A Grande Fome de Mao, Frank Dikötter.

  • Capa comum: 532 páginas
  • Editora: Record (31 de março de 2017)
  • Idioma: Português
  • ISBN-13: 978-8501401618
  • Dimensões do produto: 22,8 x 15,6 x 2,6 cm
  • Peso do produto: 581 g

Sinopse da Editora:

Entre 1958 e 1962, a China tornou-se um inferno. Mao Tsé-tung jogou o país em um delírio com o Grande Salto Adiante, uma tentativa de alcançar e superar economicamente a Grã-Bretanha em menos de quinze anos. O experimento terminou na maior catástrofe que a China já viu, destruindo dezenas de milhões de vidas. Com riqueza de detalhes, Frank Dikötter expõe um período da história chinesa nunca antes completamente enfrentado. Mostra que, ao invés de desenvolver o país para se equiparar às superpotências mundiais, comprovando assim o poder do comunismo — como Mao imaginara —, o Grande Salto Adiante na verdade foi um passo gigante e catastrófico na direção oposta. O país virou palco de um dos assassinatos em massa mais cruéis de todos os tempos: pelo menos 45 milhões de pessoas morreram de exaustão, fome ou vítimas de abusos mortais das autoridades. Foi também a maior demolição de imóveis da história humana, já que quase um terço das residências foram postas abaixo, sendo a terra revirada na busca incessante por aço e outros recursos industriais. Descortinando as maquinações cruéis nos corredores do poder e o cotidiano da população comum, A grande fome de Mao dá voz aos mortos e esquecidos. Com pesquisa meticulosa e um texto brilhante, este relato inédito é uma reformulação fundamental da história da República Popular da China.

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A grande Fome de Mao mostra como a China liderada por Mao Tsé-Tung mergulhou numa crise de fome que matou aproximadamente 45 milhões de pessoas entre os anos de 1958 e 1962.

O autor Frank Dikotter teve acesso a documentos inéditos que antes só eram acessíveis a membros do partido comunista, e nos conta em detalhes sobre a política do Grande Salto Adiante instituída por Mao, que fantasiou uma competição com a união Soviética pela liderança do mundo comunista. Nessa louca corrida rumo ao poder, os camponeses foram forçados a trabalhar em terras coletivas (pertencentes ao Estado) para alimentar as cidades e prover bens para exportação e, com isso, sua própria sobrevivência ficava em último plano, o que acarretou em uma enorme quantidade de alimentos vendidos para promover a importação de equipamentos industriais e militares.

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Os relatos mais fortes sobre as mortes incluem, além da maioria por fome, mortes por acidentes, doenças, violência e por canibalismo.

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Nesse cenário de horror, a violência tornou-se uma ferramente de controle, utilizada de maneira sistemática e habitual contra qualquer um que ousasse protestar, furtar ou roubar comida, o que era muito rotineiro porque as pessoas trabalhavam de forma exaustiva e morriam de fome, frio e doenças.Mutilações eram formas frequentes de punição: cabelos eram arrancados, orelhas, narizes e testículos eram cortados, solas dos pés queimadas e pimentas ardidas colocadas dentro das narinas. Os aldeões sofriam não só com a fome, mas toda sorte de tortura lhes eram aplicadas por qualquer ato de indisciplina.

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Eu gostei do livro porque mostra detalhadamente toda a causa da crise no período, mas a forma densa dos relatos contém muitos dados técnicos sobre economia e política interna, O que requer bastante atenção e interesse por parte do leitor. Com certeza é um livro que vai permanecer na estante para ser usado como fonte de consulta.

Frank Dikotter
Frank Dikotter nasceu na Holanda, em 1961 e se formou em história e Russo pela Universidade de Genebra. Após morar dois anos na República Popular da Chinam mudou-se para Londres. Em 1990, obteve PhD em história pela Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres, onde posteriormente foi professor de História moderna da China. Desde 2006, é professor catedrático de Humanidades na Universidade de Hong Kong. Pioneiro no uso de fontes do arquivo chinês, publicou mais de dez livros que mudaram a visão dos historiadores sobre a China moderna.
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A maldição de Stalin, Robert Gellately

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  • Capa comum: 560 páginas
  • Editora: Record (27 de janeiro de 2017)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8501403784
  • ISBN-13: 978-8501403780
  • Dimensões do produto: 22,6 x 15,2 x 3,6 cm
  • Peso do produto: 739 g

As origens da influência internacional de um dos ditadores mais temidos do mundo.
Nos anos 1930, já tendo se tornado em tudo um ditador, Stalin empregava o terror como método de governo, justificando-o como maneira de preservar a revolução dos ataques de seus inimigos internos e externos. Ao mesmo tempo, fomentava um culto à liderança que o transformou em uma espécie de deus, a inspirar ativistas e simpatizantes ao redor do mundo. Com base em numerosos documentos originais russos e outras fontes do Leste Europeu, liberados após o fim da União Soviética, além de muitos outros documentos alemães, americanos e ingleses, o historiador best-seller Robert Gellately delineia as origens da crescente influência internacional do tirano, que se inicia nos primeiros dias da Segunda Guerra Mundial e permanece mesmo após sua morte, em 1953. O autor ainda examina o papel central desempenhado por Stalin – com consciência estratégica – no trabalho de implementar o comunismo na Europa e em todo o mundo, de maneira que, ainda hoje, muitos milhões de pessoas aguentam nos ombros seu legado – ou sua maldição.

O autor canadense é professor da Universidade Estadual da Flórida, especialista na Alemanha Nazista, e utilizou fontes da Alemanha, Grã-Bretanha, especialmente dos EUA ,e algumas soviéticas, cedidas após o término da Guerra Fria. Em sua obra, defende que Stalin foi o grande responsável pelo início e continuidade da Guerra Fria, e não os EUA, como a maioria entende. O autor não admite nem mesmo uma culpa conjunta entre as duas potências, o que já traz uma grande problemática para a obra.

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O livro traz centenas de referências bibliográficas em sua parte final (notas), o que traz um certo peso à obra, mas confesso que não pesquisei sobre elas. É dividido em três partes: a primeira traz o desenvolvimento e estabelecimento da União Soviética e da Segunda Guerra Mundial. a parte dois contém um compêndio do pós-guerra, contando como se deu a negociação entre as nações, e a parte três que se dedica à Guerra Fria, falando do regime socialista em diversos países da Europa e Ásia.

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Essa última parte contém bastante indicação bibliográfica.

Como curiosidade, o termo “Maldição” utilizado pelo autor se refere à sua análise sobre o pós guerra, quando Stalin aproveitou-se do contexto sócio-econômico para estender sua zona de atuação, juntamente com práticas de censura e repressão. O autor também explica que essa maldição significa a dificuldade que os países ligados ao conjunto soviético tiveram para tentar melhorar sua economia, tudo por culpa única e exclusiva de Stalin, o que não deixa de ser uma opinião tendenciosa, que desperta muitos questionamentos.

Na mesma linha de raciocínio, Gellately denomina Stalinização ao estilo repressor de expansão soviética ao mesmo tempo em que censura os EUA, que, na sua visão, ficaram inertes frente à expansão comunista, mas, em contrapartida, ovaciona a interferência americana na Coreia e aceita que todo o quadro histórico do pós guerra auxiliou as ações stalinistas, tendo em vista a pressão que o povo americano fez para o retorno dos soldados à sua nação, enquanto a Grã-Bretanha encontrava-se quebrada economicamente.

Outra problemática encontrada no livro é a opinião pessoal do autor quanto ao caráter de Stalin. Ele não admite a possibilidade de uma psicopatia ou qualquer transtorno de personalidade, mas acredita que toda violência cometida era fruto da própria ideologia comunista, ou seja, foi fruto de como Stalin absorveu  e interpretou a doutrina Marxista, deixando subentendido que a doutrina marxista propaga a violência como forma de dominação. Essa percepção deixa de fazer sentido se utilizarmos a mesma premissa para a análise de todo o mal causado pelo nazismo de Hitler, um ditador nacionalista de extrema direita.

Em Teerã, Stalin soou como se confiasse em seus aliados e estivesse ávido por cooperação. Mas seu desprezo por eles não tinha limites. O histórico está repleto de exemplos, como um de março de 1944, quando falou para visitantes comunistas Iuguslavos. Disse-lhes que não se enganassem em relação às suas relações cordiais com Roosevelt e Churchill, por ele equiparados a batedores de carteira capitalistas. Aconselhou seus convidados a não  “amedrontarem” os aliados ocidentais, com isso querendo dizer “evitar qualquer coisa que pudesse alarmá-los a ponto de pensarem que uma revolução se processava na Iuguslávia ou uma tentativa de controle comunista”. as atitudes e ambições políticas de Stalin eram imutáveis, a despeito de quaisquer gestos de amizade que ele pudesse fazer. (pág. 100)

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Eu julguei muito arriscada a leitura dele em diversos ângulos. Deixo aqui bem claro que não tenho qualquer apego, admiração, empatia, inclinação ou atração pela memória de Stalin, mas essa interpretação de Gellately sobre as responsabilidades prioritárias da URSS pela Guerra Fria me parece uma reprodução da historiografia conservadora dos anos 50, e sua posição claramente de direita compromete bastante confiabilidade da obra.

Se você se interessou por esse livro, mesmo que discorde das opiniões do autor, e deseja adquiri-lo para melhor confronto de ideias, pode comprar neste link pela Amazon, assim você ajuda o blog a crescer e não paga nada a mais por isso.

A casa das belas adormecidas, Yasunari Kawabata.

A casa das belas adormecidas
Autor: Yasunari Kawabata
Editora: várias (ePubr)
Ano: 1961
Sinopse:
Imbuída de um erotismo inusitado, esta obra, escrita em 1961, demonstra a maturidade estilística do autor, que se utiliza sua virtuose descritiva para contar a história de Eguchi, um senhor de 67 anos que frequenta a ‘casa das belas adormecidas’, uma espécie de bordel onde moças encontram-se em sono profundo, sob efeito de narcóticos. Apesar da idade avançada, o protagonista parte em busca dos prazeres perdidos e se depara com moças virgens, que os visitantes podem tocar, mas são proibidos de corromper. Daí derivam passagens antológicas de rememorações pessoais e fantasia. Kawabata procura desvendar o enigmático universo do corpo feminino em um culto ao belo e ao inalcançável, investigando as dores da solidão a partir da sutileza de um erotismo expressivo, constantemente atravessado por passagens de fina ironia e perturbadora consciência da passagem do tempo, do vazio existencial que permeia as relações humanas.
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Sabe um livro difícil de digerir? Então.

Peguei esse livro para a categoria um livro de um autor japonês do #desafiolivrada2017 e foi uma experiência um pouco angustiante.

A história é a seguinte: um senhor de idade procura uma casa que oferece companhia de jovens virgens para dormir. Mas dormir mesmo, nada de sexo. Mas as companhias são moças bem jovens, e elas estão nuas. E desmaiadas. E quando digo desmaiadas, na verdade quero dizer desacordadas, quase mortas: drogadas. Não veem nada e não sabem de nada do que está acontecendo ao redor. É assustador!

E nesse ambiente físico, que me pareceu frio de modo a favorecer o sentimento de solidão, ele passa algumas noites, cada noite na companhia de uma mocinha nua diferente, que ele não sabe o nome, a idade, nada. É “apenas” a companhia de um corpo feminino nu e indefeso, que ele sabe apenas que respira e dorme. E ao lado delas, ele reflete sobre sua vida, sobre seu vazio existencial, seus questionamentos e medos de homem idoso, e nos conta algumas poucas histórias de sua juventude. Dessa forma, sabemos muito pouco sobre o homem, e nada sabemos sobre as meninas, apenas que dormem indefesas.

Esse livro inspirou Gabriel Garcia Marquez a escrever “Memórias das minhas putas tristes” e é um clássico da literatura mundial. Mas eu não recomendo para todo mundo porque pode servir de gatilho emocional para pessoas mais sensíveis ao tema. Foi um livro que incomodou e fez-me refletir sobre diversos assuntos como violência sexual e emocional, velhice, solidão, suicídio, homicídio, existencialismo, empatia, morte, e muito mais.

Não é uma história dinâmica, mas um livro lento, que faz-nos refletir junto com o personagem. Apesar disso, é um livro curtinho e nada cansativo, então não precisa ter medo porque não é nada entediante. Para mim foi uma experiência enriquecedora e constatei, mais uma vez, que  autores japoneses são geniais.

David Copperfield, Charles Dickens.

  • Capa dura: 1312 páginas
  • Editora: Cosac & Naify (13 de outubro de 2014)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8540507862
  • ISBN-13: 978-8540507869
  • Dimensões do produto: 17,6 x 12,8 x 7 cm
  • Peso do produto: 1 Kg

Sinopse

Um dos pilares da literatura ocidental moderna, Charles Dickens é até hoje fonte de inspiração para muitos escritores. Seu gênio foi admirado por Tolstói, Marx, Joyce, Kafka, Henry James, Nabokov, Orwell, Cortázar, entre muitos outros.
Semi-autobiográfico, David Copperfield foi publicado em forma de folhetim entre 1849 e 1850. O autor afirma, no prefácio ao livro, que, entre os inúmeros romances que publicou, este era seu “filho predileto”. A edição inclui textos críticos de Jerome H. Buckley, Sandra Guardini Vasconcelos e Virginia Woolf. Tradução de José Rubens Siqueira.

Primeiro livro do projeto #12calhamacos2017 já foi! E que “livrão”, minha gente! Nos dois sentidos! 😄

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David Copperfield é uma semi-autobiografia do Dickens publicada em 1849/50. Conta a história de um órfão que perde seu pai seis meses antes de seu nascimento e, mais tarde, sua mãe casa com um homem muito duro e amargo, que prejudicará muito a vida de David e seu relacionamento com sua mãe. David, então, aprende desde muito cedo os horrores da solidão e da maldade humana, e enfrenta inúmeras dificuldades sem deixar que nada retire de sua essência sua doçura e inocência, que é tanta que a gente sente agonia por ele ser tão bonzinho e confiar em todo mundo que se apresenta como amigo.

O livro é narrado em primeira pessoa e traz vários personagens, cada qual com seus dramas, personalidade, histórias muito bem delineadas e que receberão um desfecho final muito bem amarradinho, contribuindo para o fim harmônico da história do narrador. A narrativa conta a história de David desde seu nascimento até a vida adulta, e passeamos pela Inglaterra do Séc XIX com todos os problemas e dificuldades enfrentados por ele naquela sociedade. O amadurecimento do personagem é tão nítido e tão bem feito que podemos nos sentir verdadeiros expectadores de sua vida. Senti pena, raiva, amor, alegria, tantos sentimentos que sequer consigo expressar. É uma grande viagem e vale a pena degustar sem pressa, deixando a história crescer junto com seu narrador, vivenciando com ele todos os seus dramas pessoais e de seus amigos.

Eu já estou com saudades de todos!

Leitura mais que recomendada, obrigatória para todos os amantes de um bom clássico

Sono, Haruki Murakami.

Detalhes do produto

  • Capa dura: 120 páginas
  • Editora: Alfaguara; Edição: 1ª (11 de março de 2015)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8579623758
  • ISBN-13: 978-8579623752
  • Dimensões do produto: 21,2 x 14 x 1,4 cm
  • Peso do produto: 358 g

Sinopse:

“É o décimo sétimo dia que não consigo dormir.” Ela era uma mulher com uma vida normal. Tinha um marido normal. Um filho normal. Ela até podia detectar algumas fissuras nessa vida aparentemente perfeita, mas nunca chegou a pensar seriamente nelas. Até o dia em que deixou de dormir. Então, o mundo se revelou. Um mundo duplo de sombras e silêncio; um mundo onde nada é o que parece. E onde ela não pode mais fechar os olhos. Sono é um conto de Murakami inédito no Brasil, com ilustrações de Kat Menschik.

Sono, do Haruki Murakami, foi minha primeira leitura desse 2017 que já chegou me dando um soco na boca.

Uma mulher tem paralisia do sono pela primeira vez e depois disso  fica dezessete dias sem dormir. Simples, não?

Não.

“…Fechei os olhos para me lembrar de como era a sensação de dormir. Mas a única coisa que existia para mim era uma vigília na escuridão. Uma vigília na escuridão que se associava à morte…Será que a morte não seria uma escuridão profundamente consciente e infinita como a que estou presenciando agora? A morte pode ser uma eterna vigília na escuridão…Se a morte é isso, o que devo fazer? O que fazer se a morte é um eterno estado de consciência, restrito a observar em silêncio essa escuridão?”.

Comecei após a virada, na madrugada do dia 1°, li por uns 20 minutos e apaguei. Depois peguei novamente no final da noite do mesmo dia, início do dia 02 de janeiro, e terminei em mais ou menos 1h. É livro pra ler em uma sentada, mas que ecoa. – Volta aqui, Murakami, quero saber o que  você pensando,  foi o que pensei. Por ler no digital, fiquei preocupada de estar incompleto. – cadê o resto da história? Eita porra, vou no skoob.

Nada. Foi isso mesmo. Acabou assim e  você que se vire pra dar um sentido a isso – foi a resposta do autor, na minha cabeça, é claro.

To de cara até agora, e adorei.

Minhas impressões: Dois irmãos, Milton Hatoum

Oi, pessoal! Tudo bem?

Hoje trago para vocês meu segundo livro encerrado deste mês de janeiro. Sim, já li dois livros e estou lendo mais dois. Comecei o ano muito bem em minhas leituras e estou muito animada, acho que será um ano realmente proveitoso.

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Escolhi esse livro pelo motivo mais óbvio: hoje começa aquela minissérie da Globo e eu não quero tomar um monte de spoiler pela cara, pois já vi algumas entrevistas do autor e parece que a direção respeitou bastante a história, será algo fiel ao livro e eu fiquei com vontade de assistir. Eu não vejo TV há dois anos, então ainda não sei se vou conseguir acompanhar a série direitinho, mas fiz questão de ler logo o livro e estou muito grata por isso porque foi uma leitura incrível.

O livro tem 266 páginas e eu devorei em menos de 24h. Na verdade eu comecei a ler por volta das 16h da última sexta-feira e pretendia ler até a meia-noite daquele dia, mas não rolou porque tive diversos afazeres domésticos que me tiraram do foco. Então retomei a leitura no dia seguinte e terminei super rápido.

O romance é ambientado em Manaus, começando por volta dos anos 20/30 e atravessando o golpe militar de 64, narrado em primeira pessoa por Nael, o personagem central da trama. Tudo nos é mostrado pelo ponto de vista dele, seja pelo que ele viu e viveu, ou pelas histórias que ele ouviu dos outros personagens. Nael é filho de Domingas, uma órfã que foi adotada ainda como empregada por Halim e sua jovem esposa Zana. Esse casal apaixonado teve três filhos, Omar e Yaqub, gêmeos que se odiavam desde a infância, e Rânia, a única filha mulher do casal.

É muito importante destacar que Halim não queria filhos, mas Zana sempre quis três. Halim queria a mulher só para ele, e isso tem um grande peso em toda a história, inclusive sobre o ódio entre os irmãos: Omar, o “caçula”, desprezado pelo ciúme do pai sobre a proteção exagerada da mãe, e Yaqub, o que nasceu primeiro e sempre foi visto como o mais forte, o mais independente e a grande promessa da família.

Nael nos conta sobre sua própria família, que ele observa e vai juntando as peças de um enorme quebra-cabeças na esperança de entender suas origens e descobrir quem é o seu verdadeiro pai. Sim, Nael é filho de um dos homens da casa, mas sempre fora tratado como o filho da empregada.

Mas não se engane, a história não é tão simples e não é apenas sobre Nael ou sobre o ódio entre os gêmeos. É a história dos imigrantes libaneses, dos habitantes nativos de Manaus, da cidade e sua degradação, de uma família e seus dramas particulares. Temos uma riqueza enorme de temas, uma variação no tempo com personagens bem descritos, cada qual com sua personalidade muito desenvolvida.

Não existe um mocinho e um bandido, todos tem suas características boas e más, suas dores, suas angústias e suas razões.  A ambientação é detalhada sem ser cansativa, e o leitor tem a oportunidade de se colocar ao lado de Nael, observando e pensando a história junto com o narrador.

Foi uma experiência de leitura realmente necessária e eu tenho certeza que esse livro se tornará, se já não é, um grande clássico da literatura brasileira..

Minhas leituras em andamento – Outubro.

Oioioi, pessoal! Belezinha? Por aqui está uma correria, como sempre, e minhas leituras estão a mil.

Estou tentando conciliar as leituras de lazer e da faculdade, mas como é difícil, não? Um exercício que eu faço, para não me deixar cair na loucura de ler apenas o que eu tenho vontade, é fazer uma viagem mental e pensar sobre os motivos que me levaram a cursar a faculdade de Letras. Eu queria conhecer mais e mais leituras, principalmente as leituras que marcaram a humanidade. Eu quero mergulhar nesse oceano de livros que existe por aí, e ler de forma direcionada, técnica, construindo uma base sólida para a leitora que eu quero me tornar, mais crítica e atenciosa às linhas que meus olhos seguirem.

É difícil vencer a preguiça de pegar livros como Lisístrata, obrigatório para a disciplina de Bases da Cultura Ocidental, e  que eu estou procrastinando há um mês. Mas eu decisi que após concluir a leitura em andamento, farei uma verdadeira imersão nas leituras da faculdade, com um estudo profundo e atencioso.

Até agora li por conta própria e selecionei livros em homenagem ao dia das crianças e ao mês das bruxas, hehehe.

  • Menina má,  (lido), Willian March. Conta a história de uma mãe que descobre aos poucos que sua filha de oito anos é, na verdade, uma psicopata. Nota 8.

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  • Precisamos falar sobre Kevin (lido), Lionel Shriver.  Um livro epistolar no qual a mãe escreve cartas ao pai do garoto psicopata que matou uma professora e alguns colegas de classe. Nota 10.

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  • Quando os Adams saíram de férias (lido), Mendal W. Johnson. Conta a história de uma babá que é torturada por cinco crianças. Se não fosse pela misoginia explícita do livro (consegue ser nojento ao ponto de descrever um orgasmo da babá durante seu estupro), seria nota 9,5. Diante disso, dou 4.

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  • O exorcista (em andamento), Willian Peter Blatty. Aquela história da garotinha de 12 anos que é possuída pelo demo. Vi o filme há anos atrás e agora estou lendo o livro. Gostando muito!  Tem tudo para um 10: ritmo, história, escrita, ambientação, tudo!

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  • Senhor das moscas, Willian Golding. Tudo o que eu sei sobre o livro, por enquanto, é que algumas crianças ficam presas numa ilha sem nenhum adulto por perto e isso vai revelar o lado selvagem de cada uma delas.

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Abaixo as leituras da faculdade  que eu sequer comecei (livros e textos) e que deverei cumprir até o dia 20/11 (data da prova):

  • Édipo Rei
  • Os grandes festivais, de Maria Helena da Rocha Pereira
  • Alegoria da Caverna, Platão.
  • Apologia, Platão.
  • Nuvens, Aristófanes
  • Didakhé
  • Martírio de São Policarpo
  • Confissões, de Santo Agostinho
  • A Cidade de Deus
  • De Boécio a Gregório, o Grande, de Étienne Gilson.

Bom, acho que eu preciso me organizar mais, não é mesmo? hehehe

Por hoje é isso, pessoal! Conta pra mim nos comentários o que vocês estão lendo neste mês de outubro, eu anoto cada dica de vocês!

Beijo grande e até o próximo post.

Primeiro bimestre da faculdade

Oi, pessoal! Tudo bem?

Terminei as primeiras provas da faculdade e, sinceramente, não sei o que dizer. Achei as provas fáceis, e é justamente esse o meu medo porque já percebi que os professores são do tipo “acertou a questão mas não escreveu o que eu queria”, portanto, não sei o que esperar.

Neste primeiro bimestre vimos a parte mais básica de Linguística, estudamos quase todo o livro do Saussure. Em Português, vimos coesão e coerência textuais de forma bastante aprofundada, a matéria ficou enorme e foi a que mais me surpreendeu pois achei a prova muito fácil. Em bases da Cultura Ocidental vimos a Épica e a Lírica gregas. Eu amo essa matéria, gente, é a que eu mais gosto até agora na faculdade.Consegui ler a Ilíada e a Odisseia, mas não consegui ler a Eneida, apenas alguns textos que o professor disponibilizou, que eram alguns cantos dessa Epopeia. Vimos, ainda, a Teogonia e Trabalhos e Dias, do Hesíodo, e alguns poemas de Catulo e Safo.

Imaginem se eu consegui ler alguma coisa fora da faculdade? De julho para cá, fora as leituras acima, só consegui ler:

Quando falam que na faculdade de Letras não conseguimos ler o que queremos, não é mentira. Algumas leituras da grade são tão densas, e há tantos textos de apoio, que a leitura de lazer fica prejudicada. Tudo bem que também considero a Ilíada e a Odisseia leituras prazerosas, e até estão na minha lista de 142 livros para ler até o final da faculdade, mas eu quero dizer no sentido de poder escolher minhas leituras com maior liberdade.  O bom da faculdade é o direcionamento da leitura e todos os textos de apoio que nos ajudam a ter uma visão mais histórica e crítica dos livros, isso é muito legal.

Minhas provas ocorreram no campus da Rural de Nova Iguaçu nos dias 10, 11 e 18 de setembro, e foi muito bacana encontrar o pessoal da minha turma, com quem converso todos os dias por whatsapp. Essa é uma grande diferença do CEDERJ para a Universo, lá  eu não tinha qualquer contato com os outros alunos da minha turma e as provas eram marcadas por cada aluno aleatoriamente (ou seja, a gente escolhia os dias e horários), e no CEDERJ a gente tem até uma turma certinha, isso é muito legal.

No próximo post vou mostrar para vocês as leituras do segundo bimestre da faculdade e como estou administrando (ou não) a minha vida acadêmica.

Bjks, e até mais!

PS: comprando qualquer dos livros citados através dos links respectivos vocês ajudam o blog a crescer. ^_^

 

 

 

 

 

Voltei com novidades!

Olá, pessoa! Tudo bem?

Estou muito sumida, não é mesmo? Eu sei, eu sei… mas foi por uma boa causa!

No dia 04 de junho prestei o vestibular do CEDERJ para o curso de Letras da UFF na modalidade a distância. Eu não sabia do que se tratava esse consórcio, foi o meu marido quem me apresentou e me incentivou a tentar o vestibular. Confesso que fiz a prova sem acreditar que era possível, pois estava há mais de vinte anos longe dos bancos escolares, e passar foi uma grata surpresa para mim.

Então essa é a grande novidade para quem já me acompanha há algum tempo: agora  eu curso uma Universidade Federal e estou muito feliz!

As aulas começaram no dia 16.07.2016 e fui bombardeada com muitas informações. O método de estudo é semelhante ao da Universo, mas a quantidade de matéria é absurdamente mais extensa. Para cada matéria temos duas apostilas enormes de quase trezentas páginas, e muitos textos de apoio. Não temos muitas aulas em vídeos, apenas algumas matérias os disponibilizam, e existem as tutorias presenciais que ocorrem no Pólo, sendo que o meu fica em Nova Iguaçu porque era o local mais próximo de Niterói (que abriu vaga), então será muito difícil ir nas tutorias presenciais.

Eu já tranquei a matrícula na Universo e já pedi meu histórico escolar com a ementa das disciplinas para pedir dispensa das matérias que já cursei, pois serão disciplinas cursadas no 4º e 5º períodos. Como s]ao disciplinas mais voltadas para Educação, não vejo problema em aproveitar o que aprendi na outra faculdade e “perder” a oportunidade de estudar de novo.

Neste primeiro período temos apenas quatro matérias e não podemos “puxar” outras. No início eu não gostei muito da ideia mas agora vejo o quanto isso é importante pois o volume de matérias na UFF é absurdo, e tem um ritmo muito diferente, sendo necessário começar devagar para acostumar.

Primeiro período de Letras da UFF 2016.2.

  • Bases da cultura ocidental (BCO)
  • Português 1
  • Linguística 1
  • Informática

Para informática temos 10 aulas presenciais, devendo comparecer a pelo menos 50% delas, que são obrigatórias. Mas podemos fazer um teste de proficiência para pedir dispensa das aulas, e eu logo agendarei o meu. É uma matéria que serve, basicamente, para ensinar a mexer no sistema.

Em BCO veremos toda a cultura Greco-Romana e Judaico-Cristã, o que significa que vou passar pelas obras de Homero e Virgílio, e estudarei bastante sobre a Idade Média. Como não amar? Já estou apaixonada!

Por conta dessa reviravolta na minha vida, precisei mexer nos meus projetos literários. Atualmente estou lendo A Montanha Mágica, do Thomas Mann e A Viagem, da Virgínia Woolf, mas vou desacelerar o ritmo para focar mais nas leituras da faculdade porque separei alguns livros da bibliografia básica do curso e outros da minha escolha para servirem de apoio aos meus estudos.

Livros de apoio da bibliografia do curso:

ilíada
Ilíada, de Homero, história estudada em BCO.
odisseia
Odisseia, de Homero. História estudada em BCO.
eneida
Eneida, de Virgílio. História estudada em BCO.
Como_a_Igreja_Ca_4b8d5201b1932
Livro indicado na bibliografia básica de BCO.
o outono da idade média
Livro que comprei e não vejo melhor oportunidade para começar a ler.
gramatica
Gramática indicada na bibliografia básica de Português 1.
textos-basicos-de-linguagem---de-platao-a-foucault
Livro indicado na Bibliografia básica de Linguística.
saussure
Livro indicado na bibliografia básica de Linguística 1.

Ainda falta organizar essas leituras e conjugá-las com o planejamento de estudo semanal pois eu realmente quero dar tudo de mim nesse curso porque foi uma escolha pessoal, feita com muita paixão. Em outros posts falarei mais sobre métodos de estudos e como tem sido minha adaptação nessa nova realidade numa Universidade Federal.

Quem tiver alguma dúvida e quiser perguntar algo sobre o consórcio CEDERJ, fique à vontade.

Até mais, pessoal.

 

O diário de Anne Frank

6554336_1GGO diário de Anne Frank é considerado, por muitos, um dos maiores livros de não ficção do mundo. O livro é um diário editado que a Anne começou a escrever com 13 anos de idade, quando ganhou o diário de presente de aniversário em 12.06.1942. Ela estava escrevendo para si mesma e não tinha grandes preocupações, a não ser desabafar e registrar seu cotidiano. Contudo, em 29.03.1944, ela ouviu na rádio que uma pessoa do governo holandês vai coletar os escritos e memórias das pessoas que viveram na época da guerra.

Autor(a) Anne Frank
Título O Diário de Anne Frank
ISBN 8577990001
Páginas 378
Mais Informações Edição de Bolso
Edição
Tipo de capa Brochura
Editora BestBolso
Ano 2007

Assim, Anne, que tinha o sonho de ser uma grande jornalista ou escritora de sucesso, começa a reler o diário e fazer alguns cortes e edições. Então ela mesma fez algumas edições, mas mesmo assim o diário é interessante porque não apenas conta a vida de uma adolescente judia da época da guerra, mas também nos mostra detalhes de tudo o que os judeus sofreram e do que não podiam fazer, como, por exemplo, andar de bicicleta.

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manuscritos do diário

Versão A: primeiro diário sem cortes, foi publicado em 1989 como The Diary of Anne Frank: The Critical Edition.

A Versão B é a versão editada pela própria Anne.

A Versão C é o diário editado pelo pai da Anne, Otto Frank, que faz alguns cortes no que diz a sexualidade da Anne e do relacionamento difícil com a mãe. Otto Frank selecionou material da versão A e da versão B e os organizou numa versão mais concisa, o que conhecemos hoje como O diário de Anne Frank.

É importante ressaltar que a autenticidade do diário foi atestada pelo Instituto Nacional de Guerra da Holanda, que examinou manuscritos e fez a perícia grafotécnica da caligrafia da Anne.

A versão integral de Mirjam Pressler foi aprovada pela Fundação Anne Frank e contém 30% a mais de material para dar ao leitor uma melhor impressão dobre o mundo de Anne Frank.

Na introdução do livro que eu li, traz o texto original, os cortes e o crivo do pai. Todas as versões, na verdade, passaram pelo pai, então todas foram editadas.

É um diário de verdade, escrito por uma menina judia de origem alemã, que fugiu com sua família, pai, mãe e irmã, para a Holanda quando Hitler baixou varias leis antissemitas.

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Da esquerda para a direita: Edith (mãe), Margot (irmã), Anne e Otto (pai).

 

Infelizmente a perseguição chegou, também, à Holanda, então a família se escondeu num lugar que alguns chamam de sótão, com alguns amigos (na versão B ela mudou o nome das pessoas para preservá-las).

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Os oito ocupantes do anexo e seus benfeitores

Eles se esconderam num anexo abandonado de um prédio comercial durante dois anos com ajuda de algumas pessoas que trabalhavam nesse prédio. A entrada pro anexo era escondida por uma estante.

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Fachada do prédio onde ficava o esconderijo

Essas pessoas que ajudaram também se arriscaram porque era crime esconder os judeus.

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Passagem coberta por uma estante, que dava para o anexo secreto

Foram dois anos sussurrando para ninguém os ouvir, sem quase ver a luz do sol e sem por os pés na rua. E foi durante esses dois anos que a Anne Frank manteve esse diário.

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Anne Frank

 

Minhas impressões

No começo eu achei um livro bobo, e a Anne chega a dar a impressão de que é prepotente, que se acha. Com o passar das páginas a Anne vai nos conquistando e passamos a torcer muito por ela.

A Anne era uma adolescente com todos os problemas da adolescência e, ainda, com o problema de estar se escondendo da guerra. Então ela variava de humor, tinha crises com as pessoas, sofria medos, pesadelos, esperança, paixões, e às vezes era muito contraditória, o que fica muito marcante nos textos. Então, no início do diário ela é uma, e com o passar do tempo percebemos as mudanças da Anne, que atinge grau elevado de maturidade.

O que mais me chamou a atenção foi o fato de que ela tinha muita esperança de sair do sótão e voltar a viver normalmente. Na verdade ela não tinha esperança, ela tinha certeza absoluta que isso ia acontecer, e chegava a fazer muitos planos. Ela atingiu tanta maturidade e tinha tanto otimismo que isso é o ponto central e mais marcante de toda a sua trajetória. Acredito que esse livro desperte sensações diferentes em cada pessoa, principalmente quanto a faixa etária, pois as impressões que os adolescentes terão não serão as mesmas que um jovem ou que uma pessoa mais madura, como eu, terá.

Esse foi o primeiro livro que li neste ano e posso afirmar, com absoluta certeza, que inaugurei meu ano literário com o pé direito.

Se você já leu esse livro, deixe suas impressões nos comentários! Vou adorar saber o que você achou. E se você ainda não leu, me diga se esse post te despertou a curiosidade, assim você me ajuda a selecionar melhor a minha linguagem para as resenhas.

Até a próxima postagem!