Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Marquez.

 

  • Capa comum: 448 páginas
  • Editora: Record (21 de julho de 2014)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8501012076
  • ISBN-13: 978-8501012074
  • Dimensões do produto: 20,8 x 13,6 x 2,8 cm
  • Peso do produto: 481 g

Sinopse da Editora:

Neste, que é um dos maiores clássicos de Gabriel García Márquez, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía – a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.

Cem anos de solidão é um romance do realismo mágico escrita pelo colombiano Gabriel Garcia Marquez em 1967 e que ganhou o prêmio Nobel de literatura em 1982.

O livro se divide em vinte capítulos e narra a fundação, o auge e a decadência da cidade fictícia de Macondo e da família Buendía ao longo de sete gerações.

A obra traz uma proposta de narrar a realidade de forma que as leis do racionalmente verificável convivem com o mito e a fantasia sem se chocarem, ou seja, sem fazer diferença entre o real e o fantástico. A isso se dá o nome de realismo fantástico, onde a ficção e a realidade convivem de forma naturalizada.

Assim, temos na obra de Gabo uma forma de realismo onde um dilúvio de mais de quatro anos, a abdução de uma personagem aos céus e uma peste de esquecimento convivem harmoniosamente com a vida cotidiana e outros eventos como a guerra, massacres, romances e etc.

Choveu durante quatro anos, onze meses e dois dias.

Cem anos de solidão traz acontecimentos fantásticos sem qualquer atribuição ao divino e sem enfocar a sua importância, e nisso está a genialidade da obra, em nos fazer crer de forma incontestável e absolutamente natural que o mágico pode fazer parte dos acontecimentos cotidianos.

Se acreditam nas Sagradas Escrituras – replicou Fernanda – não vejo por que não haverão de acreditar em mim.

Ao contrário das Escrituras Sagradas, a obra de Gabo não tem a pretensão de exercer qualquer poder de influência sobre a vida das pessoas, apenas contar uma boa história de maneira muito divertida e com a função precípua de entreter.

Clique abaixo para ler o discurso importantíssimo do Gabo ao receber o prêmio Nobel em 1982.

DISCURSO GABO PREMIO NOBEL

Não: a violência e a dor desmedidas da nossa história são o resultado de injustiças seculares e amarguras sem conta, e não uma confabulação urdida a três mil léguas de nossa casa.

gabo
Gabriel García Márquez, o Gabo, foi um dos poucos escritores do mundo que conseguiu, ao mesmo tempo, elogios da maior parte do público e da crítica literária, aliado a um grande êxito comercial. Em 1982, Gabo, pelo conjunto da sua obra, tornou-se o primeiro e único colombiano e o terceiro latino-americano a receber o Prêmio Nobel de Literatura. O autor ainda teve mais de vinte obras transpostas para o cinema e ganhou muitos outros prêmios.
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A casa das belas adormecidas, Yasunari Kawabata.

A casa das belas adormecidas
Autor: Yasunari Kawabata
Editora: várias (ePubr)
Ano: 1961
Sinopse:
Imbuída de um erotismo inusitado, esta obra, escrita em 1961, demonstra a maturidade estilística do autor, que se utiliza sua virtuose descritiva para contar a história de Eguchi, um senhor de 67 anos que frequenta a ‘casa das belas adormecidas’, uma espécie de bordel onde moças encontram-se em sono profundo, sob efeito de narcóticos. Apesar da idade avançada, o protagonista parte em busca dos prazeres perdidos e se depara com moças virgens, que os visitantes podem tocar, mas são proibidos de corromper. Daí derivam passagens antológicas de rememorações pessoais e fantasia. Kawabata procura desvendar o enigmático universo do corpo feminino em um culto ao belo e ao inalcançável, investigando as dores da solidão a partir da sutileza de um erotismo expressivo, constantemente atravessado por passagens de fina ironia e perturbadora consciência da passagem do tempo, do vazio existencial que permeia as relações humanas.
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Sabe um livro difícil de digerir? Então.

Peguei esse livro para a categoria um livro de um autor japonês do #desafiolivrada2017 e foi uma experiência um pouco angustiante.

A história é a seguinte: um senhor de idade procura uma casa que oferece companhia de jovens virgens para dormir. Mas dormir mesmo, nada de sexo. Mas as companhias são moças bem jovens, e elas estão nuas. E desmaiadas. E quando digo desmaiadas, na verdade quero dizer desacordadas, quase mortas: drogadas. Não veem nada e não sabem de nada do que está acontecendo ao redor. É assustador!

E nesse ambiente físico, que me pareceu frio de modo a favorecer o sentimento de solidão, ele passa algumas noites, cada noite na companhia de uma mocinha nua diferente, que ele não sabe o nome, a idade, nada. É “apenas” a companhia de um corpo feminino nu e indefeso, que ele sabe apenas que respira e dorme. E ao lado delas, ele reflete sobre sua vida, sobre seu vazio existencial, seus questionamentos e medos de homem idoso, e nos conta algumas poucas histórias de sua juventude. Dessa forma, sabemos muito pouco sobre o homem, e nada sabemos sobre as meninas, apenas que dormem indefesas.

Esse livro inspirou Gabriel Garcia Marquez a escrever “Memórias das minhas putas tristes” e é um clássico da literatura mundial. Mas eu não recomendo para todo mundo porque pode servir de gatilho emocional para pessoas mais sensíveis ao tema. Foi um livro que incomodou e fez-me refletir sobre diversos assuntos como violência sexual e emocional, velhice, solidão, suicídio, homicídio, existencialismo, empatia, morte, e muito mais.

Não é uma história dinâmica, mas um livro lento, que faz-nos refletir junto com o personagem. Apesar disso, é um livro curtinho e nada cansativo, então não precisa ter medo porque não é nada entediante. Para mim foi uma experiência enriquecedora e constatei, mais uma vez, que  autores japoneses são geniais.

David Copperfield, Charles Dickens.

  • Capa dura: 1312 páginas
  • Editora: Cosac & Naify (13 de outubro de 2014)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8540507862
  • ISBN-13: 978-8540507869
  • Dimensões do produto: 17,6 x 12,8 x 7 cm
  • Peso do produto: 1 Kg

Sinopse

Um dos pilares da literatura ocidental moderna, Charles Dickens é até hoje fonte de inspiração para muitos escritores. Seu gênio foi admirado por Tolstói, Marx, Joyce, Kafka, Henry James, Nabokov, Orwell, Cortázar, entre muitos outros.
Semi-autobiográfico, David Copperfield foi publicado em forma de folhetim entre 1849 e 1850. O autor afirma, no prefácio ao livro, que, entre os inúmeros romances que publicou, este era seu “filho predileto”. A edição inclui textos críticos de Jerome H. Buckley, Sandra Guardini Vasconcelos e Virginia Woolf. Tradução de José Rubens Siqueira.

Primeiro livro do projeto #12calhamacos2017 já foi! E que “livrão”, minha gente! Nos dois sentidos! 😄

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David Copperfield é uma semi-autobiografia do Dickens publicada em 1849/50. Conta a história de um órfão que perde seu pai seis meses antes de seu nascimento e, mais tarde, sua mãe casa com um homem muito duro e amargo, que prejudicará muito a vida de David e seu relacionamento com sua mãe. David, então, aprende desde muito cedo os horrores da solidão e da maldade humana, e enfrenta inúmeras dificuldades sem deixar que nada retire de sua essência sua doçura e inocência, que é tanta que a gente sente agonia por ele ser tão bonzinho e confiar em todo mundo que se apresenta como amigo.

O livro é narrado em primeira pessoa e traz vários personagens, cada qual com seus dramas, personalidade, histórias muito bem delineadas e que receberão um desfecho final muito bem amarradinho, contribuindo para o fim harmônico da história do narrador. A narrativa conta a história de David desde seu nascimento até a vida adulta, e passeamos pela Inglaterra do Séc XIX com todos os problemas e dificuldades enfrentados por ele naquela sociedade. O amadurecimento do personagem é tão nítido e tão bem feito que podemos nos sentir verdadeiros expectadores de sua vida. Senti pena, raiva, amor, alegria, tantos sentimentos que sequer consigo expressar. É uma grande viagem e vale a pena degustar sem pressa, deixando a história crescer junto com seu narrador, vivenciando com ele todos os seus dramas pessoais e de seus amigos.

Eu já estou com saudades de todos!

Leitura mais que recomendada, obrigatória para todos os amantes de um bom clássico

Resenha: Germinal, de Emile Zola. #projeto142classicos

 

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  • Formato: eBook Kindle
  • Tamanho do arquivo: 5288 KB
  • Número de páginas: 485 páginas
  • Editora: Centaur (5 de setembro de 2011)
  • Vendido por: Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda
  • Idioma: Português
  • ASIN: B005LHQUL0

Descrição:

Fundador e principal autor do naturalismo literário, Émile Zola levou a descrição realista a extremos de crueza, especialmente na denúncia das condições de trabalho da classe operária do século XIX. A estética naturalista do escritor, inspirada na filosofia positivista e na medicina da época, partia da convicção de que a conduta humana é determinada pela herança genética, pela filosofia das paixões e pelo ambiente. Germinal (1885) é universalmente considerada a obra-prima do autor. Foi a partir de Germinal – descrição das condições de vida subumanas numa comunidade de mineiros – , que Zola começou a destacar os elementos de opressão social como responsáveis pela paralisação moral da humanidade. Germinal é um romance poderoso escrito por um autor poderoso.

Resenha

Germinal é um romance naturalista escrito por Emile Zole que conta a história de trabalhadores mineiros que entram em greve exigindo melhorias salariais e de condições de trabalho. O autor chegou a passar dois meses convivendo com mineiros e burgueses da região a fim de escrever um retrato fiel daquela parte da sociedade francesa do século XIX.

O livro começa com Etienne Lantier, um homem que aparece na região de Montsou, andando sem rumo em busca de emprego, com fome e frio, quando encontra um homem velho, trabalhador das minas de carvão da região. Posteriormente, Etienne consegue uma vaga de trabalho nas minas e vai morar na casa desse homem, o velho Boa-Morte, patriarca de uma família com sete pessoas. Ele se apaixona por Catherine, neta do velho Boa-Morte mas não consegue viver essa paixão porque a menina namora um dos trabalhadores das Minas, o violento Chaval. Etienne, então, mergulha naquela sociedade faminta e miserável, onde homens, velhos, mulheres e crianças trabalham debaixo da terra em condições insalubres, sem qualquer tipo de proteção, num calor de mais de 40º, e onde são submetidos a doenças, promiscuidade, violência, fome e todo tipo de barbárie.

O trabalho nas minas se torna cada vez mais sacrificante diante de novas exigências dos empregadores, que retiram parte do ordenado dos miseráveis trabalhadores. Diante de tudo isso, fome, violência, frio, Etienne começa a estudar ideias socialistas e incita os trabalhadores a tomarem uma providência, o que eclode numa greve geral para forçar o aumento de salário e melhorar as condições de trabalho.

 Minhas impressões

Li este romance por indicação da disciplina de Sociologia para a faculdade de Letras. O livro inaugura o naturalismo literário, estilo de escrita onde o autor narra de forma totalmente impessoal e analisa a história sob o ponto de vista biológico, psicológico e social, apontando saídas e soluções para os problemas que propõe.

Uma gama variada de perguntas confusas não o deixava em paz: por que havia tanta miséria de um lado e tanta riqueza de outro? Por que estes tinham de viver escravizados àqueles, sem a menor esperança de um dia mudarem de posição? A primeira etapa vencida foi a da compreensão de sua ignorância. Uma vergonha secreta, um desgosto oculto começaram a atormentá-lo: nada sabia, não ousava falar sobre essas coisas  que eram a sua paixão, a igualdade entre os homens, a justiça que exigia que os bens da terra fossem repartidos entre todos.

Essa foi uma leitura difícil, levei aproximadamente dois meses para concluí-la porque comecei em meio aos estudos da faculdade e, concomitantemente, estava lendo o livro Ilusões Perdidas, do Balzac. Então foram dois livros densos e, ainda, em meio a provas e trabalhos. Mas, assim que terminei as provas, engatei na leitura deste livro e terminei ontem, três dias depois que a retomei.

Senti-me muito desconfortável em muitos trechos da narrativa, principalmente quanto ao machismo e a forma como os pais enxergavam os filhos. Vejamos o que a mãe fala para a filha que saiu de casa para morar com o amante:

Veja eu, estava grávida quando casei, mas não fugi da casa dos meus pais, nunca faria essa sujeira de entregar antes da idade o dinheiro dos meus dias de trabalho a um homem que não precisa. Ah, como tenho razão de estar enojada de tudo! Vai chegar o tempo em que não se quererá ter filhos…

Ou seja, naquela sociedade as pessoas se reproduziam para que os filhos futuramente ajudassem na subsistência da casa. Quando um filho saía de casa, isso significava um prejuízo financeiro para os pais, mas os pais não pensavam que ter filhos era ter mais pessoas para alimentar.

Uma coisa que não gostei no livro é que tem capítulos excessivamente descritivos que se tornam muito cansativos ao longo da narrativa, mas que, ao mesmo tempo, consegue transmitir com muita clareza suas ideias. Esse ponto negativo não tira a genialidade da história, apenas considero uma parte um pouco maçante, mas necessária, da obra.

O contraste social da alta burguesia, com suas mansões, seus móveis luxuosos e sua mesa farta, e as pessoas que se julgavam boas demais quando davam um pedaço de bolo por esmola, isso me fez refletir bastante sobre nossos papéis na sociedade, no quanto essa história é atual.

O resumo do que eu senti com esse livro: sonhei a noite toda com as minas, com a violência, a fome e o frio. Sonhei com Catherine e outras personagens. Que livro triste, que história cruel!

O autor tem uma narrativa muito pontual, que mergulha em todos os aspectos daquela sociedade e traça a personalidade de cada uma das personagens de forma muito objetiva. Ao terminar a leitura do livro fiquei um tempo me perguntando quem era a protagonista e concluí claramente que são as minas de carvão, com suas entranhas que atraiam, engoliam e exterminavam, aos poucos, aquela população mineira doente e marcada pela miséria.

É um livro que te transforma, acho impossível terminar a leitura sem sofrer mudanças internas significantes.

Se você já leu o livro deixe sua opinião nos comentários, eu adoro trocar ideias sobre minhas leituras com vocês!

 

 

 

 

Resenha: Holocausto Brasileiro – Projeto #lendo100mulheres

 UPDATE: Acho que peguei muito pesado com minhas opiniões nesta resenha, chegando a parecer grosseira porque estava muito frustrada com a leitura e resenhei assim que terminei o livro, portanto, pensei muito e resolvi editar o post em 24/05/2016.

Holocausto Brasileiro, escrito por Daniela Arbex.

Formato: eBook Kindle

Tamanho do arquivo: 25311 KB

Editora: Geração Editorial (1 de junho de 2013)

Vendido por: Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda

Idioma: Português

ISBN 978-85-8130-156-3

 

Descrição:

Durante décadas, milhares de pacientes foram internados à força, sem diagnóstico de doença mental, num enorme hospício na cidade de Barbacena, em Minas Gerais. Ali foram torturados, violentados e mortos sem que ninguém se importasse com seu destino. Eram apenas epiléticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, meninas grávidas pelos patrões, mulheres confinadas pelos maridos, moças que haviam perdido a virgindade antes do casamento.Ninguém ouvia seus gritos. Jornalistas famosos, nos anos 60 e 70, fizeram reportagens denunciando os maus tratos. Nenhum deles — como faz agora Daniela Arbex — conseguiu contar a história completa. O que se praticou no Hospício de Barbacena foi um genocídio, com 60 mil mortes. Um holocausto praticado pelo Estado, com a conivência de médicos, funcionários e da população.

Resenha

 

O livro é no estilo livro-reportagem que tem a pretensão de trazer um documentário dobre as barbáries cometidas dentro do hospital psiquiátrico Colônia de Barbacena. Traz algumas passagens da vida de alguns ex-pacientes, bem como de alguns ex-funcionários e conta algumas histórias sobre o tratamento que era dispensado aos doentes. Também conta que muitas pessoas internadas no hospital não eram doentes, mas apenas pessoas que transgrediram o sistema de alguma forma, seja moral ou social.

A história do hospital é brevemente relatada, alguns dos abusos cometidos também e há muitas histórias sobre alguns dos sobreviventes. A autora também fez questão de destinar muitas páginas para o fotógrafo autor das fotos que ilustram a obra, relatou passagens das vidas de alguns médicos que trabalharam no hospital e contou de forma breve como o hospital foi desativado.

Minhas impressões

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Foto do Instagram

 

Terminei a primeira leitura do projeto #lendo100mulheres e o que era pra ser uma leitura super empolgante virou uma expressão de “é, né”. Que livro ruim. Sinceramente, cheguei a pensar que fora uma perda de tempo porque o que eu li no livro poderia ser facilmente encontrado pela internet, e teria me poupado algumas linhas desagradáveis que me soaram como “babação de ovo” desnecessária ao fotógrafo, a alguns médicos e muitos políticos.

Contaram com o apoio do diretor João Raymundo Coutto da Matta, até receberem o primeiro salário.

Por essa nota, que se repete em muitas linhas da mesma maneira, a autora faz questão de dar nome e sobrenome a alguns, mas outros funcionários menos expressivos eram apenas chamados de “Zé”, “Maria”, ou seja, pareceu-me que a autora deu nome e sobrenome a quem importava.

A autora não se aprofundou no assunto, não contou a história do hospital, de como foi construído, quem o fundou, o porquê foi criado, o porquê da escolha daquela Cidade, não tem sequer uma planta do lugar.

Na chegada, como o motorista havia errado o caminho, o jornalista e a fotógrafa Jane Faria entraram pela porta dos fundos, onde havia mato alto e lixo…

Querida Daniela Arbex, se um dia você ler isto, CADÊ AS FOTOS DESSE LUGAR COM MATO ALTO E LIXO? E cadê as fotos do lugar onde eles dormiam, que você descreve como  coberto de capim? Sobram fotos dos pacientes nus no pátio, mas outras descrições ficam sem qualquer ilustração, parecendo que esse trecho só serviu para informar o nome da fotógrafa. Fica a reflexão.

No todo as histórias são pinceladas, com aquele texto super apelativo e desnecessário porque a história de horror fala por si mesma, não precisava nominar o inominável. e o mais curioso é que a autora traça esse raciocínio num trecho:

As palavras sofrem com a banalização. Quando abusadas pelo nosso despudor, são roubadas de sentido

Como eu acredito que tudo o que a gente lê serve para alguma coisa, posso dizer que o livro valeu por essa frase que é bastante emblemática.

Conclusão: é aquele tipo de leitura chata, estilo Globo Repórter, sabem? O livro mal informa e não desperta grandes emoções.

Então é isso, não vou me alongar porque a leitura não me disse muita coisa, aliás, não me disse nada de interessante. Eu acho que esse livro foi escrito em homenagem a médicos, políticos e jornalistas, porque porque a história do lugar virou pano de fundo para babação de ovo. #prontofalei

Gostaria de abrir o debate, então, se você já leu e tem uma opinião diferente, deixe nos comentários, vamos trocar uma ideia!

Beijocas.

 

 

Projeto Lendo Cem Mulheres

Oi, pessoal! Tudo bem com vocês? Por aqui está tudo corrido por conta das provas finais da faculdade e por isso o meu sumiço temporário. Mas como eu sou uma pessoa um tanto quanto incoerente em alguns aspectos, apesar de estar atolada de compromissos e com dois projetos literários em andamento, decidi criar mais um. Sim, eu não sossego mesmo!

Esse novo projeto é especial, é desafiador, é importante para mim e muito, muito interessante, eu garanto!

Hoje, dia 12 de maio de 2016, vivemos um momento histórico em que o Vice presidente Michel Temer subiu poder como Presidente da República e nomeou seus Ministros e, adivinhem? Não tem nenhuma mulher compondo o seu Ministério. Então fiz uma pesquisa e vi que essa atitude um tanto quanto machista se estende para vários aspectos cotidianos de nossas vidas. Ainda lemos poucas escritoras, a maioria dos títulos que circulam em blogs e canais do Youtube ainda é composta por escritores do gênero masculino. Acho injusto, acho cruel, acho indigno. Por conta disso, descobri nas minhas andanças pela internet um projeto denominado #leiamulheres (vale dar uma olhada neste blog) e me deu um estalo: por que não buscar mais nomes de autoras? Vocês que acompanham o blog já viram os meus dois projetos, um de clássicos da literatura mundial, que estou fazendo em três anos, junto com a faculdade de Letras, e que servirá para ajudar na minha formação de professora porque o projeto contém livros indicados para Enem, concursos e etc. Ou seja, no meu projeto de 142 livros clássicos contém livros que muito provavelmente serão utilizados futuramente por mim em sala de aula. O outro projeto é de 15 livros para ajudar a entender a política brasileira, e também é voltado para minha formação profissional.

ESCRITORAS MULHERES

Mas este novo projeto é diferente, é voltado para difundir a escrita feminina, a leitura de livros escritos por mulheres. Confesso que me surpreendi com o volume de trabalho que é produzido por mulheres e pela qualidade do que é produzido e, o que é triste, descobri o quanto carece de divulgação e reconhecimento. Temos mulheres maravilhosas fazendo trabalhos incríveis que não são reconhecidos. Eu quero fazer diferente, quero contribuir para a mudança dessa situação no mercado editorial e no gosto do público leitor.

Escolhi livros de vários estilos diferentes e de mulheres de toda a parte do mundo. Vai ter quadrinho, vai ter romance, vai ter policial, vai ter ficção científica, vai ter infantil, vai ter terror e suspense, vai ter até “romance água com açúcar” porque eu quero sair da minha zona de conforto e ler o que eu não leria normalmente, então VAI TER TUDO!

São cem nomes, alguns conhecidos, outros nem tanto, e muitos eu nunca tinha ouvido falar, e, também, gente que se lançou de forma independente e precisa de uma força extra.

Aqui vou listar as autoras e os livros, bem como a forma de leitura, se livro físico ou ebook. Como eu comprei meu Kindle, que chegou hoje (postei no instagram, gente, veja lá!), muitos títulos serão lidos no Kindle. Eu juro que não estou ganhando um centavo sequer para fazer essa baita propaganda (alô, Amazon!), mas se utilizarei essa forma de leitura e estiver curtindo, por quê não compartilhar com meus leitores? Acho justo.

Então abaixo estão listadas as escritoras e os respectivos títulos escolhidos e, ao lado, indico a forma de leitura (K) para Kindle, e (F) para livro físico. Vocês poderão acompanhar minhas leituras pela hashtag no instagram #lendo100mulheres, e também no Facebook e Twitter. ah, e estou pensando em fazer um canal no Youtube, então aguardem que pode vir novidade por aí!

Deixem nos comentários o que vocês acharam dos títulos, se conhecem, se desconhecem, se tem interesse… esse feedback é super importante para mim! E, se quiserem me acompanhar, será uma honra!

Quem quiser participar do projeto fique completamente à vontade para mexer na lista e alterar os nomes e títulos, afinal tem muita escritora bacana para a gente conhecer, e isso vai ajudar na divulgação de outras escritoras que eu deixei de fora,  mas só vale se listar cem mulheres, ok? E eu peço apenas para me dar os créditos para ajudar na divulgação do meu blog.

  1. Charlotte Bronte – Jane Eyre (K)
  2. Emily Bronte – O morro dos ventos uivantes (K)
  3. Anne Bronte – A moradora de Wild Fell Hall (K)
  4. Karen Blixen – Festa de Babette (K)
  5. Anais Nin – Henry e June (K)
  6. Dorothy Parker – Big loira e outras histórias de Nova York (F)
  7. Iris Murdoch – O príncipe negro (F)
  8. Virgínia Woolf – Mrs. Dalloway (K)
  9. Sylvia Plath – A redoma de vidro (K)
  10. Beatrix Potter – As aventuras de Pedrito Coelho (K)
  11. Jane Austen – Razão e sensibilidade (F)
  12. Deborah Rodrigues – Uma pequena casa de chá em Cabul (K)
  13. Alexandra Presser – Arroz (F)
  14. Florbela Espanca – Livro das máguas (K)
  15. Carolina Maria de Jesus – Diário de Bitita (F)
  16. Anne Rice –  Príncipe Lestat (K)
  17. Alice Walker – A cor púrpura (k)
  18. Ana Cristina Cásar – Poética (K)
  19. Alice Ruiz – Outro Silêncio (K)
  20. Chimamanda Adichie – Meio sol amarelo (k)
  21. Leonora Miano – Contornos do dia que vem vindo (F)
  22. Louisa May Alcolt – Melherzinhas (K)
  23. Xinran – As boas mulheres da China (K)
  24. Mary Shelley – O último homem (K)
  25. Regina Navarro Lins – A cama na Varanda (K)
  26. Ava Dellaira- Cartas de amor aos mortos (K)
  27. Adélia Prado – O coração disparado (K)
  28. Marjane Satrapi – Persépolis completo (F)
  29. Suzane Collins – Trilogia Jogos Vorazes (K)
  30. Lionel Shriver – O mundo pós aniversário (K)
  31. Maya Angelou – Carta a minha filha (F)
  32. Mariana Colasanti – Uma ideia toda azul (K)
  33. Simone de Beauvour – A mulher desiludida (K)
  34. Carola Saavedra – O inventário das coisas ausentes (K)
  35. Charlaine Harris – Visão do Além (K)
  36. Cora Coralina – Estórias da casa velha da ponte (K)
  37. Elvira Vigna (Coisas que os homens não entendem (K)
  38. Eliane Brum – Meus desacontecimentos (K)
  39. Conceição Evaristo – Contos do mar sem fim (K)
  40. Lygia Bojunga – A bolsa amarela (F)
  41. Toni Morrison – Amada (F)
  42. Paulina Chiziane – O alegre canto da perdiz (K)
  43. Nadine Godimer – O melhor tempo é o presente (K)
  44. Lygya Fagundes Telles – As meninas (K)
  45. Aline Valek – Pequenas tiranias (K)
  46. Clara Averbuck – Eu quero ser eu (F)
  47. Sophia de Mello Breyner Andresen – A fada Oriana (K)
  48. Marion Zimmer Bradley – O incêndio de Tróia (F)
  49. Lya Luft – As parceiras (K)
  50. Daniela Arbex – Holocausto brasileiro (K)
  51. Agatha Cristie – E não sobrou nenhum (K)
  52. Clarice Lispector – O lustre (F)
  53. Gertrde Stein – A autobiografia de Alice B. Tokias (K)
  54. Condessa de Segur – Memórias de um burro (K)
  55. Rosa Montero – Te tratarei como uma rainha (F)
  56. Hilda Hilst – A obscena senhora D. (K)
  57. Wislawa Szyborska – Poemas (K)
  58. Noemi Jaffe – A verdadeira história do alfabeto (K)
  59. Harper Lee – O sol é para todos (K)
  60. Isabel Allendre – A casa dos espíritos (F)
  61. Ines Pedrosa – Só sexo (K)
  62. Adriana Lisboa – Azul corvo (K)
  63. Zelia Gattai – Anarquistas, graças a Deus (K)
  64. Rachel de Queiroz – Memorial de Maria Moura (K)
  65. Patrícia Highsmith – Carol (K)
  66. Nelida Piñon – O cortejo do divino e outros contos (F)
  67. Maria Adelaide Amaral – Luísa (K)
  68. Ruth Rendell – Carne Trêmula (F)
  69. Érica Jong – Medo de voar (F)
  70. Marguerite Duras – O amante (K)
  71. Alice Munro – Ódio, amizade, namoro, amor, casamento (K)
  72. Selma Lagerlof – De saga em saga (F)
  73. Grazia Delidda – Caniços ao vento (F)
  74. Pearl Buck – A boa terra (K)
  75. Elfriede Jelinek – Desejo – (K)
  76. Doris Lessing – Amor, de novo. (K)
  77. Herta Muller – Fera d’alma (K)
  78. Fernanda Young – Dores do amor romântico (K)
  79. Ana Maria Gonçalves – Um defeito de cor (F)
  80. Ana Miranda – Boca do inferno (F)
  81. Cecília Meirelles – Ilusões do mundo (F)
  82. Elisa Lucinda – Fernando Pessoa, o caveleiro do nada (F)
  83. Esmeralda do Carmo Ortiz – por que não dancei (F)
  84. Maria Alice Giudice Barroso – a saga do cavalo indomado (F)
  85. Patrícia Rehder Galvão (Pagu) – Parque industrial (K)
  86. Sonia Coutinho – Os seios de Pandora (F)
  87. Lia Zuin – Space opera. viva muito, Morra jovem. (K)
  88. Giulia Moom – coleção sobrenatural – Vampiros (K)
  89. Nora Roberts – escândalos privados (K)
  90. Danielle Steel – Sua alteza (K)
  91. Luisa Geisler – Luzes de emergência se acenderão automaticamente (K)
  92. Carol Benssimon – todos nós adoramos Caubóis (K)
  93. Verônica Stigger – Opisanie Swiata (K)
  94. Ana Paula Maria – Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos (K)
  95. Laura Erber – Esquilos Pavlov (F)
  96. Adriana Lunardi – vendedora de fósforos (K)
  97. Eleanor Cotton – Os luminares (K)
  98. Patti Smith – Só Garotos (K)
  99. Malala Yousafzai – eu sou Malala (K)
  100. Úrsula K. Le Guin – A mão esquerda da escuridão (K)

Projeto: 15 livros para ajudar a entender a sociedade brasileira e sua política.

Oi, gente!

Clima tenso no Brasil hoje, não? Aliás, essa semana começou tensa, com a manifestação contra o Governo ocorrida no último domingo, dia 13.03.2016. Ontem tivemos vazamento de ligações telefônicas da Presidenta e hoje Lula foi nomeado Ministro, mas logo em seguida teve sua nomeação caçada. Pode ser que quando eu termine de postar ele já esteja novamente no cargo, ou a Presidenta deixe o cargo, vai saber!

Bom, eu acredito muito naquela máxima de que devemos olhar para o passado para entendermos o presente e prepararmos o futuro. E isso, hoje, nunca fez tanto sentido. Pensando nisso, resolvi fazer um apanhado de 15 obras para entender a sociedade e a política no Brasil.

Escolhi livros de não ficção, e alguns deles já estão no meu projeto de 142 livros clássicos, então este projeto será conjugado com o outro. Quem quiser pode me acompanhar também pelo instagram pelas TAG ‘s #projeto142classicos e #projetopoliticabr.

Vamos à lista!

Os Bruzundangas- Lima Barreto

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Os bruzundangas é uma obra de Lima Barreto publicada postumamente em 1923, sobre um país fictício no qual impera a desigualdade social, o mau uso do bem público e o nepotismo, sendo uma crítica à sociedade brasileira e à  culturais da época.

Agosto – Rubem Fonseca

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Uma mistura de realidade e ficção que relata os dias que antecederam o suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954. Trata de um romance num dos períodos mais difíceis e obscuros da história do Brasil, combinando, na narrativa policial, a intriga política e o realismo social.

Incidente em Antares – Érico Veríssimo

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Abientado em 1963 conta a história de uma cidade que está sofrendo com a greve geral e tem seu fornecimento de energia cortado. Sete pessoas estão mortas e não podem ser sepultadas por causa da greve dos coveiros, e, então resolvem acertar as contas com os vivos e, assim passam a perseguir e bisbilhotar a vida de seus familiares.

 Sagarana – Guimarães Rosa

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 Sagarana  é uma criação do autor de 1946, que juntou à palavra saga (‘narrativa histórica ou lendária’) o sufixo tupi –rana, que expressa a ideia de semelhança. São nove narrativas  ambientadas no interior de minas gerais. Até hoje esse livro causa debates porque o autor utiliza uma escrita cheia de metáforas e outras figuras de linguagem que confundem o real e o imaginário.

O triste fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto

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É um romance do período do Pré-Modernismo brasileiro. Por meio da vida tragicômica do major Quaresma, um nacionalista fanático, ingênuo e idealista, Lima Barreto revela as estruturas sociais e políticas do Brasil da Primeira República, enfocando os fatos históricos do governo de Floriano Peixoto.

Viva o povo brasileiro – João Ubaldo Ribeiro

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A história se desenvolve em grande parte no século XIX, mas também viaja a 1647 e avança até 1977, na qual realidade e ficção se misturam tendo como pano de fundo momentos decisivos para a história do país, como a Revolta de Canudos e a Guerra do Paraguai.

O quinze – Raquel de Queiroz

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História sobre a grande seca de 1915. Ceição convence Mãe Nácia a partir. Vicente quer ficar, salvar o gado. Dona Maroca manda soltar o gado. Chico Bento vende as reses e parte com a família. Chegará à Amazônia? Não consegue as passagens e vai indo a pé. Um retirante em meio à seca. A fome e o cangaço. Este é um drama da terra.

Esaú e Jacó – Machado de Assis

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Nesse romance análogo da história bíblica, os gêmeos Pedro e Paulo, pertencentes à alta burguesia carioca, desde a infância se mostram opostos e rivais em tudo. Ambos apaixonam-se pela mesma mulher, o que causa ainda mais atrito entre eles. Machado de Assis traça, também, uma visão crítica do cenário político do Brasil às vésperas da Proclamação da República.

Boca do inferno – Ana Miranda

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Ambientado em Salvador, final do século XVII desenrola-se a trama desse livro, uma recriação da luta pelo poder que opôs o governador Antonio de Souza Menezes, o temível Braço de Prata, à facção liderada por Bernardo Vieira Ravasco, da qual faziam parte o padre Antonio Vieira e o poeta Gregório de Matos.
A autora mistura ficção e história, mostrando  a vida de homens e mulheres entre o prazer e o pecado, o céu e o inferno.

Vidas secas – Graciliano Ramos

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A obra é inspirada em muitas histórias que Graciliano acompanhou na infância sobre a vida de retirantes. Na história, o pai de família Fabiano acompanhado pela cachorra Baleia,  são considerados os personagens mais famosos da literatura brasileira.

Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antômio de Almeida

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Ambintada no Rio de Janeiro, reinado de D. João VI, as memórias seguem pela infância de Leonardo, sua adolescência, sua entrada na vida militar e casamento, sendo descrito como  o primeiro malandro carioca, um anti-herói que está mais preocupado com a sobrevivência do que  ser correto ou vilão.

São Bernardo – Graciliano Ramos

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Este livro conta a história de Paulo Honório, um homem simples, que movido por uma ambição sem limites, acaba transformando-se em um grande fazendeiro do sertão de Alagoas e casa-se com Madalena para conseguir um herdeiro. Incapaz de entender a forma humanitária pela qual a mulher vê o mundo, ele tenta anulá-la com seu autoritarismo. Com este personagem, Graciliano Ramos traça o perfil da vida e do caráter de um homem rude e egoísta, do jogo de poder e do vazio da solidão, onde não há espaço nem para a amizade, nem para o amor. (Sinopse retirada do site da Saraiva).

O Tempo e o Vento – Érico Veríssimo

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Os sete volumes da trilogia ‘O Tempo e o Vento’ agora reunidos numa caixa. São 150 anos de história do Brasil protagonizados por personagens inesquecíveis, como a forte Ana Terra e o valente capitão Rodrigo Cambará. As disputas familiares, as brigas pelo poder e as guerras civis são narradas O leitor terá a surpresa e o prazer de compartilhar a emoção contida de breves composições limadas com todo o esmero — “O instante”, “Espinosa”, “Everness”, “Sarmiento” — e também a de grandes e complexos poemas como “Limites”, “O Golem”, “Poema conjectural”, e sentirá a habilidade de Borges em nos mergulhar no vasto e infindável rio de tempo, memória e esquecimento de que é feita nossa curta existência e a mais perdurável matéria da poesia. Aí está Buenos Aires. O tempo, que a outros homens traz ouro ou traz amor, em mim apenas funda esta rosa amortecida, esta vã barafunda de ruas que repetem os pretéritos nomes de meu sangue: Laprida, Cabrera, Soler, Suarez…[de “A noite cíclica”] por Erico Verissimo nesta que é uma das mais célebres sagas da literatura brasileira.Todos os volumes trazem ilustrações de Paulo von Poser e uma cronologia que relaciona fatos históricos a acontecimentos ficcionais da trilogia e a dados biográficos de Erico Verissimo. (Sinopse retirada do site da Saraiva).

O cortiço

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Publicado em 1890, é um romance que mostra que quando as pessoas estão em ambientes degradantes se comportam como animais. Trata de temas como pobreza, adultério, corrupção, formação desordenada de moradias em lugares inapropriados, e mostra como as pessoas desses conglomerados viviam, explorados por alguém que enriquece a custa de suas necessidades. Além disso, trata de tabus da sociedade, como homossexualidade, alcoolismo e prostituição.

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Capitães da Areia, a história crua e comovente de meninos pobres que moram num trapiche em Salvador,  falando sobre sua  infância abandonada.

E aí, gostou? Tem algo a acrescentar? Se tiver, vou adorar acrescentar à minha lista, então comenta aí! 😉

 

Projeto 142 livros clássicos para ler até o final da faculdade

Desde o final do ano passado, quando retomei meus hábitos literários, procurava uma lista com a pretensão de ser completa contendo clássicos da literatura mundial. Vi as listas da Folha de São Paulo, da revista Bula, da revista Bravo, e não me satisfizeram. Sentia uma certa insegurança sobre a abordagem, se as listas seriam “pagas” para figurarem nesses veículos e sempre sentia falta de de alguma coisa. uma justificativa para a escolha daqueles títulos.

Eu, perdidona nas estantes internet afora

Eis que nas minhas andanças pela internet descobri o blog do professor  André Gazola, que elaborou uma lista com 142 livros clássicos da literatura mundial, títulos que são exigidos em vestibulares e concursos por todo o país.

Como vocês sabem, estou cursando Letras na modalidade EAD, e realmente preciso organizar minhas leituras e conciliar com as leituras da faculdade. Alguns dos autores dessa lista constam na minha grade curricular, então acredito que, se conseguir seguir essa indicação preciosa de leitura, estarei reforçando e complementando meus estudos.

Estabeleci, para essas leituras, o tempo da minha faculdade, ou seja, esses livros serão lidos num período de 03 anos, e serão conciliados com outros títulos de minha livre escolha mais os títulos indicados pelos professores que não constarem dessa lista. Legal, né? Se eu conseguir acredito que será uma experiência fantástica.

Ah! Tentarei comprar esses títulos na forma física, pois, pra quem não sabe, eu tenho o hábito de ler ebook e ainda não comprei um e-reader, leio no meu celular, o que tem me causado bastante desconforto nos olhos. Além disso, quero fazer uma leitura mais organizada, com fichamentos e anotações porque não será uma leitura apenas para o lazer, mas para os meus estudos.

Os títulos que estão em negrito são os livros que eu li recentemente, então só vou ler novamente se forem pedidos na faculdade.

Preciso confessar que ler O Senhor dos Anéis e O Hobbit será, para mim, o maior dos desafios porque não gostei dos filmes. Eu sei que para muitos essa afirmação soará como heresia, sinto muito mas só mesmo uma lista indicada por um professor me fará mergulhar nesses títulos.  

Provavelmente não terei mesmo depois dessa declaração, mas, é a vida!

 

Mas Chris, o filme é diferente do livro!

Dãh! eu sei, meu bem, meu problema é com a história em si, que não me enche os olhos e, o que é pior, me fez dormir! hahahahah pois é, sou dessas.

Bom, vai ter muita resenha no blog a partir de agora e, para começar essa grande viagem literária iniciarei com Desonra, que será abordado num próximo post aqui no blog.

Quem quiser aderir ou seguir o projeto, postarei fotos das aquisições, leituras e conclusões no Instagram com a hashtag #projeto142classicos, e sempre farei resenha das leituras aqui no blog.

Vejamos a listinha amiga!

  1. Ilíada (séc. VIII a. C.), de Homero
  2. Odisseia (séc. VIII a. C.), de Homero
  3. As mil e uma noites (850 a.C.), de autor desconhecido
  4. O asno de ouro (1469), de Apuleio
  5. Gargântua e Pantagruel (1532-64), de François Rabelais
  6. Os Lusíadas (1572), de Luiz Vaz de Camões
  7. Dom Quixote (1605-15), de Miguel de Cervantes Saavedra
  8. Robinson Crusoé (1719), de Daniel Defoe
  9. As viagens de Gulliver (1726), de Jonathan Swift
  10. Tom Jones (1749), de Henry Fielding
  11. Cândido (1759), de Voltaire
  12. Emílio ou da educação (1762), de Jean Jacques Rousseau
  13. O Castelo de Otranto (1765), de Horace Walpole
  14. Os Sofrimentos do jovem Werther (1774), de Johann Wolfgang von Goethe
  15. Os 120 dias de Sodoma (1785), de Marquês de Sade
  16. Razão e Sensibilidade (1811), de Jane Austen
  17. Orgulho e Preconceito (1813), de Jane Austen
  18. Mansfield Park (1814), de Jane Austen
  19. Emma (1816), de Jane Auten
  20. Frankenstein (1818), de Mary Wollstonecraft Shelley
  21. Ivanhoé (1820), de sir Walter Scott
  22. O último dos moicanos (1826), de James Fenimore Cooper
  23. O vermelho e o negro (1831), de Stendhal
  24. O corcunda de Notre-Dame (1831), de Victor Hugo
  25. Oliver Twist (1833), de Charles Dickens
  26. Pai Goriot (1834-35), de Honoré de Balzac
  27. A queda da casa de Usher (1839), de Edgar Allan Poe (apesar de ser um conto, decidi incluí-lo)
  28. Almas mortas (1842), de Nicolai Gógol
  29. Ilusões perdidas (1843), de Honoré de Balzac
  30. Os três mosqueteiros (1844), de Alexandre Dumas
  31. A moreninha (1844), de Joaquim Manuel de Macedo
  32. O conde de Monte Cristo (1845-46), de Alexandre Dumas
  33. Jane Eyre (1847), de Charlotte Brontë
  34. O morro dos ventos uivantes (1847), de Emily Brontë
  35. David Copperfield (1850), de Charles Dickens
  36. Moby Dick (1851), de Herman Melville
  37. A cabana do Pai Tomás (1852), de Harriet Beecher Stowe
  38. Walden ou A vida nos bosques (1854), de Henry David Thoreau
  39. Memórias de um sargento de milícias (1854 e 1855), de Manuel Antônio de Almeida
  40. Madame Bovary (1857), de Gustave Flaubert
  41. Grandes Esperanças (1861), de Charles Dickens
  42. Os miseráveis (1862), de Victor Hugo
  43. Memórias do Subsolo (1864), de Fiódor Dostoiévski
  44. Iracema (1865), de José de Alencar
  45. Alice no País das Maravilhas (1865), de Lewis Carroll
  46. Viagem ao centro da Terra (1866), de Júlio Verne
  47. Crime e Castigo (1866), de Fiódor Dostoiévski
  48. O Idiota (1868-9), de Fiódor Dostoiévski
  49. Guerra e Paz (1869), de Leon Tolstói
  50. Alice através do espelho (1871), de Lewis Carroll
  51. A volta ao mundo em 80 dias (1873), de Júlio Verne
  52. Senhora (1875), de José de Alencar
  53. O crime do Padre Amaro (1876), de José Maria Eça de Queirós
  54. Anna Karenina (1877), de Leon Tolstói
  55. Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), de Joaquim Maria Machado de Assis
  56. A Ilha do Tesouro (1883), de Robert Louis Stevenson
  57. A morte de Ivan Ilitch (1884), de Leon Tolstói
  58. As aventuras de Huckleberry Finn (1885), de Mark Twain
  59. Germinal (1885), de Émile Zola
  60. O Ateneu (1888), de Raul Pompéia
  61. Os Maias (1888), de José Maria Eça de Queirós
  62. O Cortiço (1890), de Aluísio de Azevedo
  63. O retrato de Dorian Gray (1891), de Oscar Wilde
  64. Quincas Borba (1891), de Joaquim Maria Machado de Assis
  65. As aventuras de Sherlock Holmes (1892), de sir Arthur Conan Doyle
  66. A máquina do tempo (1895), de H. G. Wells
  67. Drácula (1897), de Bram Stoker
  68. A guerra dos mundos (1898), de H. G. Wells
  69. Dom Casmurro (1899), de Joaquim Maria Machado de Assis
  70. A cidade e as serras (1901), de José Maria Eça de Queirós
  71. Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha
  72. Tarzan (1914), de Edgar Rice Burroughs
  73. Triste fim e Policarpo Quaresma (1911, folhetim), de Lima Barreto
  74. Retrato do artista quando jovem (1916), de James Joyce
  75. Ulisses (1918-21, folhetim), de James Joyce
  76. A montanha mágica (1924), de Thomas Mann
  77. O processo (1925), de Franz Kafka
  78. O grande Gatsby (1925), de F. Scott Fitzgerald
  79. O Castelo (1926), de Franz Kafka
  80. Em busca do tempo perdido (1913-27, em sete volumes), de Marcel Proust
  81. O lobo da estepe (1927), de Hermann Hesse
  82. O amante de Lady Chatterley (1928), de D. H. Lawrence
  83. Orlando (1928), de Virginia Woolf
  84. Macunaíma (1928), de Mário de Andrade
  85. O quinze (1930), de Rachel de Queiroz
  86. Reinações de Narizinho (1931), de Monteiro Lobato
  87. Admirável mundo novo (1932), de Aldous Huxley
  88. Menino de Engenho (1932), de José Lins do Rego
  89. … E o vento levou (1936), de Margaret Mitchell
  90. Angústia (1936), de Graciliano Ramos
  91. Capitães de Areia (1937), de Jorge Amado
  92. O Hobbit (1937), de J. R. R. Tolkien
  93. Vidas Secas (1938), de Graciliano Ramos
  94. Finnegans Wake (1939), de James Joyce
  95. Por quem os sinos dobram (1940), de Ernest Hemingway
  96. Xadrez (1942), de Stefan Zweig
  97. O Estrangeiro (1942), de Albert Camus
  98. Fogo morto (1943), de José Lins do Rego
  99. O pequeno príncipe (1943), de Antoine de Saint-Exupéry
  100. Ficções (1944), de Jorge Luis Borges
  101. A revolução dos Bichos (1945), de George Orwell
  102. Sagarana (1946), de João Guimarães Rosa
  103. Doutor Fausto (1947), de Thomas Mann
  104. 1984 (1949), de George Orwell
  105. O tempo e o vento (1949-62, em 5 volumes), de Érico Veríssimo
  106. O apanhador no campo de centeio (1951), de J. D. Salinger
  107. O velho e o mar (1952), de Ernest Hemingway
  108. Grande Sertão: veredas (1955), de João Guimarães Rosa
  109. Lolita (1955), de Vladimir Nabokov
  110. O Senhor dos Anéis (1954-55), de J. R. R. Tolkien
  111. On the Road (1957), de Jack Kerouac
  112. Gabriela, cravo e canela (1958), de Jorge Amado
  113. Bonequinha de luxo (1958), de Truman Capote
  114. Almoço Nu (1959), de William Burroughs
  115. Laranja Mecânica (1962), de Anthony Burgess
  116. A redoma de vidro (1963), de Sylvia Plath
  117. A paixão segundo G. H. (1964), de Clarice Lispector
  118. A sangue-frio (1966), de Truman Capote
  119. Cem anos de solidão (1967), de Gabriel García Márquez
  120. 2001: uma odisseia no espaço (1968), de Arthur C. Clarke
  121. O poderoso chefão (1969), de Mario Puzo
  122. As cidades invisíveis (1972), de Italo Calvino
  123. Terras de sombras (1974), de J. M. Coetzee
  124. Lavoura arcaica (1975), de Raduan Nassar
  125. Entrevista com o vampiro (1976), de Anne Rice
  126. A hora da estrela (1977), de Clarice Lispector
  127. O iluminado (1977), de Stephen King
  128. O guia do mochileiro das galáxias (1979), de Douglas Adams
  129. O nome da rosa (1980), de Umberto Eco
  130. O centauro no jardim (1980), de Moacyr Scliar
  131. A casa dos espíritos (1982), de Isabel Allende
  132. A lista de Schindler (1982), de Thomas Keneally
  133. O livro do desassossego (1982), de Fernando Pessoa
  134. O ano da morte de Ricardo Reis (1984), de José Saramago
  135. A insustentável leveza do ser (1984), de Milan Kundera
  136. Os versos satânicos (1988), de Salman Rushdie
  137. O pêndulo de Foucault (1988), de Umberto Eco
  138. História do cerbo de Lisboa (1989), de José Saramago
  139. Desonra (1999), de J. M. Coetzee
  140. Neve (2002), de Orhan Pamuk
  141. O filho eterno (2007), de Cristovão Tezza
  142. Indignação (2008), de Philip Roth

 

A lista e sua justificativa vocês encontram no link: http://www.lendo.org/lista-classicos-literatura/