Cenas Londrinas, Virgínia Woolf.

  • Capa comum: 96 páginas
  • Editora: José Olympio (8 de maio de 2017)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8503013126
  • ISBN-13: 978-8503013123
  • Dimensões do produto: 21 x 14 x 0,5 cm
  • Peso do produto: 141 g

Um retrato da década de 1930 em Londres — e uma aula sobre como explorar a consciência da modernidade.
Cenas londrinas compila seis crônicas nas quais Virginia Woolf confirma sua paixão por sua cidade natal. Virginia faz um retrato da década de 1930 ao observar o encanto da moderna Londres. Ao se deslocar para a perspectiva tanto de grandes homens quanto de cidadãos comuns, a autora oferece uma visão original, clara e atraente do movimento orgânico das ruas.
Inicialmente publicado com cinco narrativas – produzidas entre 1931 e 1932 –, a este volume se soma a crônica descoberta na biblioteca da Universidade de Sussex, em 2005. É como se Virginia estivesse conduzindo o leitor por um passeio, começa nas docas de Londres, depois migra para o tumultuado comércio ambulante da Oxford Street, prossegue com um curioso giro por endereços de grandes homens – em busca de escritores ilustres. Há a contemplação das catedrais de St. Paul e de Westminster, e a visita à casa de Keats, em Hampstead. Por fim, o olhar se fixa na figura típica da mulher de classe média inglesa, para Ivo Barroso, “a visão de um microcosmo representativo de toda uma nacionalidade”.

 

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Nesta coletânea de crônicas da escritora inglesa Virgínia Woolf temos  seis crônicas escritas entre os anos de 1931 e 1932, sendo que a última só foi descoberta posteriormente e  acrescentada em 2005.

Nestas crônicas fazemos um verdadeiro passeio guiado por Londres, no qual a escritora nos fala sobre o comércio, sobre a arquitetura, as paisagens, dos artistas e suas artes, da política, da religião, da vida cotidiana dos moradores daquela cidade de modo geral.

Seja passeando pelo porto, pelas casas dos “ricos”, ou por igrejas, Virgínia pontua sobre o presente com um toque de nostalgia, apontando a vida moderna como reflexo da evolução da cidade.

Apesar de ser um livro curtinho, ele nos traz um panorama completo sobre a vida em Londres, não apenas do ponto de vista do observador, mas dos nativos daquela cidade, pois com sua narrativa ela deixa transbordar a essência londrina que carrega em suas veias.

Um leitura rápida, prazerosa e muito rica, que com certeza nos levará a conhecer um pouco da cultura londrina com o plus de desfrutar de uma excelente escrita.

PREÇO ACESSÍVEL 5/5
A HISTÓRIA PRENDE O LEITOR 4/5
CULTURA DE MUNDO PROPORCIONADA 5/5
A LINGUAGEM É DE FÁCIL ENTENDIMENTO 5/5

 

 

O diário do diabo, Robert K. Wittman e David Kinney.

  • Capa comum: 462 páginas
  • Editora: Record (10 de março de 2017)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8501087203
  • ISBN-13: 978-8501087201
  • Dimensões do produto: 22,6 x 15,2 x 3 cm
  • Peso do produto: 540 g

Alfred Rosenberg foi uma figura importante no círculo íntimo de Adolf Hitler: sua obra sobre a filosofia racista se tornou um best-seller nacional e um dos pilares da ideologia nazista. Declarado culpado e executado durante os julgamentos de Nuremberg, Rosenberg mantinha um diário, peça-chave para desvendar a mente por trás de tantos crimes, que desapareceu de forma misteriosa e percorreu o mundo até ser encontrado, depois de uma busca de dez anos, pelo agente do FBI Robert K. Wittman.
Com base nos registros de Rosenberg sobre sua participação no confisco de obras de arte e na brutal ocupação da União Soviética, suas conversas com Hitler, sua eterna rivalidade com Göring, Goebbels e Himmler, O diário do diabo revela as engrenagens do regime nazista – e a mente do homem cuja visão extremista deu origem à “Solução Final”.

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O diário do diabo é um livro que traz trechos do diário escrito durante muitos anos por Alfred Rosemberg, que foi um dos mais importantes ideologistas do nazismo e também cofundador do partido nazista. Esse foi encontrado no final da segunda guerra mundial  mas se perdeu em 1949, ficando sumido durante algumas décadas, até que Robert Wittman conseguiu encontrá-lo, com sua experiência em recuperação de artefatos históricos, bem como consultor do FBI, e, assim, teve uma pista do diário em 2001, levando-o ao documento uma década depois.

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Alfred Rosemberg foi o principal consultor de Hitler e quem fomentou o antissemitismo com ideias sobre a tal “conspiração judaica mundial por trás da Revolução Russa”, o que, inclusive, culminou na invasão dos alemães na Rússia em 1941.

Rosemberg escreveu “O mito do século XX”, um livro que vendeu mais de um milhão de cópias e foi a “bíblia” do nazismo, junto com Mein Kampf, Do Hitler, apesar da crítica especializada da época o julgar confuso e pouco objetivo porque juntava um conjunto de falsas crenças não comprovadas de antigos filósofos e teóricos, com suas próprias crenças políticas. Ou seja, Rosemberg criava e recriava teorias fundamentadas em falsas premissas para balizar suas crenças conspiratórias.

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Eu tive altas expectativas com o livro, que não foram atendidas. Acreditei que encontraria o diário na íntegra, e isso não aconteceu. O que temos é um relato minucioso sobre as buscas ao diário, o que é uma parte muito interessante do livro, com relatos esparsos e confusos sobre toda a trajetória do nazismo, num zigue-zague pouco produtivo que mais confunde do que ajuda o leitor. O diário, na verdade, é utilizado no livro como fonte para a narrativa dos fatos, para comprovação da ideologia nazista e como norteador dos acontecimentos.

Portanto, para quem busca uma leitura completa do diário de Rosemberg, essa não é uma leitura recomendada, mas para quem busca entender a ideologia nazista e como o partido foi criado, eis aqui um material interessante.

Minha avaliação pessoal do livro:

A HISTÓRIA PRENDE O LEITOR      3/5

A LINGUAGEM É DE FÁCIL ENTENDIMENTO 5/5
PREÇO ACESSÍVEL 4/5
CULTURA DE MUNDO PROPORCIONADA 5/5

Terceiro período de Letras da UFF – EAD/CEDERJ

Esse semestre eu vou estudar matérias do terceiro, quarto e quinto período, mas deixarei uma do terceiro período de fora: Literatura Brasileira 2, pois a prova desta disciplina coincide com a de Literatura Portuguesa 2 e estou dando preferência para esta última por conta do meu ingresso no PIBIC.

Terminei o semestre passado me prometendo que só pegaria quatro matérias porque fiquei exausta cursando sete no período passado, mas, quando abriu a inscrição, não resisti…e estou com seis matérias para esse semestre.

A grade ficou assim:

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Vejamos as ementas das disciplinas.

Português III – sintaxe do texto (3º período)

carga horária: 60 h.

Classes de palavras e sintagmas: funções sintáticas, semânticas e discursivas. Períodos compostos e/ou complexos. Sintaxe e recursos de expressão. Exercícios de reescritura de textos, leitura e atividades de produção textual. Aplicação do estudo da sintaxe ao ensino fundamental e médio.

Linguística III – estudos do texto e do discurso (3º período)

carga horária: 60 h.

Análise do discurso: pressupostos teóricos e procedimentos metodológicos. Sujeito, história e ideologia. Dentidades sociais e relações interpessoais, organização discursiva e condições de produção. Abordagem semiótica para a análise de textos. A noção de texto. Níveis de leitura de um texto. Coesão e coerência. Intertextualidade e interdiscursividade. Contribuição das teorias do discurso e do texto para o ensino de língua materna.

Teoria da literatura II (3º período)

carga horária: 60 h.

As disciplinas do campo dos estudos literários: retórica, poética, história da literatura, crítica literária. Especificidade da teoria da literatura entre as disciplinas do campo dos estudos literários. Correntes da teoria da literatura. Relações da teoria da literatura com outras áreas do saber. Teoria da literatura e ensino de literatura.

Literatura brasileira III – o regional e o universal (4º período)

carga horária: 60 h.

– a convenção retórica e o contexto histórico-social na caracterização da poesia neoclássica do século XVIII – a invenção da identidade nacional brasileira no século XIX: o nacionalismo pitoresco e o nacionalismo crítico.

– as relações de influência e trocas culturais entre a literatura brasileira e a européia no movimento modernista.

– o regionalismo transnacional de Guimarães Rosa no contexto latinoamericano.

Literatura portuguesa II – amor, existência, escrita (5º período)

carga horária: 60 h

Apresentação da literatura portuguesa, com foco no estudo da produção lírica, através de três eixos temáticos – subjetividade, amor e existência – com vistas a problematizar as questões do lirismo; alteridade, erotismo, temporalidade, finitude e transcendência; corpus mínimo: trovadorismo, Luis de Camões (lírica), Bocage, Almeida Garrett, Antero de Quental, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Florbela Espanca e Jorge de Sena. Algumas notícias sobre a produção lírica mais contemporânea. Práticas educativas: aplicação ao ensino e à pesquisa.

Crítica textual (5º período)

carga horária: 60 h.

Introdução à crítica textual com ênfase na crítica textual de autores modernos como Eça de Queirós e Machado de Assis. Problemas relacionados com a flutuação terminológica da área: filologia, ecdótica, textologia. Conceitos e metodologias. Distinção entre crítica textual antiga e crítica textual moderna. A influência da crítica genética.

 Como vocês podem ver, a carga de leitura será absurda, por isso deixarei de lado outros projetos de leitura que me auto desafiei e passarei ao plano inicial do blog, que é apresentar aos leitores as leituras da faculdade de Letras da UFF.

Então, a partir de agora vocês só verão por aqui e no Instagram as leituras da minha faculdade e das parcerias que ainda mantenho, e todas serão devidamente sinalizadas. No menu superior vocês encontram a barra Facudade EAD, onde está tudo o que é relacionado à minha faculdade, inclusive as leituras,  e na barra Resenhas vocês encontram leituras diversas.

Então é isso, agora vou estudar porque o que não falta é coisa pra ler!

Até mais.

A Senhora de Wildfell Hall, Anne Brontë.

  • Capa comum: 504 páginas
  • Editora: Record (8 de maio de 2017)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8501080691
  • ISBN-13: 978-8501080691
  • Dimensões do produto: 22,6 x 15,2 x 2,8 cm
  • Peso do produto: 640 g

Filha mais nova da família Brontë, Anne era irmã de Emily Brontë, autora de O morro dos ventos uivantes, e de Charlotte Brontë, autora de Jane Eyre — livros clássicos e reeditados até hoje. Anne Brontë (1820-1849) desafia as convenções sociais do século XIX neste romance, A senhora de Wildfell Hall. A protagonista da obra quebra os paradigmas de seu tempo como uma mulher forte e independente, que passa a comandar a própria vida. Ao chegar à propriedade de Wildfell Hall, a Sra. Helen Graham gera especulação e comentários por parte dos vizinhos. O jovem fazendeiro Gilbert Markham, por sua vez, desperta um grande interesse pela moça e, aos poucos, vai criando uma amizade com ela e com seu filho. Porém, os segredos do passado da suposta viúva e seu comportamento arredio impedem que o sentimento nutrido pelos dois se concretize, fazendo com que Gilbert tenha dúvidas sobre a conduta da moça. Quando a Sra. Graham permite que ele leia seu diário a fim de esclarecer os fantasmas do passado, o rapaz compreende os tormentos enfrentados por aquela mulher e as razões de suas atitudes. Ela narra sua história até então, desde a relação com um marido alcoólatra e de conduta abominável até a decisão de abandonar tudo em nome da proteção do filho.

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A senhora de Wildfell Hall é um romance epistolar escrito por Anne Brontë sob o pseudônimo de Acton Bell, publicado em 1848. O romance recebeu duras críticas por conta da descrição de suas personagens femininas, sempre mulheres com opiniões fortes e atitudes muito progressistas para a época. É considerado o primeiro romance feminista.

“Meu propósito ao escrever as páginas seguintes não foi apenas divertir o leitor; tampouco satisfazer meu próprio gosto ou ganhar as boas graças da imprensa ou do público: meu desejo era relatar a verdade, pois a verdade sempre comunica sua própria moral para quem é capaz de absorvê-la. Mas, como esse tesouro precioso com frequência se esconde no fundo de um poço, é preciso coragem para mergulhar em busca dele, principalmente porque é provável que quem o fizer vá despertar mais desdém e desaprovação pela lama e água onde ousou se misturar do que gratidão pela joia que obteve; pe possível comparar isso com a situação de uma mulher que se prontifica a limpar os aposentos de um homem solteiro e descuidado, ouvindo mais reclamações pela poeira que levantou do que elogios pela limpeza que fez.”.

Houve bastante especulação, na época, sobre a autoria do romance, ao que respondeu Anne:

“Irei interpretar essa dedução como um elogio à boa delineação de meus personagens femininos; e, embora não possa deixar de atribuir boa parte da severidade de meus censores a essa suspeita, não farei esforços para refutá-la, pois, para mim, se o livro é bom, o sexo de seu autor não é significativo.”

Mas vamos à história.

Gilbert Markham é um jovem apaixonado que escreve cartas ao amigo Halford, contando a história de Helen Graham, uma mulher misteriosa que se muda para a mansão abandonada Wildfell Hall com seu filho Arthur e sua criada Rachel, vivendo reclusa e despertando curiosidade na vizinhança por conta de suas fortes opiniões e todo mistério que a cerca. Todos acreditam que Helen é uma viúva solitária, mas sua forte amizade com Lawrence causa um falatório na comunidade, que a julga vulgar para os padrões da época. Gilbert insiste em cortejar a jovem, que se esquiva de suas intenções e resolve lhe contar sua história, entregando-lhe seu diário que contém relatos sobre o relacionamento abusivo que sofreu por seu marido, o odiável Arthur Huntingdon .

Desta forma, temos duas vozes no romance: a de Gilbert, que escreve cartas a Halford confessando seus sentimentos e contando a história de Helen sob seu ponto de vista, e a voz de Helen por meio de seu diário que começou a ser escrito cinco anos antes.

Gostei muito da forma como as personagens femininas são retratadas, mas confesso que não consegui sentir empatia por Helen. Não estou dizendo que ela mereceu os abusos que sofreu, longe disto, mas a personagem é irritantemente enfadonha, uma fanática religiosa rabugenta que não causa grande empatia no leitor. Gilbert, por sua vez, é inocente e muito bondoso, mas seu orgulho e covardia chegam a irritar. Contudo, são dois personagens perfeitamente verossímeis, e aí está a perspicácia da autora, em trazer um retrato tão fiel da sociedade da época que se comunica facilmente com nossos dias atuais.

O que mais mexeu comigo, sem dúvida, foi o relato minucioso sobre a personalidade de Arthur Huntingdon, um narcisista perverso que, após conquistar o coração de Helen e levá-la ao altar, passa a maltratá-la, desprezá-la e torturá-la com seus vícios e sua crueldade, levando-a à depressão e ao desespero, ao ponto de fugir com seu filho para protegê-lo dos abusos do pai. É, sem dúvida, uma figura detestável que merecia um destino muito pior ao que Anne lhe deu.

A história é muito interessante sob o ponto de vista dos relatos sobre a vida cotidiana, das relações íntimas e familiares, o que nos prende facilmente, mas aconselho a não ler com pressa porque é riquíssima em detalhes e merece um verdadeiro mergulho e toda a atenção do leitor.

Pegue um chá, sente-se confortavelmente e aprecia a vista. Boa viagem!

Laranja Mecânica, Anthony Burgess

  • Formato: eBook Kindle
  • Tamanho do arquivo: 1639 KB
  • Número de páginas: 226 páginas
  • Editora: Editora Aleph (16 de setembro de 2015)
  • Vendido por: Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda
  • Idioma: Português
  • ASIN: B015EE5D6M

Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge grandes proporções e provoca uma resposta igualmente agressiva de um governo totalitário. Ao lado de 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, Laranja Mecânica é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século 20. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, o livro é uma obra marcante que atravessou décadas e se mantém atual.

Alex, Pete, Georgie e Tosko são quatro nadsats druguis ociosos que compõem uma shaika que gosta de sair a noite para dratar com ultraviolência. Eles invadem domi, estupram devotchka, batem em ded, krastam denji, usam drencrom e pitam seu moloko  como se fosse nada demais. Alex é o mais violento e também o líder nada querido por seus druguis. Certa noite, eles invadem uma domi e Alex ubivata uma estica, sendo traído por seus druguis, que o deixam ser pego pela miliquinha. Alex é, então, um pleni, e se habilita para ser cobaia de uma novo método de recuperação de prestupnik chamado Ludovico, que consta em receber medicação e ser obrigado a smotar vídeos de ultraviolência, tendo suas pálpebras pregadas de forma que não consiga sequer pikpiscar seu glazi ou mover sua mosga. Um método por associação em que toda vez que Alex sente vontade de delinquir, sente-se imediatamente bolnói, o que o impede de agir voluntariamente e o faz passar por situações que colocam sua vida em risco. 💊

Dizer que eu gostei do livro seria muito pouco perto da experiência de leitura  indescritível que eu tive. Já havia assistido ao filme, mas o livro te leva a outro nível. 💊

E se você não poneou muito bem o que escrevi é porque precisa realmente passar por essa experiência. Leia o prefácio com as notas do tradutor e vença a curiosidade de ler pelo Glossário Nadsat que acompanha a obra porque o autor espera que você mergulhe nessa leitura e sinta toda a complexidade e estranhamento ao se deparar com as reflexões quase ininteligíveis do universo adolescente de Alex. 💊

Então,  o que é que vai ser, hein? 💊

Boa viagem!

A cor púrpura, Alice Walker.

Para comprar o livro, clique aqui.

  • Formato: eBook Kindle
  • Tamanho do arquivo: 1408 KB
  • Número de páginas: 282 páginas
  • Editora: José Olympio (7 de março de 2016)
  • Vendido por: Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda
  • Idioma: Português
  • ASIN: B01CO0F8VY

Sinopse da Editora

*O livro teve uma adaptação para o cinema, filme dirigido por Steven Spielberg, com Whoopi Goldberg, Oprah Winfrey e Danny Glover no elenco.

Um dos mais importantes títulos de toda a história da literatura, inspiração para a aclamada obra cinematográfica homônima dirigida por Steven Spielberg, o romance A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra do sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido.
Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra extremamente atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gênero, etnia e classes sociais.

Mas eu num sei como brigar. Tudo queu sei fazer é cuntinuar viva.
A história se passa entre os anos de 1900 e 1940 nos EUA, o que não é claramente apontado no texto, porque é contada através de cartas que inicialmente Celie escreve para Deus. Ela é uma mulher pobre, negra, explorada e abusada, solitária e semi analfabeta que não tem com quem se abrir. Portanto, as cartas são curtinhas e em linguagem “caipira” de uma mulher negra que vive todas as dores do preconceito racial, do machismo e da misoginia. E Celie parece que nasceu no corpo errado, na cidade errada, no país errado, na família errada. Ou seja, tudo está invertido na vida dessa pobre mulher negra submissa e muito sofrida.
E se você pergunta por que você é preto ou é um homem ou uma mulher ou uma moita isso num quer dizer nada se você num pergunta por que é que você tá aqui, pronto.
Celie foi abusada sexualmente por seu pai e, aos quatorze anos, teve dois filhos desse abuso e que foram separados dela ainda bebês. Ela também ficou estéril por conta disso e foi praticamente vendida pelo seu pai a um homem muito mais velho que ela e que a espancava, abusava e explorava fisicamente em trabalhos exaustivos, e se viu separada da única pessoa que amava e com quem poderia, contar, sua irmã Nettie, que viaja para a África como missionária na esperança de uma vida melhor.
Quanto mais eu adimiro as coisa, ele falou, mais eu amo.
E as pessoas, eu aposto, começam a amar você de volta, eu falei.
A vida de Celie começa a mudar quando seu marido leva a amante para dentro de casa, para se recuperar de uma doença. Inicialmente, Shug Avery, uma cantora de blues bonita, cobiçada, independente e muito bem resolvida com sua sexualidade, despreza Celie e também se aproveita de sua fragilidade, mas ao ver o quanto ela é dedicada e boa para com qualquer pessoa que cruze seu caminho, mesmo que essa pessoa seja a amante de seu marido, ela inicia uma verdadeira revolução na vida de Celie, mostrando a ela seu valor como pessoa, pois Celie até então havia sido tratada pior que um animal.
Mas no fundo do meu coração eu me importava com Deus. O que ele ia pensar. E acabei discrobrindo que ele num pensa. Só fica sentado lá na glória de ser Deus, eu acho, Mas num é fácil tentar fazer as coisa sem Deus. Mesmo se você sabe que ele num tá lá, tentar fazer sem ele é duro.
O livro tem um ritmo gostoso, no qual podemos acompanhar a evolução, aprendizado e inúmeras descobertas da Celie e, apesar de ser um romance de correspondência, traz muitas subtramas com desfechos emocionantes e que não cansam o leitor.
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Alice Malsenior Walker é uma escritora estado-unidense e ativista feminista.