O diário de Anne Frank

6554336_1GGO diário de Anne Frank é considerado, por muitos, um dos maiores livros de não ficção do mundo. O livro é um diário editado que a Anne começou a escrever com 13 anos de idade, quando ganhou o diário de presente de aniversário em 12.06.1942. Ela estava escrevendo para si mesma e não tinha grandes preocupações, a não ser desabafar e registrar seu cotidiano. Contudo, em 29.03.1944, ela ouviu na rádio que uma pessoa do governo holandês vai coletar os escritos e memórias das pessoas que viveram na época da guerra.

Autor(a) Anne Frank
Título O Diário de Anne Frank
ISBN 8577990001
Páginas 378
Mais Informações Edição de Bolso
Edição
Tipo de capa Brochura
Editora BestBolso
Ano 2007

Assim, Anne, que tinha o sonho de ser uma grande jornalista ou escritora de sucesso, começa a reler o diário e fazer alguns cortes e edições. Então ela mesma fez algumas edições, mas mesmo assim o diário é interessante porque não apenas conta a vida de uma adolescente judia da época da guerra, mas também nos mostra detalhes de tudo o que os judeus sofreram e do que não podiam fazer, como, por exemplo, andar de bicicleta.

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manuscritos do diário

Versão A: primeiro diário sem cortes, foi publicado em 1989 como The Diary of Anne Frank: The Critical Edition.

A Versão B é a versão editada pela própria Anne.

A Versão C é o diário editado pelo pai da Anne, Otto Frank, que faz alguns cortes no que diz a sexualidade da Anne e do relacionamento difícil com a mãe. Otto Frank selecionou material da versão A e da versão B e os organizou numa versão mais concisa, o que conhecemos hoje como O diário de Anne Frank.

É importante ressaltar que a autenticidade do diário foi atestada pelo Instituto Nacional de Guerra da Holanda, que examinou manuscritos e fez a perícia grafotécnica da caligrafia da Anne.

A versão integral de Mirjam Pressler foi aprovada pela Fundação Anne Frank e contém 30% a mais de material para dar ao leitor uma melhor impressão dobre o mundo de Anne Frank.

Na introdução do livro que eu li, traz o texto original, os cortes e o crivo do pai. Todas as versões, na verdade, passaram pelo pai, então todas foram editadas.

É um diário de verdade, escrito por uma menina judia de origem alemã, que fugiu com sua família, pai, mãe e irmã, para a Holanda quando Hitler baixou varias leis antissemitas.

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Da esquerda para a direita: Edith (mãe), Margot (irmã), Anne e Otto (pai).

 

Infelizmente a perseguição chegou, também, à Holanda, então a família se escondeu num lugar que alguns chamam de sótão, com alguns amigos (na versão B ela mudou o nome das pessoas para preservá-las).

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Os oito ocupantes do anexo e seus benfeitores

Eles se esconderam num anexo abandonado de um prédio comercial durante dois anos com ajuda de algumas pessoas que trabalhavam nesse prédio. A entrada pro anexo era escondida por uma estante.

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Fachada do prédio onde ficava o esconderijo

Essas pessoas que ajudaram também se arriscaram porque era crime esconder os judeus.

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Passagem coberta por uma estante, que dava para o anexo secreto

Foram dois anos sussurrando para ninguém os ouvir, sem quase ver a luz do sol e sem por os pés na rua. E foi durante esses dois anos que a Anne Frank manteve esse diário.

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Anne Frank

 

Minhas impressões

No começo eu achei um livro bobo, e a Anne chega a dar a impressão de que é prepotente, que se acha. Com o passar das páginas a Anne vai nos conquistando e passamos a torcer muito por ela.

A Anne era uma adolescente com todos os problemas da adolescência e, ainda, com o problema de estar se escondendo da guerra. Então ela variava de humor, tinha crises com as pessoas, sofria medos, pesadelos, esperança, paixões, e às vezes era muito contraditória, o que fica muito marcante nos textos. Então, no início do diário ela é uma, e com o passar do tempo percebemos as mudanças da Anne, que atinge grau elevado de maturidade.

O que mais me chamou a atenção foi o fato de que ela tinha muita esperança de sair do sótão e voltar a viver normalmente. Na verdade ela não tinha esperança, ela tinha certeza absoluta que isso ia acontecer, e chegava a fazer muitos planos. Ela atingiu tanta maturidade e tinha tanto otimismo que isso é o ponto central e mais marcante de toda a sua trajetória. Acredito que esse livro desperte sensações diferentes em cada pessoa, principalmente quanto a faixa etária, pois as impressões que os adolescentes terão não serão as mesmas que um jovem ou que uma pessoa mais madura, como eu, terá.

Esse foi o primeiro livro que li neste ano e posso afirmar, com absoluta certeza, que inaugurei meu ano literário com o pé direito.

Se você já leu esse livro, deixe suas impressões nos comentários! Vou adorar saber o que você achou. E se você ainda não leu, me diga se esse post te despertou a curiosidade, assim você me ajuda a selecionar melhor a minha linguagem para as resenhas.

Até a próxima postagem!

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29 comentários em “O diário de Anne Frank

  1. Li O Diário de Anne Frank faz um tempinho… Você leu ou assistiu ao filme “O menino do pijama listrado”? São livros que fazem a gente pensar na diferenciação entre as pessoas… Não foi algo que aconteceu apenas em uma época, mas com certeza é algo que não deveria acontecer nunca mais!
    Bjs!

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  2. Considero esse livro um dos relatos mais comovente e realista já feito. Li várias vezes, em várias idades diferentes, a primeira foi quando tinha a mesma idade da Anne, achei numa biblioteca e como já tinha uma certa noção do que foi a segunda guerra mundial, não esperava um final feliz.
    Estranho é que a cada leitura o livro parece não perder o peso, pelo contrário, conforme alcançamos a maturidade, pior fica o sentimento de impotência diante de tantas guerra no mundo.
    Doí saber que nunca teremos Anne de volta, doí saber que muitas outras Annes morreram na segunda guerra, doí saber que muitas outras Annes ainda vão morrer, porque não importa a quantidade de mortos, uma criança morta é sempre uma criança morta, não interessa por qual causa seja, a guerra destro infâncias. Nunca consegui ler comumente até o fim, sempre choro quando penso que Kitty foi para Anne uma heroína, da mesma forma que Anne foi para mim.

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  3. Esse livro sempre foi muito forte e intenso, li quando era mais nova mas acho que seria bom ler de novo para ver minha percepção agora como adulta. Acho uma leitura bem dolorosa, mas necessária para entendermos o peso que a segregação e a guerra têm, relatos assim não podem ser esquecidos.
    Beijos, Blog Amanda Hillerman !

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  4. Oii, tudo bom?
    Esse é um dos meus livros favoritos da vida ❤ A Anne, de início, realmente parece prepotente, mas, acho que são reflexos da idade. Ela começa seu diário como uma menina imatura que dá atenção demais a coisas fúteis e passa a uma menina amadurecida pelo tempo e que sofreu na pele os horrores da guerra. A forma como suas reflexões se tornam cada vez mais consistentes e sentir através de suas palavras tudo aquilo que viveram mexeu muito comigo. Enfim! Adorei sua resenha, e você realmente começou suas leituras com o pé direito ^^'

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  5. A esperança é algo muito forte no livro, no meio de tanto terror, para Anne só resta a esperança. Esse livro é fabuloso, lindo, genial e triste. Li há muito tempo, emprestado, preciso comprar meu exemplar.

    Curtido por 1 pessoa

  6. Por coincidência essa foi minha primeira leitura do ano passado e simplesmente amei. Também achei a Anne prepotente e metida no começo, mas ao decorrer do livro me conquistou. Cheguei a ficar admirada com tanta maturidade e o dom da escrita que ela tinha. Me emocionou muito o fato dela ter certeza de que iriam sair do Anexo e ver como tudo acabou. Mas fico orgulhosa da Anne ter realizado um sonho que tinha, de ser escritora. Ela não viveu para ver, mas está vendo lá de cima.
    Adoreeeiii a resenha Chris!
    Beijocas

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  7. Olá!
    Esse é um dos meus livros favoritos. Me encantei com Anne, que apesar de tudo o que estavam passando sempre manteve a chama da esperança. E a maneira dela escrever? Que coisa mais linda. Queria eu escrever tão bem quanto ela.
    Dizem que é nas dificuldades que nossos dons se afloram, no caso dela é realmente verdade.
    É um livro que todos deveriam ler.
    Beijos.

    Li
    Literalizando Sonhos

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  8. Comprei o livro da Anne na Bienal de São Paulo, ano retrasado, mas até agora não consegui ler ainda. Minha irmã leu e disse ser muito bom. Vou tentar encaixar em uma das minhas leituras.

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  9. Oi,
    Ainda não li esse livro, mas quero muito ler. É uma obra muito importante para a história. Dificilmente se vê a individualidade de cada um em um período de guerra onde todos são apenas números. Assim passamos a ver mais humanidade no outro e entendê-lo melhor, não é?
    beijos

    Curtido por 1 pessoa

  10. Li esse livro muito tempo atrás e lembro que gostei muito, apesar de ficar pensando em todo sacrifício que Anne e os seus passaram. Apesar de tudo a melhor parte foi acompanhar a rotina dos ocupantes do anexo, os sentimentos e conflitos de convivência entre eles, além do amadurecimento de Anne com o passar dos dias. Só em imaginar (me colocar) no lugar deles não sei se teria controle emocional e esperança para viver dois anos trancada e convivendo com o medo diário de ser descoberta e arrastada para algum campo de concentração sem possibilidade de sobreviver. Acredito que o medo afeta cada pessoa de forma diferente e a postura positiva da Anne deve ter ajudado todos ao seu redor.

    Sei texto ficou muito bom, toda explicação sobre a publicação do diário e suas versões/edições. Além disso suas impressões só acrescentaram qualidade ao texto. E te entendi porque também senti isso quando li. É incrível essa certeza que Anne tem que tudo terminará bem e sua capacidade de fazer planos, mesmo diante de toda limitação (falta de liberdade e paz) em que vive.
    Como vc mesma destacou esse livro toca cada pessoa de um jeito e com certeza se o lermos em fases diferentes de nossa vida nossas impressoes serão diferentes também.
    Enfim amei ler sua resenha e parabéns por começar o ano tão bem!!! Beijos

    Leituras, vida e paixões!!!

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  11. Olá! Nunca li esse livro, sério! Sempre vejo as pessoas falando bem, mas nunca tive a oportunidade em ler. Deve ser um relato bem interessante e emocionante sobre a vida dela e o que ela sentiu durante esse período sombrio da história. ESpero poder ler logo, beijos!

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  12. Oiee!!
    Esse é um dos livros que só fico enrolando pra ler. Sabe quando você quer muito ler mas aparecem outros que coloca na frente? Pois é! Acontece comigo desde o ano passado com esse livro. Só vejo resenhas positivas dele e é uma maneira de saber mais sobre esse passado que tanto fez pessoas sofrerem.
    Não sabia que tinham tantas versões desse livro e achei bacana sua explicação.
    Vou tentar ler logo logo.
    Bjo

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  13. Olá! Tenho muito interesse na leitura desse livro, embora ainda não tenho achado um tempinho para degustar essa leitura.
    Adorei a sua resenha, super completa de informações e detalhes, como esse que eu não sabia, sobre o pai dela ter feito um “resumo” do diário “original” + diário “editado” por Anne, retirando as partes sobre a sexualidade e sobre as brigas com a mãe.
    Imagino que, mesmo na situação difícil em que se encontrava (escondida e tentando proteger a sua vida), Anne viva crises de humor e enfrente os problemas normais da vida de qualquer pessoa, como você narra na resenha.
    Super curiosa, parabéns pela resenha!
    Beijos!

    Karla Samira
    http://pacoteliterario.blogspot.com.br/

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