Dez contos escolhidos, Eça de Queirós.

Detalhes do produto

  • Capa comum: 256 páginas
  • Editora: José Olympio (15 de maio de 2017)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8503013142
  • ISBN-13: 978-8503013147

Antologia reúne contos consagrados e algumas narrativas menos conhecidas no Brasil
Esta bela seleção de contos do grande Eça de Queirós compõe um panorama dos temas característicos da obra do grande autor português. Seja pela crítica direta aos costumes de sua época ou pela alegoria de situações que mudam com a sociedade, Eça escreveu sobre o comportamento humano, do qual era arguto observador. Sempre em linguagem leve e direta, usando das sutilezas como tempero; o principal eram os personagens e suas histórias. Um talento que o projetou como o mestre do romance português moderno e que também pode ser conferido por meio dos seus contos.

Esse livro contém dez contos de Eça de Queirós e é uma maneira deliciosa de conhecer um pouco da cultura de Portugal e, também, de degustar um pouquinho da obra desse grande escritor.

Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Eça exerceu o jornalismo, a advocacia e função administrativa nas cidades de Évora, Leiria e Lisboa. Depois de aprovado para a carreira diplomática, foi nomeado para servir em Havana, Bristol e Paris. Ao longo desse tempo de trabalho profissional para prover o sustento da família, ele produziu a sua obra literária, iniciada no tempo de estudante.

Amava profundamente a sua pátria e, por isso mesmo, não deixava de criticá-la lançando sua ironia sobre vários aspectos da sociedade portuguesa na tentativa de reformá-la, o que podemos observar em todas as fases de sua carreira de escritor que, ora criticava ferrenhamente a pátria, ora se reconciliava com ela.

A família é um tema muito recorrente em Eça de Queirós, o que se explica se observarmos que no século XIX a ideia de progresso tinha a família como a base de sustentação da sociedade capitalista burguesa que almejava o desenvolvimento demográfico. Assim, podemos observar na obra do autor que a sociedade da época delimitava os papéis do homem e da mulher na sociedade: a ele caberia o espaço público do trabalho e da produção de riqueza; a ela, o espaço privado do lar e a missão sagrada de educar as crianças para a construção da pátria.

Suas histórias são apegadas ao território nacional, sempre ambientadas em cidades e no meio rural, para enaltecer ou para lamentar a pátria, e nesses contos reunidos encontramos aquilo que marca profundamente o trabalho do autor: um forte comprometimento com a identidade cultural de Portugal que, naquela época, vivia a passagem de reino a república, que somente foi proclamada em 1910.

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