Planejamento de estudos na faculdade a distância

Ooi, pessoal! Tudo bem?

Tenho recebido algumas perguntas sobre planejamento de estudos na faculdade a distância e ia deixar pra contar mais quando terminasse esse primeiro período, mas resolvi mostrar logo para vocês como eu faço e o que dá certo para mim.

Não sei se já falei aqui, mas sou casada,  tenho uma filha peluda que vocês podem conhecer aqui, advogada durante a semana e fotógrafa aos finais de semana, ou seja, minha rotina é super puxada. Estou Deixando o Direito por motivo de não aguento mais, para me dedicar integralmente à fotografia e à faculdade, mas isso só deve acontecer de vez em janeiro. Portanto, até lá minha rotina continuará pesada, e eu vou mostrar agora como faço para não surtar.

O  CEDERJ disponibiliza um calendário que, se a gente seguir certinho, não tem como se enrolar. Eu confesso que me enrolei para o segundo bloco de provas, as AP2, mas segui o calendário à risca para o primeiro bloco, as AP1, e deu tudo certo, tirei ótimas notas e ainda consegui separar as últimas semanas antes das provas para revisão.

No consórcio a gente recebe duas apostilas de cada matéria que vem com as aulas, assim:

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E cada matéria disponibiliza um calendário para a gente seguir, assim:

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Calendário de Português 1

Vejam neste quadro que, para cada semana, tem uma sugestão de aulas para serem estudadas, por exemplo, na semana de 18 de julho, quando começou o calendário acadêmico do curso, o quadro sugere que estudar as aulas 1 e 2 da unidade 1, na semana do dia 25 de julho, estudar as aulas 3 e 4, e assim sucessivamente, lembrando que cada matéria tem um calendário com esse tipo de sugestão. Veja o calendário de linguística:

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Calendário acadêmico de Linguística 1

Vejam que na mesma semana do dia 18 de julho que eu tive que estudar duas aulas de português 1, também tive que estudar duas aulas de linguística 1, o mesmo com Bases da cultura ocidental e Informática, que são as matérias que estou cursando neste semestre. Eu separo, no mínimo, 2h por dia para estudar as aulas, e 1h para os textos de apoio e tem dado super certo. Portanto, não é difícil, basta se organizar certinho e seguir o cronograma. Não tem erro!

Agora vou lá estudar porque falta uma semana para as minhas provas e eu me enrolei muito nessa segunda etapa e, como não estou indo pro escritório, estou tirando o dia todo para colocar a matéria em dia. Estou sofrendo porque deixei acumular, portanto, não façam isso! rsrsrs

Se você tiver alguma dúvida, pode perguntar que farei o possível para responder.

Um grande beijo e até o próximo post.

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Resenha: Triste fim de Policarpo Quaresma

Triste fim de Policarpo Quaresma, escrito por Lima Barreto.

Editora: Saraiva

Páginas: 240

ISBN: 978.85.209.2727-4

Coleção Saraiva de Bolso.

Descrição:

Publicado inicialmente em folhetins no ano de 1911, “Triste fim de Policarpo Quaresma” é um romance do período do Pré-Modernismo brasileiro. Por meio da vida tragicômica do major Quaresma, um nacionalista fanático, ingênuo e idealista, Lima Barreto revela as estruturas sociais e políticas do Brasil da Primeira República, enfocando os fatos históricos do governo de Floriano Peixoto.

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Resenha

O livro trata da história do major Policarpo Quaresma, um funcionário público que na verdade não era major de patente, sendo esta alcunha apenas um apelido recebido de seus colegas. Ele era um nacionalista, um homem íntegro, correto e de uma honestidade que beirava à inocência, pois acreditava nos valores do Brasil como nação acima de qualquer outra coisa.

Era um homem estudioso, que quando se interessava por um assunto pesquisava em diversos livros, até conseguir total domínio sobre aquilo. Por conta disso, descobriu o tupi guarani, língua nativa dos índios, e cismou que essa deveria ser a língua falada no Brasil, por conta de nossos ancestrais silvícolas. Chegou ao ponto de, no auge de sua obsessão pelos costumes nativos, incorporar alguns costumes dos índios em suas próprias relações sociais, tais como receber visitas com um grande pranto. Policarpo atinge o ápice da loucura quando escreve um memorando exaltado sugerindo que o Brasil adotasse o tupi guarani como língua oficial e, assim, foi exposto ao ridículo perante a sociedade e acabou por se internar num manicômio para tratar sua cisma que o fazia parecer louco perante a sociedade brasileira ultra conservadora do final do século XIX.

Saindo do hospício, Policarpo vai para o campo com sua irmã, com quem sempre viveu, pois jamais casou-se ou se envolveu intimamente com mulher alguma. Policarpo já não fala de seus ideais nacionalista mas continua sonhador, acreditando que não há melhor terra que o Brasil, e passa a nutrir o sonho de viver da produção de sua terra. Novamente nosso herói é mal interpretado e atrai os olhares nada amistosos dos coronéis e políticos da região, que o enxergam como um possível rival.

Infelizmente a terra não corresponde às expectativas de Policarpo, que enfrenta pragas na lavoura e  se vê ameaçado, recomeçando novas plantações sem obter êxito. Até que um ataque de formigas saúvas destrói todo o seu trabalho e o obriga a desistir da vida de agricultor.

Nesta época, concomitantemente às desilusões agrárias de Policarpo, eclode a guerra Revolta da Armada, na qual a Marinha do Brasil, apoiada pela oposição monarquista à recém instalação da República, se volta contra o governo de Floriano Peixoto, e Policarpo se apresenta para lutar pelo Tirano.

Durante a guerra Policarpo novamente se vê desiludido com algumas questões governista e, após vitória do governo, Policarpo é preso como traidor apenas por se opor ao tratamento desumano dispensado aos prisioneiros de guerra.

 

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Minhas Impressões:

Comprei essa edição de bolso da Saraiva, mais para cumprir minha meta de livros nacionais para ajudar a entender a política atual e a sociedade brasileira, como mostrei aqui neste post. Fui surpreendida positivamente com essa história, que tocou-me profundamente por causa de minhas antigas aspirações profissionais de advogada que lutava por justiça e pelo cumprimento da lei. #fail.

Como se pode ver, o livro traz três fases muito bem delimitadas, sendo primeiro traçado um perfil completo da sociedade da época, onde Policarpo aparece inserido mas não adaptado, pois percebe-se um homem deslocado do convívio com seus pares, por não se encaixar nos padrões da época. Senti isso no fato de ele ser solteiro e viver com a irmã, enquanto toda a sociedade pregava o casamento; também pela inadequação às regras sociais, como por exemplo, “cidadãos de bem” não poderem misturar-se com artistas, pois Policarpo foi hostilizado por tomar aulas de violão com o amigo Ricardo Coração dos Outros, a fim de aprender a tocar modinha. Tal prática era tida como prática de vagabundos, e Policarpo recebeu inúmeras críticas por receber em sua casa um violeiro.

– É bom pensar, sonhar consola.

-Consola, talvez, mas faz-nos também diferentes dos outros, cava abismos entre os homens.

Na segunda fase da vida de Policarpo, temos um homem recém saído do hospício devido aos seus devaneios patrióticos, mais decepcionado com a sociedade e que se retira para o campo ainda mantendo a fé na sua pátria tão adorada. Policarpo, aqui, mantém-se fora das questões políticas, tentando não se envolver com problemas da região, mas ao mesmo tempo fornece ajuda para os moradores do lugar, o que leva as autoridades a desconfiarem de suas intenções, gerando um clima de tensão na história.

O trem apitou e ele demorou-se a vê-lo chegar. É uma emoção especial de quem mora longe, essa de ver chegar os meios de transporte que nos põem em comunicação com o resto do mundo. Há uma mescla de medo e de alegria. Ao mesmo tempo em que se pensa em boas-novas, pensam-se também más. A alternativa angustia…

Abaixo uma das falas que mais tocaram meu coração, mais atuais, que mais retratam a triste realidade do povo brasileiro. Achei impressionante que mesmo dois séculos depois recebemos o mesmo tratamento de nossos governantes:

-Terra não é nossa…E “frumiga”?…Nós não “tem” ferramenta…isso é bom para italiano ou “alemão”, que governo dá tudo…Governo não gosta de nós….

Na terceira fase Policarpo continua fiel a seus princípios e crente em seus deveres patrióticos, assim, entrega-se ao serviço militar onde finalmente alcança a patente de major por nomeação. Contudo, Policarpo desilude-se de vez e entra num estado de auto crítica e análise profundos, que tornam-se o ponto central de seu triste fim.

 

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Termino com o momento de epifania de Policarpo, onde o narrador o vê em desgraça e tem a compreensão do todo; momento em que, finalmente, Policarpo cai em si e se desilude de suas românticas ambições patrióticas:

A pátria que quisera ter era um mito; era um fantasma criado por ele no silêncio do seu gabinete. Nem a física, nem a moral, nem a intelectual, nem a política que julgava existir havia, a que existia de fato era a do tenente Antonino, a do doutor Campos, a do homem do Itamaraty.

 

E aí? gostaram da resenha? Deixe suas impressões nos comentários, por favor!

Beijinhos.

 

 

Quando a mudança se fez necessária: por que eu quero mudar de profissão.

Oi, pessoal! Tudo bem?
Eu acredito que todos que me acompanham saibam que eu sou advogada com uma bagagem de quase 16 anos de profissão. Já fiz duas pós-graduações na área, sendo uma na UFF em Direito Privado, e a segunda na EMERJ, o curso oficial de formação em Magistratura do meu Estado. Já pensei em fazer concurso na época em que estava na EMERJ, mas depois de me formar naquela Escola desisti, por n motivos que não cabe enumerar aqui. Já trabalhei para grandes escritórios, já fui coordenadora de equipe de advogados, já trabalhei como audiencista, como advogada interna numa grande corporação e hoje tenho um escritório próprio, e estou cursando faculdade de Letras.  O que ninguém sabe é sobre os motivos que estão me fazendo escolher uma segunda graduação.
Para começo de conversa eu não estou abandonando o Direito, pelo menos não por enquanto. Tenho vontade de abandonar? Ultimamente tenho, sim. Mas não é esse o motivo que está me levando a cursar Letras.
Eu sempre quis fazer uma segunda graduação. SEMPRE. Já pensei em fazer uma pós-graduação em  Filosofia, Sociologia, Antropologia, História da Arte. mas daí eu estaria apenas acumulando pós-graduações, e não é esse o meu objetivo. Pensei em fazer um Mestrado, mas isso não implicaria em grandes mudanças de ares. Pensei em fazer outros cursos de Fotografia (minha segunda profissão), mas a grande verdade é que eu ando muito enjoada. Utimamente estou vendo a fotografia como uma ferramenta, como um meio e não como um fim.
O que eu quero mesmo é o novo, é agitar a mente, é descontruir conceitos, é aprender a pensar diferente, é sair fora da caixinha, da zona de conforto. E cursar Letras está agregando muito à minha profissão de advogada e, ao mesmo tempo, está abrindo um novo horizonte para mim. Quantos advogados escrevem bem? Quantos advogados escrevem o Português correto? Aliás, quantos profissionais, de outras áreas, escrevem corretamente? Nem eu mesma estou confortável com a minha maneira de escrever. Cometo muitos erros vergonhosos e tenho plena convicção disso. Mas não aceito, não me conformo e quero mudar. Por causa disso escolhi uma graduação que some à minha principal atividade e que me permita, mais a frente, se eu quiser, mudar de lugar.
A grande verdade é que eu sou assim: eu me atiro. Eu não me encolho e não me conformo. Se algo está me incomodando, eu mudo, saio do lugar. Eu não tenho medo de viver várias vidas em uma, e muitas vezes sou apontada por isso, criticada, feita de chacota por pessoas covardes que não tem um pingo de comiseração. Já chegou a meus ouvidos que eu fui feita de exemplo em sala de aula, exemplo de pessoa que não sabe o que quer, que cada hora faz uma coisa diferente. Exemplo de quem não sabe o que quer por querer uma mudança, querer experimentar o novo, POR NÃO ME CONFORMAR COM O BANAL. 
Dane-se.
Sinceramente? Já me preocupei muito com o que os outros falam a meu respeito. Já sofri, já chorei, já pensei em desistir de tudo por causa de uma simples crítica, mas percebi que, para as pessoas que falam, tanto faz. Essas pessoas não estão preocupadas comigo, com o que eu quero, com minhas dores, com meus anseios. Essas pessoas só querem falar, ser engraçadas, ter asunto. Professores que usam a vida de outras pessoas como exemplo de chacota em sala de aula não são verdadeiros educadores, são fanfarrões. Querem plateia, aplausos, e fazem do tablado, um palco de um pobre frustrado que vê nas palmas um pouco de satisfação. Quem me aponta como uma pessoa que não sabe o que quer não está pensando em nada, apenas em apontar, e, eventualmente, em ter assunto, 
Eu sei o que quero e porquê quero. Eu não sou uma pessoa conformada e odeio me sentir estagnada. Há muito tempo que a profissão de advogada não me traz satisfação pessoal. Traz dinheiro? Sim. Traz reconhecimento? às vezes. Mas não é nada disso que está em jogo para mim. É algo muito além. é a necessidade de mudar de vida, de virar tudo do avesso, de aprender e de me realizar. E eu estava adoecendo. Estava triste, sem perspectiva, sem grandes planos. Cansada de ver injustiças serem cometidas por sentenças dadas sem uma análise técnica perfeita. Cansada de lutar por justiça. 
Acho que a minha decisão de passar pro outro pólo tem a ver com cansar de tratar a doença e querer impedir a causa. Como professora eu terei a a chance de formar pessoas que se formarão em profissionais. Terei a chance de ajudar pessoas a começarem as suas vidas. Cansei de ajudar pessoas a resolverem problemas muitas vezes causados por elas mesmas, por causa de uma péssima educação escolar. Formar-me em professora está abrindo possibilidade para que eu aprenda a pensar, e aprenda a ensinar a pensar. Isso é o que me move e é a causa maior do meu anseio por mudança. 
Sonhadora? Idealista, eu sei.

Minha Faculdade de Letras a distância – EAD Universo Niterói.

Olá, pessoal! Tudo certinho com vocês? Aqui está um calor de matar e muita correria, tentando conciliar trabalho como advogada, fotografia, leituras pessoais e meus estudos em Letras.
Hoje o post é sobre a minha tão amada faculdade de Letras, que está me deixando cada dia mais apaixonada e mais feliz.
Estou cursando Letras com Licenciatura em Língua Portuguesa e Literatura na Universidade Salgado de Oliveira na modalidade de ensino a distância, que significa que eu, ao final de três anos, estarei habilitada  a exercer o magistério, ou seja, poderei dar aulas para crianças do ensino fundamental e médio.

São seis períodos divididos da seguinte forma:

 

Clique na imagem para aumentar.

Como vocês podem ver, neste primeiro semestre só tenho matérias voltadas ao ensino, à formação de professor, o que tem sido bastante enriquecedor, mas, também, muito cansativo. Acho que são as matérias mais negligenciadas pelos alunos porque não são específicas do curso, por isso gosto que elas sejam abordadas logo no início, quando estamos a todo vapor, cheios de energia e empolgados com o curso. Estou curtindo esse outro olhar, esse mergulho em matérias específicas de outras áreas do conhecimento. A única matéria que eu realmente não gosto é Direito aplicado à educação pois já ando meio sem muito amor pelas leis. Mas confesso que até mesmo essa matéria me surpreendeu positivamente porque a abordagem é totalmente voltada para o ensino, e estamos estudando a lei de diretrizes e bases da educação nacional, portanto, tem sido muito enriquecedor. Para esta disciplina pretendo adquirir a LDBEN (lei de diretrizes e bases da educação nacional) comentada, mas está muito difícil de encontrar.
Por Fundamentos das Ciências Humanas e Sociais leia-se Filosofia e Sociologia, meu grande trauma da graduação em Direito. Até que estou melhorando os estudos nessa área, já compreendo muitas coisas que não compreendi há 15 anos atrás. Mas é uma matéria difícil, que requer grande concentração. Como leitura de apoio estou lendo o livro O Mundo de Sofia, em ebook, e provavelmente farei uma resenha desse livro aqui no blog pois quero unir o útil ao agradável: trazer material de qualidade para o blog e fixar o conteúdo. Mas não é uma leitura tranquila, ao contrário, é complexa e bastante cansativa, pois a narrativa se arrasta em muitas páginas. Estou focada.
Psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem é uma matéria pesada. Estudamos as teorias de Piaget, Wallon e Vygotsky. Matéria enorme, mas, para minha surpresa, prazerosa. Aborda os diversos aspectos da aprendizagem e como se dá o desenvolvimento do ser humano, desde a infância até a vida adulta. Estou usando o livro Desenvolvimento e Aprendizagem em Piaget e Vigotsky, também em ebook.
Metodologia da pesquisa é uma matéria com seus altos e baixos, hora trata de disciplina e organização do estudo (a parte que eu amo), hora trata das técnicas de pesquisa (que eu considero cansativo). Mas no geral é uma matéria muito útil, que eu sei que os conhecimentos adquiridos nessa disciplina serão úteis para o resto da vida. Estou lendo diversos textos que a professora disponibilizou no ambiente virtual de aprendizagem, que é a nossa sala de aula.
Seminário integrador é um trabalho que eu ainda não fiz. Montar um plano de atividade para usar em aula com alunos fictícios e formatado conforme regras da ABNT.  Estou aguardando acumular mais conhecimento em outras matérias para concluir,
Lingua Portuguesa está abordando vários aspectos da língua, fala e linguagem. É claro que essa é a matéria queridinha por ser a única específicamente voltada para o curso de Letras. Quero comprar o  livro Linguagem, língua e fala, do Ernani Terra, já encomendei.
E finalmente temos Didática, com uma matéria mais dinâmica, onde temos muitas indicações de livros e filmes fantásticos, com muitos exemplos reais e cotidianos. É uma matéria para sonhar com a profissão de professora, eu estou amando. Como livro de apoio li Conversas com um jovem professor, do Leandro Karnal. Li em ebook e comprei pelo Google Play. por R$ 14,90. O livro é maravilhoso, fantástico! Nele o autor relata diversas experiências em sala de aula e a leitura flui como uma conversa mesmo. Para todos os que sonham com a docência, é um livro obrigatório.
O que estou achando surpreendente nessa faculdade é o link que todas as matérias fazem entre si. Cada disciplina trata de uma ou duas questões tratadas na disciplina anterior, e assim sucessivamente. Isso ajuda a compreender a Educação como um sistema, um organismo vivo. Gostei muito da disposição das disciplinas, por serem essas listadas acima logo no primeiro semestre, e também desse tipo de abordagem mais global.
Como é a dinâmica das aulas:
Acessamos o ambiente virtual do aluno com o nosso número de matrícula e uma senha gerada no momento da matrícula, que ocorre de forma presencial. Essa senha pode ser alterada depois pelo aluno. No ambiente virtual o aluno encontra todas as videoaulas de todas as matérias, todos os livros de cada matéria (o conteúdo escrito das aulas), material complementar disponibilizado pelos professores (textos, filmes, links e etc), o calendário com as datas importantes  de provas, participação nos Foruns e entregas de trabalhos, um mural de todas as áreas, uma área dedicada a mensagens que o aluno poderá trocar de forma privada com professores e funcionários da faculdade (secretaria) e o espaço para discussões, os chamados Fóruns.
A nossa média deverá ser alcançada através de participação nos Fóruns, respondendo aos temas propostos pelos professores, valendo 3,0 pontos, mais as provas, valendo 7,0 cada. São duas provas obrigatórias, denominadas A1 e A2, e dois Foruns: Fórum I e Fórum II. Existe, também, uma última prova, opcional para quem alcançar a média, e obrigatória para quem não alcançar, a chamada A3. A média mínima para ser considerado aprovado é 6,0, mas o aluno que tirar 4,0 ou menos em alguma prova é automaticamente reprovado. Portanto, parece fácil, mas não é.
As provas são realizadas no campus da faculdade onde o aluno se inscreveu, no meu caso, em Niterói, devendo ser previamente agendada no ambiente virtual, e o aluno dispõe de 2 horas para realizá-la.
Minha primeira etapada de provas começará no dia 14 de março e terminará no dia 04 de abril, portanto meu agendamento deve ser feito nesse período.
Como o período de provas já está próximo, vocês podem imaginar a minha ansiedade e correria. Estou tentando conciliar as leituras teóricas com os projetos de leitura que eu invento para conseguir dar conta de tudo. Não é fácil, mas eu gosto de viver perigosamente.
Então é isso, espero que vocês tenham gostado e que esse post ajude a algumas pessoas que tem curiosidade e interesse por o curso de Letras a distância.
Posteriormente pretendo fazer um post sobre minha organização de estudo, e na medida que eu me familiarizar melhor com o sistema virtual de ensino vou escrevendo dicas por aqui. Até mais!

Projeto 142 livros clássicos para ler até o final da faculdade

Desde o final do ano passado, quando retomei meus hábitos literários, procurava uma lista com a pretensão de ser completa contendo clássicos da literatura mundial. Vi as listas da Folha de São Paulo, da revista Bula, da revista Bravo, e não me satisfizeram. Sentia uma certa insegurança sobre a abordagem, se as listas seriam “pagas” para figurarem nesses veículos e sempre sentia falta de de alguma coisa. uma justificativa para a escolha daqueles títulos.

Eu, perdidona nas estantes internet afora

Eis que nas minhas andanças pela internet descobri o blog do professor  André Gazola, que elaborou uma lista com 142 livros clássicos da literatura mundial, títulos que são exigidos em vestibulares e concursos por todo o país.

Como vocês sabem, estou cursando Letras na modalidade EAD, e realmente preciso organizar minhas leituras e conciliar com as leituras da faculdade. Alguns dos autores dessa lista constam na minha grade curricular, então acredito que, se conseguir seguir essa indicação preciosa de leitura, estarei reforçando e complementando meus estudos.

Estabeleci, para essas leituras, o tempo da minha faculdade, ou seja, esses livros serão lidos num período de 03 anos, e serão conciliados com outros títulos de minha livre escolha mais os títulos indicados pelos professores que não constarem dessa lista. Legal, né? Se eu conseguir acredito que será uma experiência fantástica.

Ah! Tentarei comprar esses títulos na forma física, pois, pra quem não sabe, eu tenho o hábito de ler ebook e ainda não comprei um e-reader, leio no meu celular, o que tem me causado bastante desconforto nos olhos. Além disso, quero fazer uma leitura mais organizada, com fichamentos e anotações porque não será uma leitura apenas para o lazer, mas para os meus estudos.

Os títulos que estão em negrito são os livros que eu li recentemente, então só vou ler novamente se forem pedidos na faculdade.

Preciso confessar que ler O Senhor dos Anéis e O Hobbit será, para mim, o maior dos desafios porque não gostei dos filmes. Eu sei que para muitos essa afirmação soará como heresia, sinto muito mas só mesmo uma lista indicada por um professor me fará mergulhar nesses títulos.  

Provavelmente não terei mesmo depois dessa declaração, mas, é a vida!

 

Mas Chris, o filme é diferente do livro!

Dãh! eu sei, meu bem, meu problema é com a história em si, que não me enche os olhos e, o que é pior, me fez dormir! hahahahah pois é, sou dessas.

Bom, vai ter muita resenha no blog a partir de agora e, para começar essa grande viagem literária iniciarei com Desonra, que será abordado num próximo post aqui no blog.

Quem quiser aderir ou seguir o projeto, postarei fotos das aquisições, leituras e conclusões no Instagram com a hashtag #projeto142classicos, e sempre farei resenha das leituras aqui no blog.

Vejamos a listinha amiga!

  1. Ilíada (séc. VIII a. C.), de Homero
  2. Odisseia (séc. VIII a. C.), de Homero
  3. As mil e uma noites (850 a.C.), de autor desconhecido
  4. O asno de ouro (1469), de Apuleio
  5. Gargântua e Pantagruel (1532-64), de François Rabelais
  6. Os Lusíadas (1572), de Luiz Vaz de Camões
  7. Dom Quixote (1605-15), de Miguel de Cervantes Saavedra
  8. Robinson Crusoé (1719), de Daniel Defoe
  9. As viagens de Gulliver (1726), de Jonathan Swift
  10. Tom Jones (1749), de Henry Fielding
  11. Cândido (1759), de Voltaire
  12. Emílio ou da educação (1762), de Jean Jacques Rousseau
  13. O Castelo de Otranto (1765), de Horace Walpole
  14. Os Sofrimentos do jovem Werther (1774), de Johann Wolfgang von Goethe
  15. Os 120 dias de Sodoma (1785), de Marquês de Sade
  16. Razão e Sensibilidade (1811), de Jane Austen
  17. Orgulho e Preconceito (1813), de Jane Austen
  18. Mansfield Park (1814), de Jane Austen
  19. Emma (1816), de Jane Auten
  20. Frankenstein (1818), de Mary Wollstonecraft Shelley
  21. Ivanhoé (1820), de sir Walter Scott
  22. O último dos moicanos (1826), de James Fenimore Cooper
  23. O vermelho e o negro (1831), de Stendhal
  24. O corcunda de Notre-Dame (1831), de Victor Hugo
  25. Oliver Twist (1833), de Charles Dickens
  26. Pai Goriot (1834-35), de Honoré de Balzac
  27. A queda da casa de Usher (1839), de Edgar Allan Poe (apesar de ser um conto, decidi incluí-lo)
  28. Almas mortas (1842), de Nicolai Gógol
  29. Ilusões perdidas (1843), de Honoré de Balzac
  30. Os três mosqueteiros (1844), de Alexandre Dumas
  31. A moreninha (1844), de Joaquim Manuel de Macedo
  32. O conde de Monte Cristo (1845-46), de Alexandre Dumas
  33. Jane Eyre (1847), de Charlotte Brontë
  34. O morro dos ventos uivantes (1847), de Emily Brontë
  35. David Copperfield (1850), de Charles Dickens
  36. Moby Dick (1851), de Herman Melville
  37. A cabana do Pai Tomás (1852), de Harriet Beecher Stowe
  38. Walden ou A vida nos bosques (1854), de Henry David Thoreau
  39. Memórias de um sargento de milícias (1854 e 1855), de Manuel Antônio de Almeida
  40. Madame Bovary (1857), de Gustave Flaubert
  41. Grandes Esperanças (1861), de Charles Dickens
  42. Os miseráveis (1862), de Victor Hugo
  43. Memórias do Subsolo (1864), de Fiódor Dostoiévski
  44. Iracema (1865), de José de Alencar
  45. Alice no País das Maravilhas (1865), de Lewis Carroll
  46. Viagem ao centro da Terra (1866), de Júlio Verne
  47. Crime e Castigo (1866), de Fiódor Dostoiévski
  48. O Idiota (1868-9), de Fiódor Dostoiévski
  49. Guerra e Paz (1869), de Leon Tolstói
  50. Alice através do espelho (1871), de Lewis Carroll
  51. A volta ao mundo em 80 dias (1873), de Júlio Verne
  52. Senhora (1875), de José de Alencar
  53. O crime do Padre Amaro (1876), de José Maria Eça de Queirós
  54. Anna Karenina (1877), de Leon Tolstói
  55. Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), de Joaquim Maria Machado de Assis
  56. A Ilha do Tesouro (1883), de Robert Louis Stevenson
  57. A morte de Ivan Ilitch (1884), de Leon Tolstói
  58. As aventuras de Huckleberry Finn (1885), de Mark Twain
  59. Germinal (1885), de Émile Zola
  60. O Ateneu (1888), de Raul Pompéia
  61. Os Maias (1888), de José Maria Eça de Queirós
  62. O Cortiço (1890), de Aluísio de Azevedo
  63. O retrato de Dorian Gray (1891), de Oscar Wilde
  64. Quincas Borba (1891), de Joaquim Maria Machado de Assis
  65. As aventuras de Sherlock Holmes (1892), de sir Arthur Conan Doyle
  66. A máquina do tempo (1895), de H. G. Wells
  67. Drácula (1897), de Bram Stoker
  68. A guerra dos mundos (1898), de H. G. Wells
  69. Dom Casmurro (1899), de Joaquim Maria Machado de Assis
  70. A cidade e as serras (1901), de José Maria Eça de Queirós
  71. Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha
  72. Tarzan (1914), de Edgar Rice Burroughs
  73. Triste fim e Policarpo Quaresma (1911, folhetim), de Lima Barreto
  74. Retrato do artista quando jovem (1916), de James Joyce
  75. Ulisses (1918-21, folhetim), de James Joyce
  76. A montanha mágica (1924), de Thomas Mann
  77. O processo (1925), de Franz Kafka
  78. O grande Gatsby (1925), de F. Scott Fitzgerald
  79. O Castelo (1926), de Franz Kafka
  80. Em busca do tempo perdido (1913-27, em sete volumes), de Marcel Proust
  81. O lobo da estepe (1927), de Hermann Hesse
  82. O amante de Lady Chatterley (1928), de D. H. Lawrence
  83. Orlando (1928), de Virginia Woolf
  84. Macunaíma (1928), de Mário de Andrade
  85. O quinze (1930), de Rachel de Queiroz
  86. Reinações de Narizinho (1931), de Monteiro Lobato
  87. Admirável mundo novo (1932), de Aldous Huxley
  88. Menino de Engenho (1932), de José Lins do Rego
  89. … E o vento levou (1936), de Margaret Mitchell
  90. Angústia (1936), de Graciliano Ramos
  91. Capitães de Areia (1937), de Jorge Amado
  92. O Hobbit (1937), de J. R. R. Tolkien
  93. Vidas Secas (1938), de Graciliano Ramos
  94. Finnegans Wake (1939), de James Joyce
  95. Por quem os sinos dobram (1940), de Ernest Hemingway
  96. Xadrez (1942), de Stefan Zweig
  97. O Estrangeiro (1942), de Albert Camus
  98. Fogo morto (1943), de José Lins do Rego
  99. O pequeno príncipe (1943), de Antoine de Saint-Exupéry
  100. Ficções (1944), de Jorge Luis Borges
  101. A revolução dos Bichos (1945), de George Orwell
  102. Sagarana (1946), de João Guimarães Rosa
  103. Doutor Fausto (1947), de Thomas Mann
  104. 1984 (1949), de George Orwell
  105. O tempo e o vento (1949-62, em 5 volumes), de Érico Veríssimo
  106. O apanhador no campo de centeio (1951), de J. D. Salinger
  107. O velho e o mar (1952), de Ernest Hemingway
  108. Grande Sertão: veredas (1955), de João Guimarães Rosa
  109. Lolita (1955), de Vladimir Nabokov
  110. O Senhor dos Anéis (1954-55), de J. R. R. Tolkien
  111. On the Road (1957), de Jack Kerouac
  112. Gabriela, cravo e canela (1958), de Jorge Amado
  113. Bonequinha de luxo (1958), de Truman Capote
  114. Almoço Nu (1959), de William Burroughs
  115. Laranja Mecânica (1962), de Anthony Burgess
  116. A redoma de vidro (1963), de Sylvia Plath
  117. A paixão segundo G. H. (1964), de Clarice Lispector
  118. A sangue-frio (1966), de Truman Capote
  119. Cem anos de solidão (1967), de Gabriel García Márquez
  120. 2001: uma odisseia no espaço (1968), de Arthur C. Clarke
  121. O poderoso chefão (1969), de Mario Puzo
  122. As cidades invisíveis (1972), de Italo Calvino
  123. Terras de sombras (1974), de J. M. Coetzee
  124. Lavoura arcaica (1975), de Raduan Nassar
  125. Entrevista com o vampiro (1976), de Anne Rice
  126. A hora da estrela (1977), de Clarice Lispector
  127. O iluminado (1977), de Stephen King
  128. O guia do mochileiro das galáxias (1979), de Douglas Adams
  129. O nome da rosa (1980), de Umberto Eco
  130. O centauro no jardim (1980), de Moacyr Scliar
  131. A casa dos espíritos (1982), de Isabel Allende
  132. A lista de Schindler (1982), de Thomas Keneally
  133. O livro do desassossego (1982), de Fernando Pessoa
  134. O ano da morte de Ricardo Reis (1984), de José Saramago
  135. A insustentável leveza do ser (1984), de Milan Kundera
  136. Os versos satânicos (1988), de Salman Rushdie
  137. O pêndulo de Foucault (1988), de Umberto Eco
  138. História do cerbo de Lisboa (1989), de José Saramago
  139. Desonra (1999), de J. M. Coetzee
  140. Neve (2002), de Orhan Pamuk
  141. O filho eterno (2007), de Cristovão Tezza
  142. Indignação (2008), de Philip Roth

 

A lista e sua justificativa vocês encontram no link: http://www.lendo.org/lista-classicos-literatura/