5 dicas para começar a ler (e aprender) Poesia.

Quem me acompanha no Instagram sabe que comecei minha iniciação científica em poesia portuguesa moderna e contemporânea neste semestre. Assisto aulas que são ministradas pela minha orientadora no mestrado e doutorado e tenho aprendido muito nesses encontros semanais. Acho que estou no melhor momento da minha graduação, pois  é uma fase de grandes descobertas e, apesar da enorme carga de leitura teórica, conhecer poesia está me tornando uma leitora mais atenta e criteriosa.

Por causa dos meus posts diários sob a hashtag #umpoemapordia no IG, muitos estão tendo acesso ao meu exercício diário, que aprendi com uma colega de classe muito querida (muito obrigada por tudo, Carol). A técnica consiste em ler ao menos um poema todos os dias para ajudar na assimilação da linguagem poética. Por causa desses posts a minha caixinha de mensagens está lotada com perguntas e apontamentos sobre poesia. A maioria das pessoas acha bonito mas não lê porque pensa que não entende, e encara poesia como algo difícil e restrito às rodinhas de intelectuais. Isso é uma grande bobagem! A poesia é de todos e para todos, e está em tudo, ao alcance de qualquer pessoa. Precisamos acabar com esses mitos e incluir mais pessoas nessa verdadeira forma de expressão da alma.

Eu não sou especialista (ainda) e entendo muito pouco (ainda), mas vou compartilhar aqui algumas dicas que podem ajudar bastante a quem tem vontade de começar a ler poesia mas tem “medo”, acha difícil e pensa que não é capaz de compreender. Portante, nenhuma dessas dicas é embasada cientificamente, estou apenas compartilhando a minha experiência, ok? Vamos lá!

1- Leia poesia todos os dias

Sim, é importante para treinar o cérebro a acostumar com a linguagem poética. Nós nos acostumamos com a prosa, e ler poesia é sair um pouco da zona de conforto. Muitos poemas são construídos por metáforas, que são mais facilmente identificadas quando estamos acostumados a elas. Ler todos os dias é treinar seu cérebro, e isso ajuda a mudar a nossa percepção sobre os poemas.

2- Dedique-se a um poema por vez

Pegue um poema, qualquer um, de preferência curtinho, e reflita sobre ele. Leia pela manhã, ao acordar, e “rumine” esse poema até quase decorá-lo (se decorar, melhor, mas não leia com essa intenção pois pode tirar o foco, que é apreender o significado e não  a forma). Depois de eleger um poema pra chamar de seu, fique uns dois ou três dias sem pensar nele, leia outros poemas e depois retorne a ele. Anote o que você encontrou de diferente que não tinha percebido antes.   Você verá que um mesmo poema pode significar muitas coisas diferentes, dependendo da situação pela qual você esteja passando.

3- Comece por autores conhecidos

Fernando Pessoa, Drummond, Cecília Meirelles, Manuel Bandeira, são muitos poetas consagrados que podem auxiliá-lo nessa nova estrada. Comece pelos famosos e depois aventure-se por outros caminhos. Tente conhecer um grande poeta de cada país, leia um curto resumo de sua biografia para entender o momento em que seus versos foram escritos. Você notará que muitos versos viraram músicas conhecidas do grande público. É surpreendente descobrir aonde a poesia é capaz de viajar!

4- Leia o poema em voz alta

Você vai sentir e compreender o poema pela entonação, e terá percepções diversas daquelas que você sentiu na primeira leitura silenciosa. Não tenha vergonha! Leia em voz alta e escute a sua própria voz, escute o que você sente ao ler um poema.

5- Escute declamações

Muitos poetas deixaram material audiovisual das leituras de seus próprios versos que são facilmente encontrados através de mecanismos de busca online. Não é fundamental para entender o poema, mas é uma experiência ímpar ouvir o poema de quem o escreveu e escutar a sua interpretação. Procure no Youtube, lá tem bastante material sobre isso.

E aí? Gostou das dicas? Responda nos comentários se esse post foi útil e, caso ponha as dicas em práticas, me diga se funcionou.

Beijão, e até breve!

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A casa das belas adormecidas, Yasunari Kawabata.

A casa das belas adormecidas
Autor: Yasunari Kawabata
Editora: várias (ePubr)
Ano: 1961
Sinopse:
Imbuída de um erotismo inusitado, esta obra, escrita em 1961, demonstra a maturidade estilística do autor, que se utiliza sua virtuose descritiva para contar a história de Eguchi, um senhor de 67 anos que frequenta a ‘casa das belas adormecidas’, uma espécie de bordel onde moças encontram-se em sono profundo, sob efeito de narcóticos. Apesar da idade avançada, o protagonista parte em busca dos prazeres perdidos e se depara com moças virgens, que os visitantes podem tocar, mas são proibidos de corromper. Daí derivam passagens antológicas de rememorações pessoais e fantasia. Kawabata procura desvendar o enigmático universo do corpo feminino em um culto ao belo e ao inalcançável, investigando as dores da solidão a partir da sutileza de um erotismo expressivo, constantemente atravessado por passagens de fina ironia e perturbadora consciência da passagem do tempo, do vazio existencial que permeia as relações humanas.
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Sabe um livro difícil de digerir? Então.

Peguei esse livro para a categoria um livro de um autor japonês do #desafiolivrada2017 e foi uma experiência um pouco angustiante.

A história é a seguinte: um senhor de idade procura uma casa que oferece companhia de jovens virgens para dormir. Mas dormir mesmo, nada de sexo. Mas as companhias são moças bem jovens, e elas estão nuas. E desmaiadas. E quando digo desmaiadas, na verdade quero dizer desacordadas, quase mortas: drogadas. Não veem nada e não sabem de nada do que está acontecendo ao redor. É assustador!

E nesse ambiente físico, que me pareceu frio de modo a favorecer o sentimento de solidão, ele passa algumas noites, cada noite na companhia de uma mocinha nua diferente, que ele não sabe o nome, a idade, nada. É “apenas” a companhia de um corpo feminino nu e indefeso, que ele sabe apenas que respira e dorme. E ao lado delas, ele reflete sobre sua vida, sobre seu vazio existencial, seus questionamentos e medos de homem idoso, e nos conta algumas poucas histórias de sua juventude. Dessa forma, sabemos muito pouco sobre o homem, e nada sabemos sobre as meninas, apenas que dormem indefesas.

Esse livro inspirou Gabriel Garcia Marquez a escrever “Memórias das minhas putas tristes” e é um clássico da literatura mundial. Mas eu não recomendo para todo mundo porque pode servir de gatilho emocional para pessoas mais sensíveis ao tema. Foi um livro que incomodou e fez-me refletir sobre diversos assuntos como violência sexual e emocional, velhice, solidão, suicídio, homicídio, existencialismo, empatia, morte, e muito mais.

Não é uma história dinâmica, mas um livro lento, que faz-nos refletir junto com o personagem. Apesar disso, é um livro curtinho e nada cansativo, então não precisa ter medo porque não é nada entediante. Para mim foi uma experiência enriquecedora e constatei, mais uma vez, que  autores japoneses são geniais.

David Copperfield, Charles Dickens.

  • Capa dura: 1312 páginas
  • Editora: Cosac & Naify (13 de outubro de 2014)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8540507862
  • ISBN-13: 978-8540507869
  • Dimensões do produto: 17,6 x 12,8 x 7 cm
  • Peso do produto: 1 Kg

Sinopse

Um dos pilares da literatura ocidental moderna, Charles Dickens é até hoje fonte de inspiração para muitos escritores. Seu gênio foi admirado por Tolstói, Marx, Joyce, Kafka, Henry James, Nabokov, Orwell, Cortázar, entre muitos outros.
Semi-autobiográfico, David Copperfield foi publicado em forma de folhetim entre 1849 e 1850. O autor afirma, no prefácio ao livro, que, entre os inúmeros romances que publicou, este era seu “filho predileto”. A edição inclui textos críticos de Jerome H. Buckley, Sandra Guardini Vasconcelos e Virginia Woolf. Tradução de José Rubens Siqueira.

Primeiro livro do projeto #12calhamacos2017 já foi! E que “livrão”, minha gente! Nos dois sentidos! 😄

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David Copperfield é uma semi-autobiografia do Dickens publicada em 1849/50. Conta a história de um órfão que perde seu pai seis meses antes de seu nascimento e, mais tarde, sua mãe casa com um homem muito duro e amargo, que prejudicará muito a vida de David e seu relacionamento com sua mãe. David, então, aprende desde muito cedo os horrores da solidão e da maldade humana, e enfrenta inúmeras dificuldades sem deixar que nada retire de sua essência sua doçura e inocência, que é tanta que a gente sente agonia por ele ser tão bonzinho e confiar em todo mundo que se apresenta como amigo.

O livro é narrado em primeira pessoa e traz vários personagens, cada qual com seus dramas, personalidade, histórias muito bem delineadas e que receberão um desfecho final muito bem amarradinho, contribuindo para o fim harmônico da história do narrador. A narrativa conta a história de David desde seu nascimento até a vida adulta, e passeamos pela Inglaterra do Séc XIX com todos os problemas e dificuldades enfrentados por ele naquela sociedade. O amadurecimento do personagem é tão nítido e tão bem feito que podemos nos sentir verdadeiros expectadores de sua vida. Senti pena, raiva, amor, alegria, tantos sentimentos que sequer consigo expressar. É uma grande viagem e vale a pena degustar sem pressa, deixando a história crescer junto com seu narrador, vivenciando com ele todos os seus dramas pessoais e de seus amigos.

Eu já estou com saudades de todos!

Leitura mais que recomendada, obrigatória para todos os amantes de um bom clássico

Sono, Haruki Murakami.

Detalhes do produto

  • Capa dura: 120 páginas
  • Editora: Alfaguara; Edição: 1ª (11 de março de 2015)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8579623758
  • ISBN-13: 978-8579623752
  • Dimensões do produto: 21,2 x 14 x 1,4 cm
  • Peso do produto: 358 g

Sinopse:

“É o décimo sétimo dia que não consigo dormir.” Ela era uma mulher com uma vida normal. Tinha um marido normal. Um filho normal. Ela até podia detectar algumas fissuras nessa vida aparentemente perfeita, mas nunca chegou a pensar seriamente nelas. Até o dia em que deixou de dormir. Então, o mundo se revelou. Um mundo duplo de sombras e silêncio; um mundo onde nada é o que parece. E onde ela não pode mais fechar os olhos. Sono é um conto de Murakami inédito no Brasil, com ilustrações de Kat Menschik.

Sono, do Haruki Murakami, foi minha primeira leitura desse 2017 que já chegou me dando um soco na boca.

Uma mulher tem paralisia do sono pela primeira vez e depois disso  fica dezessete dias sem dormir. Simples, não?

Não.

“…Fechei os olhos para me lembrar de como era a sensação de dormir. Mas a única coisa que existia para mim era uma vigília na escuridão. Uma vigília na escuridão que se associava à morte…Será que a morte não seria uma escuridão profundamente consciente e infinita como a que estou presenciando agora? A morte pode ser uma eterna vigília na escuridão…Se a morte é isso, o que devo fazer? O que fazer se a morte é um eterno estado de consciência, restrito a observar em silêncio essa escuridão?”.

Comecei após a virada, na madrugada do dia 1°, li por uns 20 minutos e apaguei. Depois peguei novamente no final da noite do mesmo dia, início do dia 02 de janeiro, e terminei em mais ou menos 1h. É livro pra ler em uma sentada, mas que ecoa. – Volta aqui, Murakami, quero saber o que  você pensando,  foi o que pensei. Por ler no digital, fiquei preocupada de estar incompleto. – cadê o resto da história? Eita porra, vou no skoob.

Nada. Foi isso mesmo. Acabou assim e  você que se vire pra dar um sentido a isso – foi a resposta do autor, na minha cabeça, é claro.

To de cara até agora, e adorei.

Minhas impressões: Dois irmãos, Milton Hatoum

Oi, pessoal! Tudo bem?

Hoje trago para vocês meu segundo livro encerrado deste mês de janeiro. Sim, já li dois livros e estou lendo mais dois. Comecei o ano muito bem em minhas leituras e estou muito animada, acho que será um ano realmente proveitoso.

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Escolhi esse livro pelo motivo mais óbvio: hoje começa aquela minissérie da Globo e eu não quero tomar um monte de spoiler pela cara, pois já vi algumas entrevistas do autor e parece que a direção respeitou bastante a história, será algo fiel ao livro e eu fiquei com vontade de assistir. Eu não vejo TV há dois anos, então ainda não sei se vou conseguir acompanhar a série direitinho, mas fiz questão de ler logo o livro e estou muito grata por isso porque foi uma leitura incrível.

O livro tem 266 páginas e eu devorei em menos de 24h. Na verdade eu comecei a ler por volta das 16h da última sexta-feira e pretendia ler até a meia-noite daquele dia, mas não rolou porque tive diversos afazeres domésticos que me tiraram do foco. Então retomei a leitura no dia seguinte e terminei super rápido.

O romance é ambientado em Manaus, começando por volta dos anos 20/30 e atravessando o golpe militar de 64, narrado em primeira pessoa por Nael, o personagem central da trama. Tudo nos é mostrado pelo ponto de vista dele, seja pelo que ele viu e viveu, ou pelas histórias que ele ouviu dos outros personagens. Nael é filho de Domingas, uma órfã que foi adotada ainda como empregada por Halim e sua jovem esposa Zana. Esse casal apaixonado teve três filhos, Omar e Yaqub, gêmeos que se odiavam desde a infância, e Rânia, a única filha mulher do casal.

É muito importante destacar que Halim não queria filhos, mas Zana sempre quis três. Halim queria a mulher só para ele, e isso tem um grande peso em toda a história, inclusive sobre o ódio entre os irmãos: Omar, o “caçula”, desprezado pelo ciúme do pai sobre a proteção exagerada da mãe, e Yaqub, o que nasceu primeiro e sempre foi visto como o mais forte, o mais independente e a grande promessa da família.

Nael nos conta sobre sua própria família, que ele observa e vai juntando as peças de um enorme quebra-cabeças na esperança de entender suas origens e descobrir quem é o seu verdadeiro pai. Sim, Nael é filho de um dos homens da casa, mas sempre fora tratado como o filho da empregada.

Mas não se engane, a história não é tão simples e não é apenas sobre Nael ou sobre o ódio entre os gêmeos. É a história dos imigrantes libaneses, dos habitantes nativos de Manaus, da cidade e sua degradação, de uma família e seus dramas particulares. Temos uma riqueza enorme de temas, uma variação no tempo com personagens bem descritos, cada qual com sua personalidade muito desenvolvida.

Não existe um mocinho e um bandido, todos tem suas características boas e más, suas dores, suas angústias e suas razões.  A ambientação é detalhada sem ser cansativa, e o leitor tem a oportunidade de se colocar ao lado de Nael, observando e pensando a história junto com o narrador.

Foi uma experiência de leitura realmente necessária e eu tenho certeza que esse livro se tornará, se já não é, um grande clássico da literatura brasileira..

Minhas leituras em andamento – Outubro.

Oioioi, pessoal! Belezinha? Por aqui está uma correria, como sempre, e minhas leituras estão a mil.

Estou tentando conciliar as leituras de lazer e da faculdade, mas como é difícil, não? Um exercício que eu faço, para não me deixar cair na loucura de ler apenas o que eu tenho vontade, é fazer uma viagem mental e pensar sobre os motivos que me levaram a cursar a faculdade de Letras. Eu queria conhecer mais e mais leituras, principalmente as leituras que marcaram a humanidade. Eu quero mergulhar nesse oceano de livros que existe por aí, e ler de forma direcionada, técnica, construindo uma base sólida para a leitora que eu quero me tornar, mais crítica e atenciosa às linhas que meus olhos seguirem.

É difícil vencer a preguiça de pegar livros como Lisístrata, obrigatório para a disciplina de Bases da Cultura Ocidental, e  que eu estou procrastinando há um mês. Mas eu decisi que após concluir a leitura em andamento, farei uma verdadeira imersão nas leituras da faculdade, com um estudo profundo e atencioso.

Até agora li por conta própria e selecionei livros em homenagem ao dia das crianças e ao mês das bruxas, hehehe.

  • Menina má,  (lido), Willian March. Conta a história de uma mãe que descobre aos poucos que sua filha de oito anos é, na verdade, uma psicopata. Nota 8.

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  • Precisamos falar sobre Kevin (lido), Lionel Shriver.  Um livro epistolar no qual a mãe escreve cartas ao pai do garoto psicopata que matou uma professora e alguns colegas de classe. Nota 10.

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  • Quando os Adams saíram de férias (lido), Mendal W. Johnson. Conta a história de uma babá que é torturada por cinco crianças. Se não fosse pela misoginia explícita do livro (consegue ser nojento ao ponto de descrever um orgasmo da babá durante seu estupro), seria nota 9,5. Diante disso, dou 4.

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  • O exorcista (em andamento), Willian Peter Blatty. Aquela história da garotinha de 12 anos que é possuída pelo demo. Vi o filme há anos atrás e agora estou lendo o livro. Gostando muito!  Tem tudo para um 10: ritmo, história, escrita, ambientação, tudo!

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  • Senhor das moscas, Willian Golding. Tudo o que eu sei sobre o livro, por enquanto, é que algumas crianças ficam presas numa ilha sem nenhum adulto por perto e isso vai revelar o lado selvagem de cada uma delas.

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Abaixo as leituras da faculdade  que eu sequer comecei (livros e textos) e que deverei cumprir até o dia 20/11 (data da prova):

  • Édipo Rei
  • Os grandes festivais, de Maria Helena da Rocha Pereira
  • Alegoria da Caverna, Platão.
  • Apologia, Platão.
  • Nuvens, Aristófanes
  • Didakhé
  • Martírio de São Policarpo
  • Confissões, de Santo Agostinho
  • A Cidade de Deus
  • De Boécio a Gregório, o Grande, de Étienne Gilson.

Bom, acho que eu preciso me organizar mais, não é mesmo? hehehe

Por hoje é isso, pessoal! Conta pra mim nos comentários o que vocês estão lendo neste mês de outubro, eu anoto cada dica de vocês!

Beijo grande e até o próximo post.

Enfim, férias!

Oi, Pessoal! Tudo bem?

Por aqui está tudo tranquilo, pelo menos agora!  No dia 17 de maio eu sofri um assalto e me levaram o meu tão amado celular, no qual simplesmente continha a minha vida! Esse roubo aconteceu no dia das minhas últimas três provas da faculdade, eu estava no ponto do ônibus  quando fui abordada. Tive que voltar em casa, bloquear cartões de bancos (sim, eu usava aplicativo do banco no celular, sou dessas!), trocar senhas de todas as redes sociais e bloquear meu número. Depois fui fazer a prova, que aconteceria em três horas, tive que fazer três provas em uma hora. Conclusão: não fui tão bem assim nas provas e o que me salvou foi que eu tinha notas realmente boas nas primeiras provas. Mas pelo menos eu já passei   e ainda estou pensando se faço ou não a A3 para melhorar meu CR.

O bom é que agora estou podendo me dedicar mais às minhas leituras e já avancei muito em alguns projetos. Ah, e com a ajuda do Kindle estou num verdadeiro frenesi de leituras, lendo sem parar, em qualquer hora e lugar. Realmente o Kindle foi a melhor aquisição que fiz nos últimos tempos. Sabem, eu sou muito ansiosa e com o kindle eu posso escolher um livro e na mesma hora tê-lo à minha disposição. Para quem ainda não viu, segue meu vídeo de quando o kindle chegou, muito amorzinho!

Então quero contar para vocês qual é o meu planejamento de férias da faculdade:

1 –  Quero terminar o projeto lendo 15 livros pra entender a sociedade e a política do Brasil porque é um projeto curtinho que eu acho que vou conseguir matar logo, e porque acho que selecionei livros muito importantes pros próximos semestres da faculdade.

2- Quero adiantar o estudo de introdução aos estudos literários, e por isso comprei o livro Introdução aos estudos literários, do Erich Auerbach que você pode encomendar aqui http://amzn.to/1RTf4H1. Esse livro é maravilhosos, uma edição linda da Cosac e Naify que eu estou in love. Vale muito a pena.

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3 – Montar o meu canal no Youtube. Gente, eu já gravei mais de 10 vídeos e apaguei por motivo de sou tímida e me odeio no vídeo uhahuauhuhaa. Sério, não sei como superar isso, mas eu vou fazer porque estou sentindo vontade de ter uma maior interação com leitores e estudantes de Letras e acho que um canal vai ser um meio bacana de aprender e divulgar mais o meu futuro trabalho. Na verdade esse canal já existe, só que não tem nada de interessante por lá…AINDA!

Bom, é isso, pessoal. Se você estiver de férias da faculdade assim como eu, deixa nos comentários quais os teus planos que eu vou adorar saber sobre isso!

beijão.