma shaika que gosta de sair a noite para dratar com ultraviolência. Eles invadem domi, estupram devotchka, batem em ded, krastam denji, usam drencrom e pitam seu moloko  como se fosse nada demais. Alex é o mais violento e também o líder nada querido por seus druguis. Certa noite, eles invadem uma domi e Alex ubivata uma estica, sendo traído por seus druguis, que o deixam ser pego pela miliquinha. Alex é, então, um pleni, e se habilita para ser cobaia de uma novo método de recuperação de prestupnik chamado Ludovico, que consta em receber medicação e ser obrigado a smotar vídeos de ultraviolência, tendo suas pálpebras pregadas de forma que não consiga sequer pikpiscar seu glazi ou mover sua mosga. Um método por associação em que toda vez que Alex sente vontade de delinquir, sente-se imediatamente bolnói, o que o impede de agir voluntariamente e o faz passar por situações que colocam sua vida em risco. 💊

Dizer que eu gostei do livro seria muito pouco perto da experiência de leitura  indescritível que eu tive. Já havia assistido ao filme, mas o livro te leva a outro nível. 💊

E se você não poneou muito bem o que escrevi é porque precisa realmente passar por essa experiência. Leia o prefácio com as notas do tradutor e vença a curiosidade de ler pelo Glossário Nadsat que acompanha a obra porque o autor espera que você mergulhe nessa leitura e sinta toda a complexidade e estranhamento ao se deparar com as reflexões quase ininteligíveis do universo adolescente de Alex. 💊

Então,  o que é que vai ser, hein? 💊

Boa viagem!

A cor púrpura, Alice Walker.

Para comprar o livro, clique aqui.

  • Formato: eBook Kindle
  • Tamanho do arquivo: 1408 KB
  • Número de páginas: 282 páginas
  • Editora: José Olympio (7 de março de 2016)
  • Vendido por: Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda
  • Idioma: Português
  • ASIN: B01CO0F8VY

Sinopse da Editora

*O livro teve uma adaptação para o cinema, filme dirigido por Steven Spielberg, com Whoopi Goldberg, Oprah Winfrey e Danny Glover no elenco.

Um dos mais importantes títulos de toda a história da literatura, inspiração para a aclamada obra cinematográfica homônima dirigida por Steven Spielberg, o romance A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra do sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido.
Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra extremamente atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gênero, etnia e classes sociais.

Mas eu num sei como brigar. Tudo queu sei fazer é cuntinuar viva.
A história se passa entre os anos de 1900 e 1940 nos EUA, o que não é claramente apontado no texto, porque é contada através de cartas que inicialmente Celie escreve para Deus. Ela é uma mulher pobre, negra, explorada e abusada, solitária e semi analfabeta que não tem com quem se abrir. Portanto, as cartas são curtinhas e em linguagem “caipira” de uma mulher negra que vive todas as dores do preconceito racial, do machismo e da misoginia. E Celie parece que nasceu no corpo errado, na cidade errada, no país errado, na família errada. Ou seja, tudo está invertido na vida dessa pobre mulher negra submissa e muito sofrida.
E se você pergunta por que você é preto ou é um homem ou uma mulher ou uma moita isso num quer dizer nada se você num pergunta por que é que você tá aqui, pronto.
Celie foi abusada sexualmente por seu pai e, aos quatorze anos, teve dois filhos desse abuso e que foram separados dela ainda bebês. Ela também ficou estéril por conta disso e foi praticamente vendida pelo seu pai a um homem muito mais velho que ela e que a espancava, abusava e explorava fisicamente em trabalhos exaustivos, e se viu separada da única pessoa que amava e com quem poderia, contar, sua irmã Nettie, que viaja para a África como missionária na esperança de uma vida melhor.
Quanto mais eu adimiro as coisa, ele falou, mais eu amo.
E as pessoas, eu aposto, começam a amar você de volta, eu falei.
A vida de Celie começa a mudar quando seu marido leva a amante para dentro de casa, para se recuperar de uma doença. Inicialmente, Shug Avery, uma cantora de blues bonita, cobiçada, independente e muito bem resolvida com sua sexualidade, despreza Celie e também se aproveita de sua fragilidade, mas ao ver o quanto ela é dedicada e boa para com qualquer pessoa que cruze seu caminho, mesmo que essa pessoa seja a amante de seu marido, ela inicia uma verdadeira revolução na vida de Celie, mostrando a ela seu valor como pessoa, pois Celie até então havia sido tratada pior que um animal.
Mas no fundo do meu coração eu me importava com Deus. O que ele ia pensar. E acabei discrobrindo que ele num pensa. Só fica sentado lá na glória de ser Deus, eu acho, Mas num é fácil tentar fazer as coisa sem Deus. Mesmo se você sabe que ele num tá lá, tentar fazer sem ele é duro.
O livro tem um ritmo gostoso, no qual podemos acompanhar a evolução, aprendizado e inúmeras descobertas da Celie e, apesar de ser um romance de correspondência, traz muitas subtramas com desfechos emocionantes e que não cansam o leitor.
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Alice Malsenior Walker é uma escritora estado-unidense e ativista feminista.

A astúcia cria o mundo, Lewis Hyde.

  • Capa comum: 546 páginas
  • Editora: Civilização Brasileira (31 de março de 2017)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8520009433
  • ISBN-13: 978-8520009437
  • Dimensões do produto: 22,4 x 15,4 x 3,6 cm
  • Peso do produto: 621 g

Sinopse da Editora:

Neste livro fascinante, Lewis Hyde explora os velhos mitos que afirmam ter sido o trickster – a figura mitológica que oscila entre o herói e o galhofeiro – quem fez deste mundo o que ele é. Primeiro, revisita as antigas histórias – Hermes na Grécia, Exu na África Ocidental, Krishna na Índia, Coiote na América do Norte, entre outros – e depois as compara à vida e às obras de criadores mais recentes, como Pablo Picasso, Michel Duchamp e Allen Ginsberg. Hyde argumenta que nosso mundo – complexo, ambíguo, belo e sujo – foi uma criação ainda não concluída do trickster. Notável em sua erudição, fluente e dinâmico em seu estilo, A astúcia cria o mundo figura entre as grandes obras da moderna crítica cultural.

Nesta obra, o autor nos traz um aprofundamento em seu significado da palavra “astúcia”, que não é tão negativo assim, de acordo com os exemplos tirados dos estudos mitológicos nos quais os trickters assumem uma figura de grande importância no desenvolvimento da humanidade.

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É difícil classificar a astúcia porque dependendo do contexto pode ser atribuída como qualidade ou como defeito. E é esse o ponto tratado neste livro de Lewis Hyde que mostra esse adjetivo classificado entre o bem e o mal, caracterizado pelos tricksters, que ficam no meio termo entre o vilão e o herói.

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O foco central do livro é descobrir como funciona a criatividade de artistas como Picasso, Marcel Duchamp, John Cage, Allen Ginsberg, Frederick Douglass, dentre outros, sem atribuir a eles o adjetivo de trickster, mas apenas mosotrar que “há momentos em que o exercício da arte e esse mito coincidem”. O autor frisa, também, que o trickster não é um ladrão banal, nem um mentiroso contumaz. Para ele, políticos desonestos não são tricksters porque estes pertencem à periferia, e aqueles ao centro e quando o trickster ganha poder, deixa de ser trickster.

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O trickster, na visão do autor, utiliza da trapaça para perturbar a ordem pré-estabelecida e elevar o mundo a outro nível. Portanto, o trickster tem um propósito elevado, e utiliza como exemplo a obra de Pablo Picasso, que levou o mundo a sério, depois o desfez e o reconstruiu com uma nova forma.

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O livro nos ajuda a refletir sobre os acontecimentos cotidianos e sobre a atuação de personagens inexpressivos que adquirem prestígio e reconhecimento em pouco tempo. Apesar de o assunto parecer um pouco complicado, o autor tem uma linguagem fácil que nos permite acompanhar seu raciocínio de forma bastante fluída e prazerosa. É uma obra excelente, que transita entre a filosofia e a história com maestria, fazendo com que o leitor leigo sinta-se confortável com a forma simples e ao mesmo tempo profunda com que o autor aborda o tema.

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Lewis Hyde é professor de escrita do Kenyon College e gosta de se definir como “poeta, tradutor e acadêmico freelancer”.

Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Marquez.

 

  • Capa comum: 448 páginas
  • Editora: Record (21 de julho de 2014)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8501012076
  • ISBN-13: 978-8501012074
  • Dimensões do produto: 20,8 x 13,6 x 2,8 cm
  • Peso do produto: 481 g

Sinopse da Editora:

Neste, que é um dos maiores clássicos de Gabriel García Márquez, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía – a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.

Cem anos de solidão é um romance do realismo mágico escrita pelo colombiano Gabriel Garcia Marquez em 1967 e que ganhou o prêmio Nobel de literatura em 1982.

O livro se divide em vinte capítulos e narra a fundação, o auge e a decadência da cidade fictícia de Macondo e da família Buendía ao longo de sete gerações.

A obra traz uma proposta de narrar a realidade de forma que as leis do racionalmente verificável convivem com o mito e a fantasia sem se chocarem, ou seja, sem fazer diferença entre o real e o fantástico. A isso se dá o nome de realismo fantástico, onde a ficção e a realidade convivem de forma naturalizada.

Assim, temos na obra de Gabo uma forma de realismo onde um dilúvio de mais de quatro anos, a abdução de uma personagem aos céus e uma peste de esquecimento convivem harmoniosamente com a vida cotidiana e outros eventos como a guerra, massacres, romances e etc.

Choveu durante quatro anos, onze meses e dois dias.

Cem anos de solidão traz acontecimentos fantásticos sem qualquer atribuição ao divino e sem enfocar a sua importância, e nisso está a genialidade da obra, em nos fazer crer de forma incontestável e absolutamente natural que o mágico pode fazer parte dos acontecimentos cotidianos.

Se acreditam nas Sagradas Escrituras – replicou Fernanda – não vejo por que não haverão de acreditar em mim.

Ao contrário das Escrituras Sagradas, a obra de Gabo não tem a pretensão de exercer qualquer poder de influência sobre a vida das pessoas, apenas contar uma boa história de maneira muito divertida e com a função precípua de entreter.

Clique abaixo para ler o discurso importantíssimo do Gabo ao receber o prêmio Nobel em 1982.

DISCURSO GABO PREMIO NOBEL

Não: a violência e a dor desmedidas da nossa história são o resultado de injustiças seculares e amarguras sem conta, e não uma confabulação urdida a três mil léguas de nossa casa.

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Gabriel García Márquez, o Gabo, foi um dos poucos escritores do mundo que conseguiu, ao mesmo tempo, elogios da maior parte do público e da crítica literária, aliado a um grande êxito comercial. Em 1982, Gabo, pelo conjunto da sua obra, tornou-se o primeiro e único colombiano e o terceiro latino-americano a receber o Prêmio Nobel de Literatura. O autor ainda teve mais de vinte obras transpostas para o cinema e ganhou muitos outros prêmios.

O primo Basílio, Eça de Queirós

Lido em e-book, Obras completas de Eça de Queirós que você pode comprar aqui.

  • Formato: e-Book Kindle
  • Tamanho do arquivo: 14731 KB
  • Editora: Centaur (9 de outubro de 2015)
  • Vendido por: Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda
  • Idioma: Português
  • ASIN: B016FRCBN0

O Primo Basílio é um romance de Eça de Queirós. Publicado em 1878, constitui uma análise da família burguesa urbana no século XIX.

O autor, que já criticara a província em O Crime do Padre Amaro, volta-se agora para a cidade, a fim de sondar e analisar as mesmas mazelas, desta vez na capital: para tanto, enfoca um lar burguês aparentemente feliz e perfeito, mas com bases falsas e igualmente podres. A criação dessas personagens denuncia e acentua o compromisso de O Primo Basílio com o seu tempo: a obra deve funcionar como arma de combate social. A burguesia — principal consumidora dos romances nessa época — deveria ver-se no romance e nele encontrar seus defeitos analisados objetivamente, para, assim, poder alterar seu comportamento.

As personagens de O Primo Basílio podem ser consideradas o protótipo da futilidade, da ociosidade daquela sociedade.

Luísa é uma dona de casa muito fiel e cuidadosa, que vive para a administração do lar e do conforto de seu marido Jorge. Ela passa os dias muito solitária, tendo por companhia duas empregadas, Juliana e Joana, e alguns poucos amigos que frequentam a casa. Jorge é engenheiro,  um marido muito carinhoso e dedicado, mas está sempre envolvido com seus negócios, chegando a viajar e passar muitos dias fora de cara, o que contribui para a solidão de Luísa.

Jorge viaja a trabalho e Basílio, primo e antigo namorado de Luísa que a abandonou e foi para o Brasil, retorna e passa a visitá-la todos os dias e começa a cortejá-la insistentemente, até que Luísa não mais resiste e começa a ter uma relação extra-conjugal com sua antiga paixão. Contudo, Juliana, a empregada invejosa e muito ambiciosa, furta cartas trocadas entre os amantes e começa a chantagear Luísa.

Minhas impressões

Em O primo Basílio, Eça retrata a classe média de Lisboa, apresentando a família burguesa que se arruína pelo adultério. Eça pretende combater o Romantismo, por julgar prejudicial ao desenvolvimento do país, porque corrompe a base da sociedade, que é a família tradicional.

O Romance foi muito criticado pelo nosso Machado de Assis que o considerou um plágio da história de Gustave de Flaubert, Madame Bovary. Contudo, ao contrário da heroína francesa, Luísa é tão pobre de espírito que sequer é digna de dar título ao romance português, que, ao contrário, homenageia o primo canalha. Luísa é o protótipo da esposa submissa, restrita ao lar, protegida pelo marido, que tem no homem a sua direção, que se comporta como um cachorrinho adestrado que sempre tenta agradar ao dono e manter as aparências mesmo quando apanhado.

Eu sofri muito com Luísa, com toda a sua angústia, com sua ilusão de mulher romântica; odiei Basílio, que queria apenas a emoção da aventura de uma “adulteriozinho”, “um incestozinho” para contar vantagens em meio a seus pares; tive pena e raiva de Juliana e seu azedume, e mantive uma certa compaixão por  Jorge que, apesar de sua cegueira machista, foi completamente apaixonado e zeloso por sua esposa infiel.

Sem dúvidas é uma grande obra que traz uma importante crítica  à sociedade hipócrita e fútil, com temas tão atuais mesmo após mais de um século de sua publicação, o que, sem dúvida, merece toda a nossa atenção.

Você ja leu essa obra? O que achou? Conte-me nos comentários.

A Grande Fome de Mao, Frank Dikötter.

  • Capa comum: 532 páginas
  • Editora: Record (31 de março de 2017)
  • Idioma: Português
  • ISBN-13: 978-8501401618
  • Dimensões do produto: 22,8 x 15,6 x 2,6 cm
  • Peso do produto: 581 g

Sinopse da Editora:

Entre 1958 e 1962, a China tornou-se um inferno. Mao Tsé-tung jogou o país em um delírio com o Grande Salto Adiante, uma tentativa de alcançar e superar economicamente a Grã-Bretanha em menos de quinze anos. O experimento terminou na maior catástrofe que a China já viu, destruindo dezenas de milhões de vidas. Com riqueza de detalhes, Frank Dikötter expõe um período da história chinesa nunca antes completamente enfrentado. Mostra que, ao invés de desenvolver o país para se equiparar às superpotências mundiais, comprovando assim o poder do comunismo — como Mao imaginara —, o Grande Salto Adiante na verdade foi um passo gigante e catastrófico na direção oposta. O país virou palco de um dos assassinatos em massa mais cruéis de todos os tempos: pelo menos 45 milhões de pessoas morreram de exaustão, fome ou vítimas de abusos mortais das autoridades. Foi também a maior demolição de imóveis da história humana, já que quase um terço das residências foram postas abaixo, sendo a terra revirada na busca incessante por aço e outros recursos industriais. Descortinando as maquinações cruéis nos corredores do poder e o cotidiano da população comum, A grande fome de Mao dá voz aos mortos e esquecidos. Com pesquisa meticulosa e um texto brilhante, este relato inédito é uma reformulação fundamental da história da República Popular da China.

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A grande Fome de Mao mostra como a China liderada por Mao Tsé-Tung mergulhou numa crise de fome que matou aproximadamente 45 milhões de pessoas entre os anos de 1958 e 1962.

O autor Frank Dikotter teve acesso a documentos inéditos que antes só eram acessíveis a membros do partido comunista, e nos conta em detalhes sobre a política do Grande Salto Adiante instituída por Mao, que fantasiou uma competição com a união Soviética pela liderança do mundo comunista. Nessa louca corrida rumo ao poder, os camponeses foram forçados a trabalhar em terras coletivas (pertencentes ao Estado) para alimentar as cidades e prover bens para exportação e, com isso, sua própria sobrevivência ficava em último plano, o que acarretou em uma enorme quantidade de alimentos vendidos para promover a importação de equipamentos industriais e militares.

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Os relatos mais fortes sobre as mortes incluem, além da maioria por fome, mortes por acidentes, doenças, violência e por canibalismo.

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Nesse cenário de horror, a violência tornou-se uma ferramente de controle, utilizada de maneira sistemática e habitual contra qualquer um que ousasse protestar, furtar ou roubar comida, o que era muito rotineiro porque as pessoas trabalhavam de forma exaustiva e morriam de fome, frio e doenças.Mutilações eram formas frequentes de punição: cabelos eram arrancados, orelhas, narizes e testículos eram cortados, solas dos pés queimadas e pimentas ardidas colocadas dentro das narinas. Os aldeões sofriam não só com a fome, mas toda sorte de tortura lhes eram aplicadas por qualquer ato de indisciplina.

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Eu gostei do livro porque mostra detalhadamente toda a causa da crise no período, mas a forma densa dos relatos contém muitos dados técnicos sobre economia e política interna, O que requer bastante atenção e interesse por parte do leitor. Com certeza é um livro que vai permanecer na estante para ser usado como fonte de consulta.

Frank Dikotter
Frank Dikotter nasceu na Holanda, em 1961 e se formou em história e Russo pela Universidade de Genebra. Após morar dois anos na República Popular da Chinam mudou-se para Londres. Em 1990, obteve PhD em história pela Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres, onde posteriormente foi professor de História moderna da China. Desde 2006, é professor catedrático de Humanidades na Universidade de Hong Kong. Pioneiro no uso de fontes do arquivo chinês, publicou mais de dez livros que mudaram a visão dos historiadores sobre a China moderna.

Amizade é também amor, Fabrício Carpinejar

 

  • Capa comum: 288 páginas
  • Editora: Bertrand (24 de março de 2017)
  • Idioma: Português
  • ISBN-13: 978-8528621921
  • Dimensões do produto: 20,6 x 13,2 x 2 cm
  • Peso do produto: 299 g

Sinopse: Em seu novo livro de crônicas, Carpinejar não fala de amor, mas de amizade. São 122 textos ao longo de mais de 200 páginas que combinam reflexões de companheirismo e humor do cotidiano com lembranças da infância e um ou outro conselho sobre convivência. “Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Amigo é destino, amigo é vocação”, escreve.

Sabe aquele livro que parece um abraço? às vezes um pouco mais apertado, outras mais confortável… Assim são as crônicas que fazem parte dessa coleção de histórias sobre amizade, amor e um pouquinho de reflexão sobre nossas próprias atitudes cotidianas.

O que bate de frente é a agressão silenciosa. Quem esconde o punho na hipocrisia, quem finge generosidade no beijo e cospe sua agressividade em segredo.

É um livro com muitas pílulas de sabedoria, que pode funcionar como um excelente livro de cabeceira, um livro para ser degustado aos poucos, para ser refletido.

Quem cobra perde a razão, essa é a parte triste do amor.

Utilizando de um pouquinho de teoria literária, crônica é um gênero literário autônomo, formado por uma textualidade híbrida entre o jornalismo e a literatura; que possui uma curta extensão, como se fosse um texto inacabado, e fazendo uso de uma linguagem oral muito familiar ao leitor, com forte presença da subjetividade do autor, flexibilidade e irregularidade temática.

Encontro da firma não é lazer, e sim hora-extra no final de semana e adicional noturno. Só os estagiários não entenderam isso e brindam ao futuro, ingenuamente alegres, com seus copos de plástico.

E nisso as crônicas deste livro preenchem todos esses requisitos de forma muito didática, porque o autor imprime suas vivências sem fazer disso uma autobiografia camuflada, mas colocando aqui e ali uma pitada do seu bom humor e de sua visão de mundo, ao mesmo tempo em que permite ao leitor fazer suas próprias reflexões e caminhar por suas páginas de forma totalmente independente. O autor não força qualquer opinião, conta alguns “causos” que tem o amor e a amizade como pano de fundo, e faz isso de forma leve em sua retórica ao mesmo tempo em que é muito profundo em significado.

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Fabrício Carpinejar nasceu em Caxias do Sul em 23/10/1972. É poeta, jornalista, diplomado em jornalismo e mestre em literatura brasileira e já recebeu diversas premiações por suas obras.

@amyprincesinha

Ela nasceu no dia 15.09.2014 e em 31.10.2014 estava dentro da minha casa. Chegou meio ressabiada, não conseguia andar direito no piso escorregadio, tinha medo de explorar a casa e…roubou meu coração.

É a minha filha peluda que hoje tem uma conta no Instagram só dela, onde posto algumas fotos que faço cotidianamente, minha melhor modelo.

Com vocês, Amy, a minha filha shihtzu!

 

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Minha faculdade EAD: respondendo perguntas do Instagram.

Em janeiro eu pedi que alguns leitores do Instagram deixassem perguntas que seriam respondidas no Youtube, pois pretendia fazer um canal para o blog. As perguntas foram realmente muito boas e eu decidi esperar para ter um pouquinho mais de bagagem para responder e não dizer bobagens, Mas o problema é que eu não me dou bem com vídeos e descobri isso da melhor maneira possível: experimentando.  Pois é, pessoal, eu não me dou nada bem gravando vídeos, cheguei a gravar uns cinco vídeos e apaguei, não rolou mesmo. =( E eu fiquei muito triste comigo mesma e envergonhada por não ter conseguido atender às expectativas das pessoas que me acompanham, e que estavam esperando pelas respostas. Mas sempre há tempo para consertar nossos erros e resolvi fazer um post respondendo a todas as perguntas que foram postadas para mim no dia 15.01.2017 lá no meu Instagram. Se você ainda não me segue, aproveita pra apertar aquele botãozinho azul e acompanhar minha vida acadêmica e literária porque eu posto bastante coisa que pode ser útil para você.

Vamos às perguntas e respostas!

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No primeiro período temos uma disciplina com aulas obrigatórias, que devem ter pelo menos 50% de frequência, que é informática. Essa matéria é obrigatória para todos os cursos. Mas existe um teste de proficiência que é feito logo no começo do curso e que, se aprovado, o aluno não precisa frequentar as aulas, apenas fazer as provas.

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Eu ainda não estou fazendo estágio porque estou no segundo período mas, pelo que eu já andei sondando com os colegas mais avançados, não tem muito mistério. O aluno acompanha um determinado número de aulas semanais na rede pública de ensino, em colégios conveniados com a Universidade, e faz relatórios sobre essas aulas. Quando eu estiver cursando essa matéria farei um post específico para ela.

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Temos quatro blocos de provas no semestre, sendo duas a distância e duas presenciais, que sempre acontecem aos finais de semana. Temos, ainda, tutorias presenciais que são de livre escolha do aluno, ou seja, ele vai se quiser. Se não quiser ou não puder, ele pode utilizar as tutoria a distância, pela plataforma ou telefone.

A forma de Ingresso é através do Enem ou vestibular. Todas as informações sobre o ingresso estão na página http://cederj.edu.br/cederj/.

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Forma de ingresso por Enem ou vestibular. Optei a distância porque esta é a minha segunda graduação, e eu já fiz duas pós graduações presenciais, vários cursinhos e não suportaria enfrentar engarrafamento, filas, aulas todos os dias e etc. Quanto à absorção do conteúdo, acredito que, se o aluno estudar mesmo,  absorverá muito mais do que o aluno presencial padrão. O aluno do EAD não tem opção, ele não tem como entrar numa sala e fingir que está prestando atenção para tentar absorver “por osmose”, através de conversas com outros alunos ou até mesmo ouvindo as aulas sem dar muita importância. De alguma forma o aluno presencial está inserido naquela atmosfera e acaba aprendendo alguma coisa, mesmo sem estudar, o que não acontece com o aluno EAD, que tem que ler o material que lhe é fornecido senão não consegue sequer entender as provas.

A carga horária total obrigatória do meu curso é de 2.835 horas e eu estou apenas AMANDO de paixão. É a realização de um sonho!  A dica que eu dou é não deixar acumular o conteúdo porque eu já fiz isso e depois chorei de nervoso porque não deu tempo de colocar a matéria em dia. Então, a grande sacada para estudar a distância é seguir o cronograma que a faculdade fornece aos alunos. Para quem quer começar EAD: comece logo! Aproveite o máximo da faculdade, pois você terá tempo suficiente para fazer as atividades extracurriculares, e não deixe o conteúdo acumular.

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Às vezes tem uma ou outra apostila com uma linguagem difícil, mas os tutores dão todo o suporte através da plataforma. E quando eles não dão, a gente reclama, fica em cima, e eles aparecem para ajudar. É um ou outro tutor que não responde, isso realmente pode acontecer. Mas no geral temos bastante apoio.

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Amiga que o EAD me deu me trollando, preciso responder? Adoro demais!

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Vantagens: não perco tempo no trânsito, não gasto passagem, nem xerox porque o material está todo em pdf na plataforma, escapo de aulas ruins, de colegas impertinentes e aproveito todo o tempo que tenho para realmente estudar.

Desvantagens: perco a convivência com os colegas (a dor e a delícia), as dúvidas não são respondidas na hora e a solidão pode desanimar. Por isso  criei esse espaço, para não me sentir tão sozinha e dividir minhas alegrias e tristezas com vocês. ❤

A segunda parte da pergunta eu já respondi acima, ok? 😉

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Sim, temos muitas leituras técnicas que atrapalham as leituras de ficção. Não sei se tira a criatividade, no meu caso acho que aguçou. Acredito que isso vai muito de cada um.

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A gramática é fracionada e está espalhada pelas matérias. Vemos a parte da linguística, fonética, fonologia, morfologia, sintaxe, semântica, produção textual, tudo separadinho e sob diversas óticas. Não sei se era isso que a Letícia queria saber; se não era, entre em contato comigo, Letícia!

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Eu quero ser professora de Português e Literatura e, quem sabe, trabalhar com crítica literária, mas ainda estou estudando as possibilidades. O curso a distância tem a mesma validade, inclusive conheço colegas que se formaram pelo CEDERJ e hoje estão no mestrado da UFF e com matrícula no Estado. Tudo normal!

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Eu curso Licenciatura.

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Meu curso é semestral. eu escolhi o curso porque eu amo ler, aquele clichêzão. rsrs. Eu tenho mais afinidade com Literaturas.

Minha grade é assim:

1º período:

BASES DA CULTURA OCIDENTAL OB 60

 INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA OB 75

LINGUÍSTICA I – INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS LINGUÍSTICOS OB 60

 PORTUGUÊS I – TEXTO: DA LÍNGUA AO DISCURSO OB 60

2º período

LINGUÍSTICA II – GRAMÁTICA GERATIVA E AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM OB 60

LITERATURA BRASILEIRA I – INTRODUÇÃO À CULTURA E À LITERATURA OB 60

PORTUGUÊS II – SINTAXE DO PERÍODO SIMPLES OB 60

TEORIA DA LITERATURA I OB 60

3º período

LINGUÍSTICA III – ESTUDOS DO TEXTO E DO DISCURSO OB 60

LITERATURA BRASILEIRA II LITERATURA E SOCIEDADE NA CULTURA OB 60

PORTUGUÊS III – SINTAXE DO TEXTO OB 60

TEORIA DA LITERATURA II OB 60

4º período

LATIM GENÉRICO – NOÇÕES BÁSICAS DE LÍNGUA LATINA OB 60

LITERATURA BRASILEIRA III – O REGIONAL E O UNIVERSAL OB 60

LITERATURA PORTUGUESA I – IDENTIDADE, TERRITÓRIO, DESLOCAMENTO OB 60

PORTUGUÊS IV – MORFOLOGIA OB 60

PRÁTICA DE ENSINO I – DIDÁTICA OB 60

5º período

CRÍTICA TEXTUAL OB 60

LITERATURA BRASILEIRA IV – ESCRITAS DA SUBJETIVIDADE OB 60

LITERATURA PORTUGUESA II – AMOR, EXISTÊNCIA, ESCRITA OB 60

 PORTUGUÊS V – FONÉTICA E FONOLOGIA OB 60

PRÁTICA DE ENSINO II OB 60

6º período

ESTÁGIO SUPERVISIONADO I OB 60

FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO I OB 60

LITERATURA BRASILEIRA V – VANGUARDA E TRADIÇÃO OB 60

LITERATURAS AFRICANAS DE LÍNGUA PORTUGUESA I OB 60

PORTUGUÊS VI – GÊNEROS DISCURSIVOS E PRÁTICAS TEXTUAIS OB 60

7º período

ESTÁGIO SUPERVISIONADO II OB 90

FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO II OB 60

LITERATURAS AFRICANAS DE LÍNGUA PORTUGUESA II OB 60

LÍNGUA ESTRANGEIRA INSTRUMENTAL I – INGLÊS, FRANCÊS, ESPANHOL OB 60

PORTUGUÊS VII – ESTUDOS DE DIACRONIA OB 60

8º período

ESTÁGIO SUPERVISIONADO III OB 120

FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO III OB 60

LÍNGUA ESTRANGEIRA INSTRUMENTAL II – INGLÊS, FRANCÊS, ESPANHOL OB 60

PORTUGUÊS VIII – PORTUGUÊS DO BRASIL OB 60

9º período

ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV OB 150

LIBRAS I OB 30

 LINGUÍSTICA IV – CONTRIBUIÇÕES DA LINGUÍSTICA PARA O ENSINO OB 70

ATIVIDADES COMPLEMENTARES AC 200

 INTRODUÇÃO À SEMÂNTICA O 60

LINGUÍSTICA V – PRÁTICAS DE LEITURA O 60

LITERATURA COMPARADA O 60

LITERATURA INFANTO-JUVENIL O 60

LUGAR, AMBIENTE, ARTES O 60

MATRIZES DE CULTURA E LITERATURAS ANGLÓFONAS O 60

MATRIZES DE CULTURA E LITERATURAS HISPÂNICAS

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Até agora já li Ilíada, Odisseia, Eneida, Édipo Rei, Lisístrata de Aristófanes,  Confissões de Santo Agostinho, Nuvens de Aristófanes, Apologia de Platão, Martírio de São Policarpo, Os Lusíadas, Aula de Roland Barthes, Auto da Índia de Gil Vicente, Viagens na minha Terra de Almeida Garret, A ilustre Casa de Ramires, de Eça Queirós (falta ler o primo Basílio Os Maias, Uma Campanha Alegre, que não deu tempo e lerei nas férias), O livro de Cesário Verde (ainda não li todo), Dom Quixote, Cem anos de solidão (estou lendo para uma prova). Acho que foram esses.

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Tempo! Comodismo mesmo, porque eu tenho 17 anos de advocacia e não saberia lidar com a sala de aula como aluna novamente.

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Eu curso Licenciatura, estarei apta a trabalhar como professora, revisora, redatora, enfim, todas as áreas abrangidas por um curso de Letras com ênfase em Literaturas.

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Eu entrei pelo vestibular, mas acredito que entrar pelo Enem seja mais fácil. Minha habilitação é Letras Português-Literaturas, eu não quis fazer nenhuma língua mas, se eu quiser, posso cursar mais um ano presencial. Ainda não sei bem como se faz isso, mas pretendo cursar Francês ou Russo depois de me formar, ainda estou pensando sobre isso.

Não existe esse crime, ok? Isso não está tipificado na nossa legislação como crime, e na UFF eles não carimbam com EAD atrás do diploma, acho que a Universidade que faz isso é a UERJ. Mas, sinceramente, não vejo absolutamente nada demais nisso, tenho o maior orgulho do mundo em estudar pelo sistema EAD. ❤

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Em princípio penso em fazer concurso para professora. Sim, tem diversos concursos.

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Olha, é uma decisão difícil, mas eu tentaria um mestrado em Literatura Portuguesa (meu sonho ahahah). Então, o curso é só amor, estou cada dia mais apaixonada, zero frustração. Direito é frustração, Letras é muito amor! ❤

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Estou fazendo iniciação científica com alguns alunos da presencial e eles usam o material do EAD para tirar dúvidas, então acho que o meu curso é até melhor que o presencial. 🙂 Brincadeiras à parte, acho que os dois cursos são excelentes.

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Meu Pólo é em Nova Iguaçu e eu moro em Niterói, mas aqui não tem Letras. =/

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Ufa! Acho que respondi tudo! Se alguém ainda tiver alguma dúvida, pode perguntar que eu tentarei fazer outro post respondendo.

Não esqueçam que todas as informações sobre o ingresso estão na página do CEDERJ:  http://cederj.edu.br/cederj/.

Beijo grande pra todo mundo!